Educação

Na era digital, o mundo adaptou-se às Relações Públicas

Diante do cenário do atual mercado de trabalho, em que cerca de 12 milhões de brasileiros seguem desempregados, conforme o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um mercado se destaca pela crescente oferta de vagas na área: o das Relações Públicas.

No Brasil, em 1998 foi criada a Associação Latino-Americana de Relações Públicas (ALARP), uma entidade sem fins lucrativos, que tem como missão unificar esforços que velem por objetivos comuns no desenvolvimento profissional das Relações Públicas na América Latina. No país, anualmente, no dia 26 de setembro comemora-se o Dia Interamericano das Relações Públicas (RP).

Conforme o presidente da ALARP, professor e coordenador do curso de Comunicação Social da Ucsal, Marcello Chamusca, “nenhuma organização, independentemente de ser empresarial, uma ONG ou do governo, pode prescindir de se relacionar com o seu público e, portanto, de fazer relações públicas”.

A fala do profissional reforça a vasta oportunidade que um RP tem no ofício da atividade, que indica como o mercado das relações públicas, no Brasil, é amplo e crescente, conforme projeção da ALARP.

Isso porque a área das Relações Públicas tem muitos caminhos para o profissional seguir dentro da formação. Assim, ele pode trabalhar com comunidades, governo, empresas privadas, na produção de eventos, no planejamento de comunicação e com o relacionamento com a imprensa, por exemplo.

Outro fator positivo é que a área é democrática para os diversos perfis de profissionais, contemplando desde os mais extrovertidos, que conseguem se relacionar bem com o público, até os mais introvertidos, que podem atuar na área do planejamento.

Adaptação natural à era digital

Com o advento das novas tecnologias, muitas profissões tiveram que reinventar-se para atender à demanda digital. No entanto, isso não ocorreu com as Relações Públicas, no ponto de vista do presidente da ALARP, Marcello Chamusca.

Para o presidente, as mídias digitais demandam interações sociais o que, ao seu ver, já são objeto de trabalho do RP, algo que ele classifica como “natural” para a área. “Esse espaço das redes de relacionamentos é a atuação natural do profissional de Relações Públicas. É, exatamente, esse ambiente que a gente já está inserindo naturalmente. Não precisamos fazer nenhuma adaptação do processo da profissão para que estejamos inseridos nele. O nosso objeto é, exatamente, qualificar relacionamentos e o que a gente encontra, hoje, no ambiente digital, são espaços para criação de redes sociais que é onde a gente sabe atuar. Não tem nenhuma adaptação porque, na verdade, o mundo se adaptou às relações públicas”, defende o presidente.

Entenda o que faz um relações-públicas

Por trás de uma boa opinião pública sobre uma marca está o intenso trabalho de um relações-públicas (RP). Esse profissional está habilitado para construir e promover a reputação de uma instituição pública ou privada, bem como intervir para um bom relacionamento entre empresa e cliente.

Para tanto, define a estratégia e executa projetos de comunicação, transmitindo os valores, objetivos e as ações da organização. Atua voltando seu trabalho tanto para o público externo (clientes e fornecedores) quanto para o interno (funcionários).

Para estar habilitado para atuar é necessário fazer o curso de Relações Públicas. Trata-se de uma graduação de nível superior que faz parte da Comunicação Social. A graduação dura, em média, quatro anos e é da modalidade do tipo bacharelado. A formação capacita o profissional para assumir responsabilidades de construir, promover e preservar a boa imagem da empresa ou instituição perante seus clientes internos e externos.

A forma de ingresso para esse curso dá-se por diversas formas. O interessado pode estudar em uma universidade pública, por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou Sistema Unificado de Seleção (SISU), bem como recorrer ao Financiamento do Ensino Superior (Fies) ou a programas de bolsas de estudos.

Conheça a primeira brasileira com Down a se formar em Relações Públicas

No dia 13 de agosto desse ano, a primeira relações-públicas com síndrome de Down no Brasil, Luísa Camargos, de 25 anos, colou grau. Ela teve a história contada em diversos sites de notícias e vai ter sua trajetória retratada em um minidocumentário.

Em junho deste ano, Luísa concluiu os estudos e defendeu o Trabalho de Conclusão (TCC) “Comunicação nas Organizações”, que abordou a comunicação interna e externa nas organizações do 3º setor.

“Nunca pensei em desistir. Sempre batalhei e minha família foi meu porto seguro”, conta a mineira, alegre, ao relembrar os momentos difíceis na rotina que vivenciou para conciliar terapias e faculdade, atividades que ela fazia nos três turnos do dia.

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