RN confirma 11 casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P)

setembro 18, 2020 0 Por Romário Nicácio
RN confirma 11 casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P)

Em um informe epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (18), a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) atualizou os dados sobre a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (Sim-P), temporalmente associada à Covid-19 no contexto do Rio Grande do Norte.

Até o dia 16 de setembro de 2020, foram notificados no estado 21 casos suspeitos para SIM-P, dos quais 11 foram confirmados. Os casos confirmados são dos seguintes municípios: Mossoró (3), Natal (3), São Gonçalo do Amarante (2), Apodi (1), Nísia Floresta (1) e Touros (1).

Desses apenas um permanece internado e dez receberam alta. Entre os casos suspeitos, um continua internado, oito receberam alta e um evoluiu para óbito, o qual está em investigação. Ressalta-se que cinco dos casos suspeitos tiveram testes de diagnóstico positivos para arboviroses, sendo um caso de Zika, três de Chikungunya e um que positivou para Zika e Dengue.

A investigação da SIM-P no RN vem sendo realizada de forma retroativa por parte dos hospitais, após solicitação da Sesap, em função da publicação da Nota Técnica nº 16 do Ministério da Saúde, que orienta sobra as notificações da SIM-P no país.

Até o momento, o público pediátrico (0-19 anos) não registra taxas de incidência elevadas, com a mortalidade e a internação geralmente associadas à presença de comorbidades. Entretanto, pediatras de países como Reino Unido e Itália apontaram para o surgimento da SIM-P, de forma associada à Covid-19, em crianças e adolescentes, levando a um estado crítico de saúde e à necessidade de cuidados intensivos.

No RN, a investigação realizada indicou uma maior incidência da SIM-P no sexo masculino – nove casos – e na faixa etária de 5 a 9 anos – com quatro casos. Quanto aos sinais e sintomas, os  prevalentes foram: dores abdominais (9), dispneia (9), edema de mãos e pés e /ou edema de face e abdominal e/ou anasarca – inchaço pelo corpo (8), saturação de O2 < 95% (7), náuseas/vômitos (8), oligúria – diminuição do volume de urina (7), alterações na cor da pele (7) e diarreia (7). Outros sinais e sintomas foram relatados em menor frequência.

Em relação aos exames laboratoriais, os que apresentaram alterações mais frequentes foram: proteína C reativa e albumina (100%), VHS e leucócitos totais (90%), hematócrito (82%), plaquetas e hemoglobina (73%) e TGO (63%). Quanto aos exames de imagem (raio-x de tórax/tomografia), o achado mais frequente foi o derrame pleural observado em 7 casos. No que se refere aos achados de ecocardiograma, dos 8 pacientes que realizaram o exame, 7 casos apresentaram alterações, sendo as mais frequentes os sinais de disfunção miocárdica e derrame pericárdico.