Ciência

Novo motor para viagens espaciais na velocidade da luz é testado com sucesso

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Foto: Divulgação / Nasa

O pesquisador Martin Tajmar, da Universidade Técnica de Dresden, junto com sua equipe de cientistas, apresentou os resultados experimentais sobre o funcionamento do motor EM Drive (Electro Magnetic Drive) durante o Fórum de Propulsão e Energia.

O propulsor utiliza as cavidades das micro-ondas eletromagnéticas para transformar a energia elétrica em impulso, sem descartar nenhum outro elemento de um motor convencional. Por isso, muitos acreditam que esse seria o ponto de partida para a construção de motores “warp”, capazes de duplicar o espaço-tempo e viajar mais rapidamente que a luz, como nos filmes “Star Trek”.

“Nossas medições revelam propulsões, assim como era esperado, com base em afirmações anteriores, depois de estudar cuidadosamente as interferências térmicas e eletromagnéticas. Se confirmado, isso poderá revolucionar as viagens espaciais”, diz o relatório científico, intitulado “Medições diretas da propulsão do EM Drive e avaliação de possíveis efeitos secundários”.

“É a primeira vez que alguém participa com um laboratório bem equipado e uma grande experiência no seguimento do erro experimental, em vez de engenheiros que podem, inconscientemente, estar influenciados pelo desejo de ver que [o propulsor] funciona”, diz outro trecho do relatório.

O motor revolucionário foi projetado pelo engenheiro britânico Roger Shawyer. A NASA testou com sucesso o propulsor espacial EM Drive no ano passado. De acordo com os cientistas, uma nave equipada com esse propulsor poderia chegar à Lua em 4 horas e em Marte em apenas 70 dias.

A Velocidade da Luz

Desde a antiguidade clássica, vários filósofos especularam sobre a velocidade da luz. Empédocles, Aristóteles e Heron na Grécia e os árabes Avicena e Alhazen deixaram, também, suas opiniões. O indiano , no século XIV, deixou um comentário no Rig Veda (estimados 302 000 m/s). Johannes Kepler, Francis Bacon e René Descartes, na Europa, também citaram o assunto. Galileu Galilei propôs um experimento em 1638, realizado em Florença no ano de 1667, que fracassou.

A primeira técnica de medição foi acidentalmente descoberta em 1676 por Ole Romer. Enquanto observava Júpiter e seu satélite Io, notou que havia um atraso, o que o levou a comentar num congresso de astronomia que a velocidade da luz poderia ser muito alta. Suas medições, combinadas com outras de Christiaan Huygens, chegaram a um valor abaixo do valor real mas muito mais alto do que o de qualquer fenômeno conhecido então. Newton, em seu livro Opticks, aceita um valor quase igual ao de Romer.

Foram, no entanto, as observações de James Bradley, em 1728, que elucidaram a questão, calculando a velocidade num valor apenas um pouco menor que o aceito atualmente. Léon Foucault, usando a roda de medir a velocidade da luz inventada por Fizeau, publicou uma aproximação melhor, e finalmente, em 1926, Albert Michelson, do observatório Monte Wilson, publicou um valor preciso (299 792 458 metros por segundo).

Com informações da revista Wired

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