Secretário diz que greve de médicos de Hospital em Campinas é “abusiva”

outubro 27, 2017 0 Por Aline Rodrigues
Secretário diz que greve de médicos de Hospital em Campinas é “abusiva”

A greve dos médicos do Hospital Municipal Ouro Verde, em Campinas (SP) que teve início no último dia 23, tem sido classificada como “abusiva” para o secretário de Saúde de Campinas (SP), Cármino de Souza. Ele disse ainda que, devido a essa paralisação, os hospitais Mário Gatti e Celso Pierro têm sentido o reflexo. Para Souza, a sobrecarga tem sido grande nas unidades.

A greve, que foi iniciada há quatro dias, foi motivada devido aos salários atrasados e as más condições de trabalho. O secretário informou que os médicos voltariam ao trabalho depois da realização da audiência no Ministério Público do Trabalho. Porém, isso não aconteceu. O argumento do sindicato que defende os médicos, informou que eles só voltarão sob condições mínimas de trabalho e atestadas pelo Conselho Regional de Medicina (Cremesp).

A decisão de manter a greve foi oficializada nesta sexta-feira (27). Os médicos disseram que só voltam as atividades normais com a realização de nova vistoria do Cremesp. As visitas estão sendo realizadas no local e, caso haja condições mínimas para a continuação do trabalho “nós voltaremos imediatamente”, afirmou Casemiro Reis, presidente do Sindimed.

Cármino disse ainda que não esperava o “envolvimento do Cremesp” nas negociações para o fim da greve. “Apareceu um terceiro elemento e a gente não sabe o que vai fazer. O Cremesp não fez parte do acordo com o Ministério Público do Trabalho na quinta. Não há nenhuma razão para não voltar. Existem acordos que sustentam a volta”, afirmou.

Profissionais de várias especialidades do Hospital, e que têm contrato no regime CLT, deram início a greve na segunda-feira (23) para reivindicar o pagamento de salários atrasados e condições de trabalho na unidade. Apenas os serviços de urgência e emergência estão sendo mantidos, conforme determina a legislação.

De acordo com o médico cirurgião do hospital, Márcio Augusto Marques, os funcionários recebem os salários fora do prazo, enquanto os PJ já estão com o pagamento atrasado há quatro meses.