Carros

Multa Autossuspensiva: uma única infração pode tirar a sua CNH

As multas autossuspensivas são muito mais comuns do que as pessoas costumam imaginar.

Muitas vezes, o condutor nem sequer sabe o que é uma multa autossuspensiva, tampouco quais são as multas que possuem esta característica.

Na verdade, elas tratam de infrações que, de tão graves, deixam o condutor sujeito à suspensão do direito de dirigir ao cometê-las.

Para tornar mais claro o seu entendimento acerca deste tipo penalidade, decidi escrever este artigo apresentando todos os tipos de multas autossuspensivas e informações importantes para você que quer evitar esta punição que dá tanta dor de cabeça aos condutores.

Começarei falando de seu significado.

Continue acompanhando!

O que é suspensão da CNH?

Conhecida também como suspensão do direito de dirigir, a suspensão de CNH se trata de uma penalidade em que o condutor é impedido, por um determinado período, de guiar seu veículo.

Estão previstos, no Art. 261 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os casos em que a penalidade deve ser aplicada pelas autoridades de trânsito aos condutores infratores, que são: atingir 20 pontos na CNH ou transgredir as normas estabelecidas nos demais artigos que tratam especificamente das infrações que causam a suspensão, em outras palavras, o cometimento de infrações autossuspensivas.

É importante lembrar que a aplicação das penalidades previstas no CTB não retira as punições originárias de ilícitos penais decorrentes de crimes de trânsito, conforme parágrafo 1º do artigo, e que a imposição da penalidade deve ser comunicada aos órgãos ou entidades de trânsito responsáveis pelo licenciamento do veículo e habilitação do condutor, conforme o parágrafo 3º, também do artigo 256.

Ah! Além da multa autossuspensiva, existe outra maneira de ter a CNH suspensa: via a suspensão por pontos na carteira de habilitação.

No Art. 259 do Código de Trânsito Brasileiro, temos previstas as punições para cada tipo de categoria de infração.

  • Gravíssima – sete pontos
  • Grave – cinco pontos
  • Média – quatro pontos
  • Leve – três pontos

A suspensão por pontos é encontrada no Art. 261 do CTB, o qual deixa claro que o condutor não pode atingir o limite de 20 pontos na CNH. Se isso ocorrer, estará sujeito à suspensão por pontos na habilitação.

Os pontos são prescritos 12 meses depois da autuação, isto é, eles são retirados.

O que é uma Multa autossuspensiva

Quando falamos sobre multas autossuspensivas, estamos falando de uma punição para certas infrações gravíssimas. Dentre as infrações consideradas gravíssimas pelo CTB, algumas são autossuspensivas, ou seja, são infrações que, por si só, sujeitam o condutor à suspensão.

É importante salientar que a suspensão não acontece imediatamente após o cometimento deste tipo de infração. Primeiramente, é aberto um processo administrativo contra o condutor, que tem o direito garantido pela constituição de recorrer da multa.

Diferentemente da suspensão por pontos, na qual o motorista realiza mais de uma infração e atinge o limite estabelecido por lei e, só então, tem sua CNH suspensa, a autossuspensão acontece no ato de uma só infração, que é considerada como uma ameaça tanto para o infrator quanto para os outros condutores e pedestres.

Quais são as multas autossuspensivas (atualização do CTB – 2018)

As infrações que geram autossuspensão da CNH são:

