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Receita bruta da Cia Hering ultrapassa R$ 1,8 bilhão em 2017

Cia Hering

A Cia Hering fechou o ano de 2017 com receita bruta de 1,8 bilhão, um aumento de 5,3% sobre 2016, de acordo com os dados divulgados pela companhia. O lucro líquido atingiu R$ 263,8 milhões – valor 32,3% superior ao ano anterior, e a margem líquida da companhia representou 16,9%.

Depois de o país vivenciar anos de retração econômica, o ano de 2017 apresentou melhorias nos indicadores econômicos, notadamente na inflação e nos juros, o que beneficiou a recuperação gradual do ambiente de consumo. “Os resultados da companhia foram influenciados pelo bom desempenho das nossas lojas próprias e dos canais webstores e multimarcas. Podemos citar também a evolução da nossa estratégia de combinação das frentes de Produto e Loja, com consistência na entrega de coleções e melhora da execução do ponto de venda”, contextualiza o presidente da Cia Hering, Fabio Hering.

No fim do ano, a companhia atingiu o número de 805 lojas, sendo 785 no Brasil. Destas, 617 são da Hering Store, 109 da Hering Kids, 56 da PUC e 3 da DZARM., além de 20 franquias no exterior. No 4º trimestre, foram inauguradas sete lojas, das quais quatro Hering Kids e três Hering, sendo uma no mercado internacional. Além desta rede de lojas, o modelo de distribuição multicanal fechou o ano com 16.859 varejistas multimarcas e cinco webstores.

A marca Hering apresentou ainda uma alta de, respectivamente, 3,5% e 4%, totalizando R$ 398,2 milhões e R$ 1,3 bilhão. Já a Hering Kids, teve queda de 2% e alta de 11,6% no ano, totalizando R$ 243,5 milhões e o melhor resultado da companhia, com consistência na proposta de valor, bom desempenho em todos os canais e ampliação da presença da marca no digital, enquanto que a PUC viu suas vendas cresceram 0,9% no trimestre e 1,2% em 2017. A DZARM. apresentou crescimento de, respectivamente, 22,2% e 10,7% no acumulado do ano.

De acordo com Rafael Bossolani, diretor de Finanças e Relações com Investidores da companhia, o ano de 2017 também foi marcado por avanços importantes nos canais de distribuição. “Implementamos o projeto de segmentação e foco no varejo qualificado no canal multimarcas, o que possibilitou a customização de políticas e incentivos com base nos perfis mapeados, aumentando a produtividade do canal”, explica.

As webstores continuam sendo tratadas como canal essencial para o crescimento dos negócios da companhia. Prova disso é o início da implantação do projeto omnichannel nas modalidades Pickup in Store (integração de estoques e vendas entre o comércio eletrônico e a loja física) e Showrooming (experimentação de produtos em lojas físicas e fechamento das compras na loja virtual) em lojas próprias selecionadas. A Cia Hering prevê, em 2018, expandir este modelo de comercialização em todas as suas lojas próprias e iniciar um piloto nas suas franquias.

Gestão das lojas

Cia Hering

O aperfeiçoamento na gestão da operação das lojas permitiu que os níveis de estoque da rede fossem reduzidos e houvesse aumento da rentabilidade no ano. No período, destaca-se também a implementação da reposição automática para básicos de alto giro, com melhora nas vendas no critério mesmas lojas para os itens selecionados.

“Em 2017, realizamos importantes avanços no projeto de reforma das lojas, com enfoque na maior exposição dos produtos e maior flexibilidade para ajustes. Três lojas foram remodeladas neste formato e já apresentam crescimento acelerado em suas vendas, o que nos deixa otimistas para as reformas que serão implementadas”, destaca Fabio Hering.

Investimentos

No ano, os investimentos realizados pela companhia totalizaram R$ 58,8 milhões, um aumento da ordem de 14,6% sobre 2016. Instalações fabris, lojas e tecnologia da informação foram os alvos principais destes investimentos.

No 4º trimestre, a Hering apresentou geração positiva de caixa de R$ 30,8 milhões, enquanto que, em 2017, contou com uma geração de R$ 140,2 milhões de caixa livre, R$ 69,1 milhões inferior a 2016, em função da maior necessidade de capital de giro, notadamente em fornecedores e estoques, além da retomada do crescimento de vendas. A companhia finalizou o ano com baixo endividamento e caixa líquido de R$ 121,5 milhões, alinhado à sua política conservadora de gestão financeira. No ano, foram distribuídos aos acionistas R$ 185 milhões em dividendos e juros sob capital próprio, o que representou um payout de 70,1% do lucro líquido do período.

De olho em 2018, a Hering já moveu esforços para colocar projetos em pé e ajustar os estoques das lojas. “2017 foi um ano de bastante disciplina, previsibilidade da demanda, ajuda a franqueados e preocupação com toda a nossa rede. Para 2018, seguiremos evoluindo em nossas frentes estratégicas de Produto e Loja, tendo como matriz o consumidor, que é o ponto central do nosso negócio. Permanecemos confiantes em nossa estratégia e capacidade de criação de valor, a partir de um modelo de negócios diferenciado, marcas fortes, melhores padrões em governança corporativa e equipe de gestão coesa”, finaliza Fabio Hering.

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