Natal: família de gêmeas que sobreviveram a grave incêndio conta com apoio de vaquinha para tratamento

Natal: família de gêmeas que sobreviveram a grave incêndio conta com apoio de vaquinha para tratamento

Natal: família de gêmeas que sobreviveram a grave incêndio conta com apoio de vaquinha para tratamento

As meninas já passaram por mais de 10 cirurgias

Rafael Nicácio julho 30, 2021 Destaques

O ano era 2014, e as gêmeas Kauane e Cassiane, hoje com 9 anos, sofreram queimaduras de terceiro grau após um grave incêndio causado acidentalmente na zona Oeste de Natal. Kauane teve 90% do corpo queimado. As meninas já passaram por mais de 10 cirurgias e hoje contam com apoio de uma vaquinha virtual para bancar o tratamento.

Após todo esse trauma, elas e o irmão mais velho, Gabriel, hoje com 17 anos, precisam de apoio psicológico.

Gabriel tem traumas (regrediu, há pouco tempo fazia as necessidades na roupa), tentou suicidar-se e se sente culpado pelo o que aconteceu até hoje. As gêmeas não estão frequentando a escola, sofrem bullying e já foram até chamadas de “monstros”. A vaquinha é para eles terem acompanhamento psicológico (não conseguiram pelo SUS), além de pomadas especiais, cremes hidratantes, protetor solar e alimentação.

De acordo com os organizadores da vaquinha, a cirurgia das meninas só foi possível através do projeto AMICO (Associação Amigos do Coração da Criança) que mobilizou médicos para ajudá-las. As cirurgias estão sendo feitas no Rio de Janeiro e eles cobrem todos os custos. Em setembro Kauane passará por mais uma.

A história delas passou a ser amplamente divulgada pelo canal Razões para Acreditar, depois que Fausto Calixto (@faustocalixto), ex-morador da comunidade que elas moram, Felipe Camarão, deu suporte a família e pediu ajuda do Razões.

gêmeas sobrevivem a incendio em natal

Pai das meninas culpa o enteado até hoje

A mãe, a dona Ana, 41 anos, se separou do pai das meninas no começo desse ano, após ele afirmar que não colocaria comida em casa enquanto o enteado Gabriel vivesse lá. Dona Ana pegou os filhos e foi morar sozinha de aluguel em uma casa. Sem ajuda do ex-marido, com mais um filho de 11 anos, Felipe, e vivendo apenas de um benefício da Kauane, ela tem contado com doações.

Como tudo aconteceu

Em 2014, quando as gêmeas estavam com 2 anos e meio, a mãe deixou elas rapidamente em casa com o irmão mais velho, Gabriel, para ir até uma loja trocar sandálias que havia comprado para as meninas.

Gabriel estava brincando com um tipo de fogo de artifício chamado na região de “cobrinha” (é um fogo leve que corre pelo chão). Ele acendeu e não viu que o fogo entrou no quarto de suas irmãs e foi parar debaixo da cama. Nesse momento, ele foi tomar banho, quando o seu irmão Felipe, na época com 5 anos, bateu na porta avisando do fogo.

Mãe sofreu queimaduras de terceiro grau tentando salvar as meninas

Quando Ana chegou em casa, viu a casa em chamas. Gabriel e Felipe estavam do lado de fora da casa, e quando ela perguntou pelas meninas, eles contaram que estavam dentro da casa ainda.

Não se importando com o fogo que já estava alto, Ana entrou para tentar salvá-las. Conseguiu pegar a Cassiane, quando viu que não conseguiria voltar e salvar a outra por causa do fogo e da fumaça, começou a gritar pedindo socorro. Um vizinho então veio e salvou Kauane pelo telhado. Mãe e filhas sofreram queimaduras de terceiro grau.

Mãe e filhas sofreram queimaduras de terceiro grau

Situação financeira e vaquinha virtual

A família mora em uma casa alugada onde pagam 300 reais por mês. Estão vivendo de doações e do benefício de Kauane (Cassiane não recebe). As vezes também catam latinhas pelas ruas para vender e conseguir ajudar na renda.

Recentemente, a mãe ganhou um carrinho de cachorro quente, para tirar o sustento da família. Mas as vendas ainda estão bem fracas, devido a pandemia. Ela não consegue trabalhar em emprego fixo, por ter que cuidar das meninas.

Quem ajuda a família é o Fausto, 34 anos, que conhece elas há mais de 4 anos. Ele também trabalha com projetos sociais e ajuda a família sempre que pode com cestas básicas.

As meninas necessitam de pomadas para a pele, cremes hidratantes e também de protetor solar fator de 50 para cima. Elas quase não saem de casa porque não podem se expor ao sol pela fragilidade de suas peles: quando se expõem abrem feridas.

A vaquinha é para ajudar a família no tratamento das meninas e no tratamento psicológico de Gabriel.

Com esse valor da vaquinha, queremos atender as necessidades das meninas por pelo menos 2 anos. O sonho da mãe é ter uma casa, para sair do aluguel. Caso a meta ultrapasse, será possível esse sonho também“, revela o Razões para Acreditar.

Vamos dar esse suporte a família? As crianças precisam muito da nossa ajuda! Clique aqui e acesse a vaquinha virtual.

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