  • dirigir alcoolizado (art. 165);
  • negar-se a fazer o teste do bafômetro (art. 165-A);
  • ameaçar a segurança de outros condutores e também de pedestres (art. 170);
  • realizar corridas (art. 173);
  • promover as competições conhecidas como “racha” (art. 174);
  • fazer manobras perigosas (art. 175);
  • ao se envolver em um acidente de trânsito, não prestar socorro (art. 176,I);
  • ao se envolver em um acidente de trânsito, não tomar medidas de segurança no local (art. 176, II);
  • ao se envolver em um acidente de trânsito, dificultar o trabalho da perícia (art. 176, III);
  • ao se envolver em um acidente de trânsito, se negar a mover o veículo do local (art. 176, IV);
  • ao se envolver em um acidente de trânsito, não fornecer as devidas informações para o Boletim de Ocorrência (art. 176, V);
  • forçar passagem entre veículos (art. 191);
  • quando não autorizado, cruzar bloqueio viário policial (art. 210);
  • circular acima de 50% da velocidade máxima permitida (art. 218, III);
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor sem usar capacete com viseira ou óculos e vestuário de acordo com o CONTRAN (art. 244, I);
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor transportando passageiro sem capacete ou fora do assento correto (art. 244, II);
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor fazendo malabarismo ou empinando (art. 244, III);
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor com faróis apagados (art. 244, IV);
  • conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor transportando criança menor de 07 anos (art. 244, V);
  • usar o veículo para interromper a circulação da via sem autorização (art. 253);
  • organizar interrupção de circulação de via sem autorização (art. 253, §1º).

São, ao todo, 21 infrações que têm como penalidade a suspensão imediata. Isto acontece pela natureza gravíssima destas infrações, ou seja, o maior risco que traz ao trânsito.

Como falei antes, mesmo que você tenha sido autuado por infração autossuspensiva, não significa que você não possa recorrer da multa e tentar anulá-la.

O melhor a fazer nestas situações é manter a calma e analisar o documento de autuação, pois podem existir erros tanto dos equipamentos quanto dos próprios agentes de trânsito.

O que achou deste artigo? Ainda tem alguma dúvida sobre multas autossuspensivas?

Deixe um comentário aqui! Eu ficarei muito feliz em saber a sua opinião.

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Carros, Dicas

Conheça os direitos básicos que os motoristas têm nas estradas

Todo o condutor precisa ter plena ciência de que, ao guiar um veículo, ele possui deveres estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a serem compridos enquanto ele está conduzindo.

Essas medidas foram tomadas para manter o trânsito seguro, tanto para o pedestre quanto para o motorista.

Resumidamente, o motorista possui três deveres a cumprir: dirigir sem oferecer riscos aos pedestres, a ele mesmo e preservar o meio ambiente.

Todavia, o que a muitos não têm conhecimento, é que eles também possuem direitos;  e conhecer os seus direitos é sempre importante, principalmente quando estamos dirigindo pelas estradas do nosso país.

Saber os direitos básicos que possuímos é uma das melhores formas de evitar futuros transtornos que podem acontecer, principalmente quando vamos pegar estrada.

Isso, além de te ajudar a ser um melhor motorista, faz com que a  viagem seja mais segura.

Quais são os meus direitos básicos?

Ter o pleno conhecimento dos direitos básicos que o motorista tem, na estrada, é essencial.

Com isso, você se torna um motorista mais consciente e preparado para resolver possíveis problemas que possa aparecer, literalmente, em seu caminho.

Por falar em direito do motorista, é muito importante que ele esteja a par das obrigações que o governo tem, em relação à manutenção, prevenção e cuidados com as estradas.

Isso evita com ele que arque por consequências que, muitas vezes, não são problema somente seu.

Porém, apenas conhecer seus direitos, mas não saber usá-los em prol de si, não é suficiente.

Por isso, para ajuda-lo, listei quatro direitos básicos que você pode utilizar a seu favor em situações desagradáveis.

Dirigir em rodovias decentes

Essa é uma reclamação quase que unânime entre todo mundo que passa por uma estrada no Brasil, desde os passageiros até os motoristas.

Você sabia, no entanto, que essa reclamação é pertinente? Isso porque todo o motorista no país tem o direito de dirigir em uma estrada em boas condições.

A boa condição das estradas é um dos direitos essenciais para o motorista, pois, caso contrário, o condutor pode acabar sofrendo graves acidentes por conta da má manutenção da rodovia.

O governo, estadual ou federal, por meio das concessionárias, tem o dever de deixar as vias nas melhores condições possíveis, ou seja, sem buracos ou ondulações.

Quanto a isso, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) possui um artigo onde ele prevê a obrigatoriedade dos órgãos públicos de oferecerem esses serviços. O art. 22 do CDC explica:

“Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.

Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.”

Em casos de acidentes, o atendimento deve ser rápido

Um rápido atendimento, em caso de acidentes nas rodovias do país, também é um dos direitos que os motoristas possuem, abrangendo também a área dos primeiros socorros.

O imediatismo do socorro às vítimas é algo que, obrigatoriamente, deve ser disponibilizado pela concessionária que administra a via.

Além de prestar o socorro, também é um dever da administradora levar todos os envolvidos no acidente para o hospital e disponibilizar toda ajuda mecânica necessária para remover o veículo da via e, se for preciso, disponibilizar um telefone para emergências.

No Código de Trânsito Brasileiro, o artigo 301 prevê algo de suma importância:

“Art. 301: Ao condutor de veículo, nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima, não se imporá a prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se prestar pronto e integral socorro àquela.”

Conforme o artigo citado, o condutor que se envolver em um acidente no trânsito e prestar socorro, imediatamente, à pessoa acidentada, não será levado à prisão ou pagar alguma fiança, pois ela não será arbitrada ao motorista que socorreu a vítima.

Guarde os comprovantes de pagamento do pedágio

Sabe aqueles papeis que são dados após o pagamento do pedágio que em algumas ocasiões não damos a importância? Guarde-os!

Esses papeis comprovam que você efetuou o pagamento do pedágio. E, para quem não sabe, o pedágio é o imposto pago por quem utiliza a via para poder mantê-la em bons estados.

Se você guardar o comprovante do pagamento, terá um documento que prova que você contribuiu para manter a rodovia em boas condições, ou seja, você tem o direito de reclamar das condições da via.

Direito de ter uma sinalização adequada

Ter uma rodovia com placas e sinalizações que oferecem condições de plena compreensão, também é um direito que o condutor.

A concessionária da via deve manter todas as placas e pinturas em bom estado para instruir o condutor durante o caminho.

Caso aconteça algum transtorno, ou até mesmo problemas maiores, como uma colisão, que tenha sido causada por conta da má sinalização – ou da falta dela – , o condutor envolvido no caso pode solicitar uma indenização do governo.

Contato

Para entrar em conato conosco, encaminhe sua dúvida para o e-mail: doutormultas@doutormultas.com.br, ou, se preferir,  pelo telefone: 0800 6021 543. A Doutor Multas não presta qualquer serviço restritivo de advogado ou outro tipo de serviço jurídico, atuando apenas na esfera administrativa.

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Dicas

Pontos na carteira: como funcionam?

Sabemos que estamos sujeitos a receber pontos na carteira quando cometemos infrações de trânsito. Para diminuir o número de infrações, ao acumular certo número de pontos, a CNH é suspensa. Isso faz com que os condutores dirijam com mais cuidado, pensando não apenas no perigo da infração em si, mas também no prejuízo financeiro.

Mas você sabe quantos pontos vale cada infração? E você sabe que eles têm duração, ou seja, não ficam na carteira para sempre? Vou explicar tudo neste artigo. Continue lendo para descobrir!

Pontuação na carteira

Segundo o CTB, cada infração tem uma gravidade diferente, o que modifica o valor da multa aplicada e os pontos na carteira. Confira o artigo 259, que define o número de pontos de acordo com a gravidade da multa.

“Art. 259. A cada infração cometida são computados os seguintes números de pontos:

I – gravíssima – sete pontos;

II – grave – cinco pontos;

III – média – quatro pontos;

IV – leve – três pontos.”

O artigo 258 define o valor de cada multa de acordo com a gravidade. É bom lembrar que certas infrações aplicam uma multiplicidade ao valor da multa, aumentando ainda mais o seu valor, como diz o segundo parágrafo. Vamos dar uma olhada no artigo 258:

“Art 258. As infrações punidas com multa classificam-se, de acordo com sua gravidade, em quatro categorias:

I – infração de natureza gravíssima, punida com multa no valor de R$ 293,47 (duzentos e noventa e três reais e quarenta e sete centavos);

II – infração de natureza grave, punida com multa no valor de R$ 195,23 (cento e noventa e cinco reais e vinte e três centavos);

III – infração de natureza média, punida com multa no valor de R$ 130,16 (cento e trinta reais e dezesseis centavos);

IV – infração de natureza leve, punida com multa no valor de R$ 88,38 (oitenta e oito reais e trinta e oito centavos).

