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Europol diz que mega ataque cibernético foi estabilizado

Hackers

(ANSA) – O porta-voz do Serviço Europeu de Polícia (Europol), Jan Op Gen Hurth, informou que o mega ataque cibernético com o vírus “WannaCry”, iniciado na última sexta-feira (12), não causou novos danos nesta segunda-feira (15).

“Não foram registradas novas infecções de ransonware. Isso é uma mensagem positiva. Significa que durante o final de semana, com o alerta de um ataque em escala global, as pessoas correram para fazer uma atualização de segurança de seus equipamentos”, ressaltou o porta-voz.

Segundo cálculos da entidade, mais de 200 mil dispositivos foram afetados em 150 países. Como o vírus é um ransonware, um tipo de invasor que bloqueia os dados do equipamento e só os devolve após um pagamento, o representante ainda afirmou que a média do valor pedido pelos hackers está em US$ 300 (R$ 930).

Até o momento, cerca de US$ 50 mil (R$ 155 mil) já foi recolhido pelos criminosos, mas a Europol recomenda que quem for infectado não pague o “resgate” de seu computador.

Além disso, fontes da agência europeia informaram que os ataques partiram da Grã-Bretanha, país que foi mais afetado em seus serviços públicos por conta do ciberataque.

“Pelo que vimos até agora, não se tratou de um ataque simultâneo em mais de um país. Primeiro foram atacadas uma ou mais de uma entidade no Reino Unido e, depois, o WannaCry se espalhou”, explicou a fonte que pediu anonimato.

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Críticas da Microsoft

O presidente da Microsoft, Brad Smith, criticou os governos mundiais por não se preocuparem em proteger seus equipamentos de ataques cibernéticos como esse. Isso porque tudo aponta que o vírus foi roubado dos computadores da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos por hackers especializados.

“Os governos não deveriam conservar softwares perigosos que poderão ser transformados em armas por hackers sem escrúpulos.

Nós vimos vulnerabilidades guardadas nos arquivos da CIA terminarem no Wikileaks e agora, roubado da NSA, que atingiram clientes em todo o mundo”, criticou Smith. Segundo o dirigente da Microsoft, se tivessem sido “armas convencionais”, o roubo desse vírus poderia ser comparado a um roubo de “mísseis Tomahawk” do Exército.

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