Obama pede apoio do Congresso para “combater jihadistas do Estado Islâmico”

Obama pede apoio do Congresso para “combater jihadistas do Estado Islâmico”

Obama pede apoio do Congresso para “combater jihadistas do Estado Islâmico”

Romário Nicácio fevereiro 12, 2015 Mundo

O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu na quarta-feira (11) apoio do Congresso dos Estados Unidos no combate ao grupo Estado Islâmico, em uma declaração que não estabelece limites geográficos, nem abrange operações terrestres, e que deverá servir de base legal à ofensiva em curso.

Com o equivalente a uma declaração de guerra, Obama seria autorizado a continuar a luta contra o grupo jihadista sobre uma base legal mais sólida, ao mesmo tempo em que teria uma cobertura legal no âmbito doméstico. A mesma significa um aumento da pressão sobre o EI – que atualmente controla zonas da Síria e do Iraque – quando o governo iraquiano prepara uma grande ofensiva terrestre em um prazo de meses.

Em uma carta aos legisladores, o presidente declarou que a concessão de mais poderes para conduzir a guerra contra o EI “mostraria ao mundo que estamos unidos em nossa determinação” para derrotar os jihadistas, que controlam vastos territórios na Síria e no Iraque.

Desde meados de 2014, o exército americano – com o apoio de uma tropa internacional – lidera uma campanha de ataques aéreos contra posições do EI nesses dois países. O EI “representa uma ameaça ao povo e à estabilidade do Iraque, Síria e Oriente Médio, e à segurança dos Estados Unidos”, diz Obama na carta.

“Se não for controlado, o EI representará uma ameaça para além do Oriente Médio, incluindo à pátria americana”, insistiu o presidente.

Até agora, a operação contra o Estado Islâmico tem como base legal apenas uma “autorização para o uso de força militar”, datada de 2001. Intensas negociações, nas últimas semanas, com membros do Congresso, conduziram à introdução de algumas limitações ao destacamento de tropas para combater os jihadistas.

O texto não autoriza o uso das Forças Armadas dos Estados Unidos em operações ofensivas de combate terrestre duradouras, o que não exclui manobras desse tipo pelas forças especiais, mas deixa de fora uma invasão por terra ou uma missão de imposição de paz.

Com informações da Agência Lusa*

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