  • Quando se tratar de multa agravada, o fator multiplicador ou índice adicional específico é o previsto neste Código. ”

Quando o número de pontos na CNH for 20 ou mais, o motorista é penalizado com a suspensão de sua CNH por um período de 6 meses a 1 ano, ou 8 meses a 2 anos, caso o condutor reincida na conduta dentro do período de 12 meses, o que gera a cassação da carteira. Conforme prevê a Resolução 723 do Contran, o condutor que tiver a sua carteira suspensa ou cassada deverá realizar um curso de reciclagem.

Dirigir sob efeito de bebida alcoólica, por exemplo, é uma infração gravíssima. Mas, além disso, a multa aplicada é multiplicada por 10, ou seja, diferentemente de uma infração gravíssima “normal”, a multa é de R$ 2934,70! Mais ainda, a infração também tem, como penalidade, a suspensão da CNH, independentemente do número de pontos.

“Art. 261. (…)

A penalidade de suspensão do direito de dirigir será imposta nos seguintes casos:

I – sempre que o infrator atingir a contagem de 20 (vinte) pontos, no período de 12 (doze) meses, conforme a pontuação prevista no art. 259; ”

Como evitar ter a CNH suspensa?

Antes de mais nada, o melhor a fazer para evitar a suspensão da CNH é não cometer infrações. Além do prejuízo financeiro devido às multas, as infrações, independentemente da gravidade, são potencialmente perigosas.

Mas é claro que é muito difícil não cometer nenhuma infração ao longo da vida, ainda que leve. Por um motivo de distração, por estar passando por um momento difícil, ou mesmo em caso de emergências, pode ser que um motorista acabe cometendo alguma infração até mesmo sem perceber.

Validade dos pontos na carteira

O artigo 261 do CTB determina que a contagem de 20 pontos vale apenas para os últimos 12 meses. Ou seja, os pontos na carteira só valem por um ano! Isso quer dizer, por exemplo, que os pontos por uma infração cometida em 21/05/2018 não poderão mais ser contabilizados a partir de 22/05/2019. Confira abaixo.

Recorrendo

Outro meio de evitar a suspensão da CNH é recorrendo das infrações. O Artigo 265 fala que o condutor tem direito à defesa e que as penalidades só podem ser aplicadas após decisão em processo administrativo, ou seja, ao fim do processo. Se o motorista recorrer e a acusação for retirada, ele não receberá os pontos correspondentes a ela.

“Art. 265. As penalidades de suspensão do direito de dirigir e de cassação do documento de habilitação serão aplicadas por decisão fundamentada da autoridade de trânsito competente, em processo administrativo, assegurado ao infrator amplo direito de defesa. “

Como recorrer?

Se você cometeu alguma infração recentemente e os pontos da sua CNH passaram de 20, não se desespere. Em primeiro lugar, como já foi dito, o recolhimento da CNH não é automático. Como já vimos no artigo 265, há o direito a defesa, e é possível apresentá-lo em pelo menos 3 etapas.

A primeira delas é a defesa prévia, na qual são apontados erros formais e procedimentais da autuação. Além dela, caso sua causa não seja aceita, você pode recorrer junto à JARI e, em último caso, junto ao Cetran (ou órgão equivalente em sua região). Neste caso, serão levados em conta outros argumentos, relativos ao seu lado da história.

Uma vantagem é que, se você tiver pontos prestes a expirar, o processo pode fazê-lo ganhar tempo o bastante para que eles expirem. Assim, mesmo que você acabe recebendo os pontos pela infração, como eles só serão aplicados após a decisão do juiz, há uma chance de outros pontos não serem contabilizados e você não alcançar os 20 pontos!

