Obama pede apoio do Congresso para “combater jihadistas do Estado Islâmico”

O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu na quarta-feira (11) apoio do Congresso dos Estados Unidos no combate ao grupo Estado Islâmico, em uma declaração que não estabelece limites geográficos, nem abrange operações terrestres, e que deverá servir de base legal à ofensiva em curso.

Com o equivalente a uma declaração de guerra, Obama seria autorizado a continuar a luta contra o grupo jihadista sobre uma base legal mais sólida, ao mesmo tempo em que teria uma cobertura legal no âmbito doméstico. A mesma significa um aumento da pressão sobre o EI – que atualmente controla zonas da Síria e do Iraque – quando o governo iraquiano prepara uma grande ofensiva terrestre em um prazo de meses.

Em uma carta aos legisladores, o presidente declarou que a concessão de mais poderes para conduzir a guerra contra o EI “mostraria ao mundo que estamos unidos em nossa determinação” para derrotar os jihadistas, que controlam vastos territórios na Síria e no Iraque.

Desde meados de 2014, o exército americano – com o apoio de uma tropa internacional – lidera uma campanha de ataques aéreos contra posições do EI nesses dois países. O EI “representa uma ameaça ao povo e à estabilidade do Iraque, Síria e Oriente Médio, e à segurança dos Estados Unidos”, diz Obama na carta.

“Se não for controlado, o EI representará uma ameaça para além do Oriente Médio, incluindo à pátria americana”, insistiu o presidente.

Até agora, a operação contra o Estado Islâmico tem como base legal apenas uma “autorização para o uso de força militar”, datada de 2001. Intensas negociações, nas últimas semanas, com membros do Congresso, conduziram à introdução de algumas limitações ao destacamento de tropas para combater os jihadistas.

O texto não autoriza o uso das Forças Armadas dos Estados Unidos em operações ofensivas de combate terrestre duradouras, o que não exclui manobras desse tipo pelas forças especiais, mas deixa de fora uma invasão por terra ou uma missão de imposição de paz.

Com informações da Agência Lusa*

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