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Realidade virtual para fazer exercícios em “outro mundo”

A tecnologia avança fortemente no mundo da atividade física

Tudo acontece em uma caixa preta, um lugar criado para motivar as pessoas a se exercitarem… até mesmo aquelas que não sentem particular interesse ou atração pela atividade física.

O que o novo protótipo da Black Box VR oferece é a oportunidade de fazer uma série de exercícios físicos em “outro mundo”. Uma verdadeira academia virtual!

A experiência acontece através de uma máquina de resistência avançada que usa um fone de ouvido HTC Vive e controladores wearable para rastrear seu movimento. Uma vez no espaço virtual, você compete contra um avatar para completar diferentes tarefas. Esta é uma das novidades mais atraentes oferecidas em 2018 pela Consumer Electronics Show (CES).

Atenção

Apesar da atratividade da oferta, já existem vozes que expressaram preocupação com a segurança das pessoas, um fator que deve ser levado em consideração para a ideia ter sucesso.

“Os seres humanos acham muito difícil, em geral, manter o hábito de se exercitar e houve muitas tentativas de tornar a atividade física mais atraente para as pessoas”, disse JP Gownder, da consultoria Forrester.

“A realidade virtual faz sentido na perspectiva de que o ginásio pode ser um lugar menos chato. Mas o custo do equipamento tornará uma alternativa muito cara para começar e não estou ciente de que a Vive tenha enfatizado esse tipo de uso”, acrescentou Gownder.

“Eles terão de provar que eles levaram em conta o impacto que o capacete pode ter no corpo durante um treino intenso”.

Perda de peso?

Job Stauffer, que trabalhou como programador de videogames e agora trabalha com o VR Health Institute, que colabora com a Black Box VR na promoção do novo dispositivo, disse que se beneficiou pessoalmente do treinamento de realidade virtual.

Durante entrevista à BBC, Stauffer revelou que perdeu mais de 30 quilos jogando, além de ter melhorado consideravelmente sua dieta. “É provável que, no final de 2016, estivesse no momento menos saudável da minha vida, pensando mais de 135 quilos”, admitiu.

“Quando comecei a jogar com o HTC Vive percebi que estava suando fazendo o melhor trabalho físico que já tive”.

Stauffer disse que começou com o jogo Sound Boxing, que ele descreveu como “Guitar Hero for the arms”, e então tentou sua sorte com o jogo Space Pirate Trainer, que comparou com o uso de uma máquina elíptica pela quantidade de calorias que ele queimou em cada sessão.

A idéia é desenvolver uma categorização de acordo com o nível de atividade dos jogos. “Muitas pessoas no negócio de videogames trabalham uma incrível quantidade de horas e, muitas vezes, não têm tempo suficiente para cuidar de si mesmas”, disse Stauffer.

“Ao mesmo tempo, jogar é uma experiência sedentária, mas VR muda essa percepção ativando todo o seu corpo”.

Mercado

O mercado de realidade virtual para o trabalho físico ainda é pequeno, mas é aquele em que seu crescimento é constante.

Ele continua sendo visto como uma opção viável no futuro para as pessoas que procuram uma alternativa diferente para se adequarem. “O conceito de ficar em forma enquanto joga é tão antigo quanto o próprio esporte”, disse Zoe Kleinman, um correspondente da BBC na CES que testou a máquina Black Box.

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