Foto: Mazur/ catholicnews.org.uk

CIDADE DO VATICANO E ROMA | (ANSA) – Durante o seu retiro espiritual de Quaresma na cidade de Ariccia, a cerca de 30 quilômetros de Roma, o papa Francisco realizou na manhã desta sexta-feira, dia 10, uma missa especial para a Síria e anunciou que doará 100 mil euros aos moradores de baixa renda de Aleppo, palco de conflitos há quatro anos.

O Pontífice “nesta manhã, celebrou em Ariccia a missa para a Síria e enviou 100 mil euros aos pobres de Aleppo, graças também a uma contribuição da Cúria Romana”, disse a vice-diretora da assessoria de imprensa vaticana, Paloma Ovejero. “A doação será feita pela Esmolaria Apostólica através da Custódia da Terra Santa [província religiosa da Ordem dos Frades Menores no Oriente Médio]”, afirmou a funcionária da Santa Sé.

A boa ação de Francisco já foi informada e comemorada pela Igreja síria. “Não nos sentimos sozinhos, não nos sentimos abandonados e sabemos que somos parte de uma grande família que é a Igreja de Cristo. Isso nos dá coragem, esperança e força para suportar tantas coisas”, disse o vigário apostólico de Aleppo, monsenhor Georges Abou Khazen. “Estamos felizes e não vemos a hora de dizer isso [sobre a doação] aos nossos fieis que continuam na cidade. A notícia me foi dada há pouco tempo pelo padre Giulio Michelini, que foi telefonado pelo próprio papa Francisco para guiar os exercícios espirituais da Cúria Romana”, disse o vigário franciscano.

Sobre a cidade síria em si, o monsenhor afirmou que há “sinais de melhora, na segurança principalmente”. “De alguns dias para cá está voltando em alguns quarteirões de civis a energia elétrica e esperamos também a volta da água. Mas as necessidades materiais aqui continuam enormes”, lamentou. Segundo Abou Khazen o trabalho e a casa devem ser as prioridades dos 100 mil euros doados pelo Papa. “Se um pai de família consegue a encontrar trabalho e reconstruir sua casa, não deixará Aleppo. Esperamos que logo comece a reconstrução que trará consigo tantos trabalhos”, disse o franciscano.

O vigário também espera que “este gesto do Papa, a proximidade de toda a Igreja possa permitir que várias de nossas famílias voltem” e disse que esse dinheiro do Vaticano “é uma mensagem à diplomacia para que encontre uma solução justa e pacífica para esta guerra que ninguém quer”, concluiu Abou Khazen.

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