Noruega alerta para efeitos colaterais de vacinas de mRNA

Noruega alerta para efeitos colaterais de vacinas de mRNA

Noruega alerta para efeitos colaterais de vacinas de mRNA

Rafael Nicácio janeiro 17, 2021 Coronavírus

As autoridades sanitárias da Noruega alertaram para o risco de efeitos colaterais em idosos debilitados das vacinas anti-Covid feitas com a tecnologia do RNA mensageiro (mRNA).

A agência de medicamentos do país nórdico divulgou na última sexta-feira (15) um comunicado que sugere que efeitos adversos comuns após a aplicação de imunizantes de mRNA, como febre e náusea, “podem ter contribuído para um desfecho fatal em pacientes frágeis”.

Até o momento, duas vacinas de mRNA estão aprovadas para uso emergencial em países da Europa: a da Biontech/Pfizer e a da Moderna. O RNA mensageiro é uma sequência genética sintética que instrui as células humanas a produzirem a proteína spike, espécie de “casca de espinhos” utilizada pelo coronavírus Sars-CoV-2 para atacar.

Ao perceber a presença da proteína spike no organismo, o sistema imunológico produz os anticorpos que, mais tarde, servirão para enfrentar uma eventual infecção pelo vírus.

Efeitos adversos

O último relatório da agência sobre efeitos colaterais da imunização contra a Covid-19 contabiliza 29 episódios adversos, sendo 13 com morte, embora isso “não implique uma relação causal entre o evento e a vacina”.

“Não podemos excluir que reações adversas ocorridas poucos dias após a vacinação (como febre e náusea) possam ter contribuído para um desenvolvimento mais sério e desfecho fatal em pacientes com graves doenças subjacentes”, afirma o documento.

Segundo a agência, os estudos da vacina da Biontech/Pfizer não incluíram pacientes com doenças “instáveis ou agudas” e tiveram poucos participantes com mais de 85 anos.

No entanto, o próprio órgão ressaltou que, como a campanha de imunização é voltada a hóspedes de asilos com patologias graves, “é esperado que algumas mortes possam ocorrer perto da vacinação”.

“Na Noruega, morrem em média 400 pessoas por semana em casas de repouso”, diz o comunicado. Segundo a agência Bloomberg, a Pfizer e a Biontech estão trabalhando com as autoridades do país nórdico para investigar as mortes.

Até 14 de janeiro, a Noruega já havia vacinado 42 mil pessoas, de acordo com o portal Our World in Data.

Sem alarme

O presidente do comitê de vigilância da vacinação da Agência Italiana de Medicamentos (Aifa), Vittorio Demicheli, disse neste sábado (16) que, até o momento, “não existem razões de alarme” por conta dos efeitos reportados na Noruega.

“Não há indícios que nos façam duvidar da escolha feita. Estamos protegendo os mais frágeis com o melhor produto que temos. Na Itália, não foi assinalado nada de grave”, acrescentou.

Segundo Demicheli, os países estão vacinando pessoas que já têm uma “probabilidade mais alta de morrer”. Até o momento, a Itália imunizou 1.072.086 pessoas, sendo 95.974 em asilos, todas com vacinas de mRNA.

Com informações da ANSA*

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