Paulo Guedes confirma mais 3 meses de auxílio emergencial

Paulo Guedes confirma mais 3 meses de auxílio emergencial

Paulo Guedes confirma mais 3 meses de auxílio emergencial

Rafael Nicácio junho 23, 2021 Destaques

O ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (23/06) que teremos a extensão de mais três meses do auxílio emergencial, e que anúncio oficial deve ser feito pelo presidente Jair Bolsonaro ainda nesta semana.

“Renovamos os programas bem sucedidos. Renovamos o BEm (programa de manutenção do emprego), renovamos o auxílio emergencial. Isso vai até agora, 31 de julho. O presidente deve anunciar, talvez ainda nesta semana, mais três meses de auxílio emergencial. Da mesma forma, vamos anunciar o BIP e o BIQ”, declarou Guedes em reunião com industriais.

Os programas bônus de inclusão produtiva e bônus de incentivo à qualificação (BIP e BIQ) são ações que a equipe econômica vai lançar para fomentar o emprego dos jovens.

A expectativa de Guedes é de geração de 2 milhões de vagas para jovens de 18 a 28 anos, com o governo pagando parte de uma bolsa, a ser complementada pelas empresas, também responsáveis pelo treinamento desses jovens.

O ministro também comentou sobre a alta da inflação, que definiu como um choque temporário ocasionado pela subida dos preços de alimentos e de energia. Ele ressaltou a aprovação da autonomia do Banco Central como um ponto relevante para evitar que esses impactos setoriais contaminem a economia.

“Nossa inflação deu um salto exatamente por comida e energia. Energia porque estão vindo com bandeiras novas, para evitar o racionamento lá na frente, está havendo uma racionalização do uso agora, e isso é um choque (para inflação)”, disse.

O ministro ainda disse esperar que o STF (Supremo Tribunal Federal) ratifique a decisão do Congresso e mantenha a autonomia do Banco Central, que terá papel fundamental para impedir que o aumento transitório de preços vire permanente.

Critérios para receber o auxílio emergencial

Pelas novas regras, o auxílio emergencial 2021 somente será transferido para as famílias com renda total de até três salários mínimos ao mês, desde que a renda por pessoa seja menor do que meio salário mínimo. As novas parcelas, de início, somente serão pagas para quem recebeu os pagamentos do ano passado.

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