Mas, mesmo em último caso, quando você perde e tem os pontos contabilizados, ou mesmo ao cometer uma infração que determine a suspensão da CNH, você também pode se defender. Você receberá a notificação e os mesmos passos de defesa anteriores podem ser repetidos. Mas lembre-se de que você tem um prazo para recorrer, mencionado na notificação.

Conclusão

A medida de recolhimento da CNH serve para que tenhamos um trânsito melhor e mais seguro. Ao acumular 20 pontos, o motorista tem sua carteira suspensa e deve, além de cumprir com o prazo de suspensão, realizar um curso de reciclagem.

Mas pode ser que uma infração seja dada por engano, ou que um motorista acredite que não deveria tê-la recebido. É sempre garantido o direito de defesa, e o motorista pode conseguir ter a acusação retirada ou mesmo ganhar tempo para que os pontos na carteira expirem. De qualquer forma, ao recorrer, o motorista tem chances de não perder o direito de dirigir.

Se você recebeu alguma multa ou tem alguma dúvida sobre este ou outro assunto, fale comigo! Eu estarei disposto a ouvi-lo!

Se você gostou do artigo, compartilhe! Até a próxima e cuidado com os pontos na CNH!

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Carros

Descubra o que pode e o que não pode ao instalar o engate no seu veículo

Durante um tempo, possuir o engate instalado na traseira do veículo era uma questão de estética ou até mesmo de proteção em caso de batidas, o que fez com que o equipamento entrasse no gosto dos condutores brasileiros.

Por conta disso, foi necessária a publicação da Resolução nº 197/2007 do Conselho Nacional de Trânsito, o Contran. Porém, antes de falar sobre o que diz a Resolução, que é complementada pela Resolução 234 do Contran, é necessário explicar alguns aspectos em relação aos engates.

Verdades e mitos sobre o engate

Os engates possuem uma única função: transportar itens que não cabem no interior do veículo. Geralmente, esses itens são barcos, trailer e carretinhas, as quais servem como meio de transporte de animais de grande porte.

Todavia, com o passar dos anos, algumas pessoas começaram a ver o item como algo estético, apenas para embelezar o automóvel, o que fez com que muitos donos procurassem locais para fazer a instalação do equipamento. Além da questão estética, começou a surgir um mito de que o engate aumenta a proteção do veículo em determinadas situações, o que é uma mentira.

A adesão foi tanta que fez com que surgissem equipamentos com os mais variados formatos, cores e tamanhos. A recepção foi grande e alguns fabricantes começaram e vender seus veículos com o engate já vindo de fábrica.

A desordem com o engate foi tanta que o Contran teve que intervir, criando, assim, a Resolução nº 197, de 2007.

Qual foi a medida tomada pelo CONTRAN?

O Contran publicou a Resolução como forma de regularizar a comercialização e a instalação do engate. No texto publicado, foram definidos quais os tipos de veículos que podem instalar o equipamento, o que é necessário conter e como deve ser o equipamento para poder estar à venda no mercado.

No artigo 1º da Resolução, estão previstos quais os tipos de veículos aos quais a Resolução é aplicada:

“Art. 1º Esta resolução aplica-se aos veículos de até 3.500kg de PBT, que possuam capacidade de tracionar reboques declarada pelo fabricante ou importador, e que não possuam engate de reboque como equipamento original de fábrica. ”

Ou seja, essa Resolução se aplica somente aos veículos de 3500 kg que possuem a capacidade de rebocar declarada pela montadora. Além dessa limitação, o art. 2º da Resolução prevê que somente os equipamentos com selo do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) podem ser comercializados.

O selo do INMETRO serve para provar que os itens comercializados atendem às especificações impostas pelo Instituto. Entre as especificações, estão a necessidade de o acessório vir com uma tomada acoplada, possuir formato de uma esfera maciça, não ter nenhuma superfície que possa ferir ou cortar alguém, entre outras.

