A Seleção Brasileira Feminina intensifica a preparação para a Copa do Mundo

Em meio à intensidade de treinos e à adaptação ao novo Fuso, a Seleção Brasileira Feminina avança em sua preparação para a Copa do Mundo na Austrália.
A Seleção Brasileira Feminina intensifica a preparação para a Copa do Mundo (Thais Magalhães/CBF)
A Seleção Brasileira Feminina intensifica a preparação para a Copa do Mundo (Thais Magalhães/CBF)

A Seleção Brasileira Feminina de Futebol está intensificando seus esforços de treinamento na cidade de Gold Coast, Austrália, à medida que se aproxima a data de sua estreia na Copa do Mundo Feminina. A equipe, liderada pela treinadora Pia Sundhage, fará seu primeiro jogo contra o Panamá em 24 de julho na cidade australiana de Adelaide.

Atualmente, com menos de duas semanas para a competição, a palavra de ordem entre as jogadoras é “intensidade“. A atacante Debinha enfatizou a necessidade de manter altos níveis de energia durante os treinos, enquanto se esforça para encontrar o equilíbrio entre uma competição agressiva e um jogo inteligente e calmo.

“A sempre vai dar 100%, mas tem jogadas que não vamos chegar junto, a gente tira o pé também, mas é aquilo. Nunca deixar cair a intensidade do treino que é algo que a comissão técnica tem pedido bastante. Agora é tudo ou nada,” afirmou Debinha.

A equipe vem sendo desafiada não apenas em termos de condicionamento físico, mas também em termos de adaptabilidade tática. Sundhage tem usado o tempo de treinamento para experimentar diferentes formações e estratégias, com jogadoras como Duda Sampaio, Luana e Ana Vitória tendo a oportunidade de desempenhar diferentes papéis em campo.

É muito importante o que a Pia vem fazendo, tentando outros esquemas também. Tem muitas meninas no ataque, meninas que podem começar jogando. A gente não tem quem vai sair jogando ainda. A competição está muito grande,” comentou meio-campista.

A atacante Bia Zaneratto, por sua vez, enfatizou a natureza competitiva do elenco e a importância de todas as jogadoras estarem prontas para entrar em campo, independentemente da formação inicial. “Todo mundo tem chance de jogar e está preparado. Vai todo mundo muito determinado, independente das 11 que ela escolher é estar preparado para o desafio,” destacou a atacante.

Seleção de adapta ao Fuso Horário

A adaptação ao fuso horário da Austrália tem sido um desafio para a Seleção Brasileira, com uma diferença de 13 horas em relação ao Brasil. Este fenômeno, conhecido como “jet lag”, pode ter vários efeitos sobre o corpo, incluindo fadiga, desconforto gastrointestinal, dores de cabeça e até alterações de humor. Nesse sentido, a equipe tem enfrentado esse desafio com um acompanhamento minucioso feito pelo Departamento de Saúde e Performance da CBF. Entre as iniciativas está a aplicação de questionários, conversas e a administração de medicação para ajustar o sono.

Rodrigo Morandi, fisiologista da Seleção Feminina, enfatizou o papel desse “jet lag” como um desafio extra para uma preparação em uma Copa do Mundo. “O grande trabalho da fisiologia nesse momento tem sido todo o acompanhamento com questionários junto com o departamento médico monitorando o sono. Assim fazemos ajustes individuais com orientações e individualização de carga de treino. O momento de forçar um pouquinho mais e o momento de reduzir um pouco mais a carga para que elas consigam se adaptar da melhor maneira possível”, detalhou Morandi.

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