RN

Presos fazem rebelião em Alcaçuz; governo confirma mortes

Foto: Divulgação / PM

Na tarde deste sábado (14) presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte, iniciaram uma rebelião em um dos pavilhões. De acordo com o G1, o coordenador da administração penitenciária, Zemilton Silva, informou que a rebelião é “de grandes proporções”. Ele confirmou mortes de detentos, mas ainda não sabe precisar quantas.

Segundo o major Eduardo Franco, da comunicação da Polícia Militar do RN, o motim começou por volta das 16h30 (de Natal) e houve invasão de presos do pavilhão 1 no pavilhão 5, onde estão internos de uma facção criminosa rival. Ainda não há confirmação de fuga. Alcaçuz é o maior presídio do estado.

Equipes dos batalhões de Operações Especiais da Polícia Militar e de Choque, além de várias viaturas de apoio foram deslocados para Alcaçuz. Os policiais militares estão na área externa da penitenciária.

O governo estadual informou, por meio da assessoria de imprensa, que também foi instalado um grupo de monitoramento com as autoridades de segurança pública. Segundo a assessoria, a rebelião começou por volta as 17h (horário local, 18h em Brasília).

A Penitenciária de Alcaçuz é considerada a maior unidade prisional do estado. Ela é formada por cinco pavilhões e tem 5 mil 900 metros quadrados de área construída.

Informações publicadas no site da Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania mostram que Alcaçuz tem um total de 620 vagas e abriga atualmente uma população prisional 1.083 presos em regime fechado.

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Intervenção

Segundo informações, a área externa já está sob controle das autoridades. Policiais militares e agentes penitenciários vão esperar até o dia amanhecer para poder entrar nos pavilhões de Alcaçuz. As saídas foram bloqueadas e o Corpo de Bombeiros está fazendo barricadas no local. “A intervenção é impossível agora. No momento estão todos soltos lá dentro, e armados. Nossa missão é evitar que ele saiam”, declarou o major Camilo, da PM ao G1.

Ataques

Em julho do ano passado o estado passou por uma onda de ataques motivadas por causa da instalação de bloqueadores de celular em presídios estaduais. O sistema de bloqueio pretende impedir que presos façam ou recebam ligações de dentro do presídios.

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