Além desses artigos, a Resolução também possui, previstas no artigo 3º, outras regras sobre o engate:

“Art. 3º Os fabricantes e os importadores dos veículos de que trata esta Resolução deverão informar ao órgão máximo executivo de trânsito da União os modelos de veículos que possuem capacidade para tracionar reboques, além de fazer constar no manual do proprietário as seguintes informações:

I – especificação dos pontos de fixação do engate traseiro;

II – indicação da capacidade máxima de tração – CMT. ”

De acordo com o art. 3º, é de responsabilidade do fabricante do veículo comunicar ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) quais são os modelos que podem rebocar algo, isto é, a permissão da instalação do engate é definida pela montadora do automóvel.

Mas é bom lembrar que, além da montadora, o proprietário também precisa saber se seu veículo possui essa capacidade.

Um fato curioso sobre a regulamentação dos engates nos veículos é que a Resolução 234 do Contran foi criada para complementar as regras sobre o uso dos engates. Ela promoveu alterações no artigo 6º da Resolução 197.

Existe algum tipo de multa para quem desobedecer a essas normas?

Sim, existe! Apesar de não ter um artigo específico que fale sobre o uso irregular dos engates, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) possui um artigo em que esse tipo de infração se encaixa. O art. 230 do CTB prevê uma série de situações e estados nos quais é proibido transitar com o automóvel:

“Art. 230. Conduzir o veículo:

(…)

XII – com equipamento ou acessório proibido;

(…)

Infração – grave;

Penalidade – multa;

Medida administrativa – retenção do veículo para regularização; ”

De acordo com o artigo, o condutor que dirigir um automóvel que possui um equipamento irregular ou proibido estará cometendo uma infração grave, a qual rende 5 pontos na CNH. Esse tipo de transgressão tem como penalidade a aplicação de multa no valor de R$195,23, e a medida tomada é a apreensão do veículo até a devida regularização, que é a desinstalação do engate.

É importante o motorista saber que a Resolução nº 197 do Contran prevê que os motoristas que transitarem com um veículo com um engate irregular instalado estarão cometendo o tipo de infração descrito no artigo do CTB visto anteriormente.

Essa medida foi tomada justamente por causa da ausência de uma punição específica na legislação brasileira de trânsito para o condutor que possui um engate irregular no veículo.

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Carros

Nissan vai usar aço ultrarresistente e de alta formabilidade em mais modelos

A Nissan vai lançar mais modelos utilizando um novo tipo de aço, que combina alta resistência à tração com um grau de formabilidade anteriormente inatingível. O resultado dessa inovação é um automóvel mais leve e que pode ter emissões reduzidas enquanto os ocupantes ficam mais protegidos.

A Nissan é a primeira montadora do mundo a usar o aço de alta formabilidade, com uma resistência à tração de 980 megapascals, desenvolvida em conjunto com a  Nippon Steel e a Sumitomo Metal Corp. A combinação de estampagem e força de estampagem possibilita a formação de peças com formas complexas que são mais finas e mais leves que as feitas de aço convencional de alta resistência à tração, mantendo a capacidade de absorver energia em uma colisão.

O utilitário esportivo Infiniti QX50, que começou a ser vendido nos EUA em março, é o primeiro veículo do mundo com partes da dianteira e traseira feitas de aço de força de tração de 980 megapascal juntamente com outras partes da estrutura da carroceria. O material representa 27% do modelo. A Nissan planeja expandir o uso desse aço, o que aumenta a eficiência do combustível, além de impulsionar o desempenho ao reduzir o peso do veículo.

Nissan vai usar aço ultrarresistente e de alta formabilidade em

A Nissan lançou neste mês um plano de sustentabilidade que prevê a redução das emissões de CO² de seus novos veículos em 40% até o ano fiscal 2022, comparado ao ano fiscal 2000. A empresa está desenvolvendo de forma acelerada tecnologias para expandir o uso de aço de resistência à tração para perfazer 25% das peças dos veículos da empresa.

O aço de 980 megapascal desenvolvido com a Nippon Steel & Sumitomo Metal pode ser prensado a frio, tornando-o adequado para produção em massa. Isso também ajudará a conter aumentos no custo do veículo.

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