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Eficácia da vacina da Pfizer contra o ômicron é de 22,5%, alertam cientistas

O nível atual de neutralização do ômicron "seria mais ou menos suficiente para proteção contra doenças graves", disseram

Um estudo realizado por uma equipe de cientistas liderado pelo Instituto Africano de Pesquisa em Saúde (AHRI, sigla em inglês para African Health Research Institute), em Durban (África do Sul), mostrou que o calendário completo de vacinas da Pfizer protege apenas 22,5% contra a possibilidade de contrair Covid-19.

Após descobrir que a nova cepa escapa em grande parte da proteção de anticorpos induzida pela vacina da Pfizer e “compromete essencialmente a capacidade da vacina de proteger contra a infecção”, os pesquisadores foram capazes de concluir que, em todo caso, a vacinação poderia ajudar a prevenir uma infecção grave de covid-19, uma vez que o nível de neutralização do ômicron foi estimado em cerca de 5,7% .

“Níveis de neutralização muito mais baixos são suficientes para proteção contra doenças graves, embora essa estimativa seja difícil de validar”, escreveram eles no estudo. O nível atual de neutralização do ômicron “está acima deste nível mínimo e, portanto, seria mais ou menos suficiente para proteção contra doenças graves”, acrescentaram.

Como parte da investigação, os cientistas analisaram 14 amostras de plasma de 12 pessoas, metade das quais não sofriam de Covid-19 ou tinham anticorpos que poderiam indicar uma infecção anterior. O teste de neutralização consistiu em adicionar às amostras o vírus vivo, seja ômicron ou a variante original do SARS-CoV-2.

Outra conclusão do experimento foi que a situação ficou bem melhor no caso dos vacinados que já haviam sido infectados pelo coronavírus. Cinco dos seis participantes do estudo que contraíram Covid-19 e foram vacinados com o imunizante Pfizer apresentaram níveis de neutralização altos o suficiente para protegê-los tanto da infecção por ômicron quanto de doenças graves. Nesse sentido, os cientistas apontaram para uma possível necessidade de uma terceira dose de reforço após a vacinação inicial.

“Embora a eficácia da vacina ômicron ainda esteja para ser determinada, esses dados apoiam a ideia de que a alta capacidade de neutralização induzida por uma combinação de infecção e vacinação, e possivelmente uma dose de reforço, pode manter uma eficácia razoável contra o ômicron”, concluíram os autores do estudo.

“Se a capacidade de neutralização for menor ou diminuir com o tempo, a proteção contra a infecção provavelmente será baixa. No entanto, é possível que se mantenha a proteção contra doenças graves, que requer níveis mais baixos de neutralização e envolve imunidade das células T”, acrescentaram.

O principal autor do estudo, Alex Sigal, do African Health Research Institute, confessou que seus resultados para o ômicron são melhores do que ele esperava. “O vírus mudou tanto que se temia que ele usasse um receptor diferente, não o ACE2. Se fosse esse o caso, muitas de nossas ferramentas farmacológicas para controlar esse vírus seriam inúteis. Mas não é o caso”, indicou, resumindo que “ômicron é um problema gerenciável com as ferramentas que já temos.”

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Romário Nicácio

Administrador de Redes. Co-fundador do Portal N10 e do N10 Entretenimento. Redator de sites desde 2009, passando pelo Notícias da TV Brasileira (NTB), Blog Psafe e vários outros de temas variados. E-mail: romario@oportaln10.com.br

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