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O afastamento remunerado de um trabalhador após cumprir uma série de requisitos estabelecidos é chamado de aposentadoria. Comemorado nesta sexta-feira, 24 de janeiro, o Dia do Aposentado lembra dessa importante parcela da população que, mesmo estando livre do ambiente de trabalho formal, tem mantido a rotina de atividades. Exercícios físicos, por exemplo, têm preenchido o dia-a-dia de quem se aposentou e quer manter-se ativo.

A aposentada Algéria Medeiros Bezerra Costa tem esse perfil. Com seus mais de 60 anos, ela conta que a prática de atividade física tem influenciado muito nos resultados médicos. “Minhas semanas são tranquilas e outras com bastante afazeres. Ir à academia tem influenciado muito minha saúde, pois os meus exames têm alcançado valor de referência, mas tem épocas que fico desmotivada, confesso, e os professores me dão o incentivo para eu seguir motivada”, relata.

Manter a vida ativa também passa pelo abandono de vícios danosos à saúde, como é o caso do tabagismo. A aposentada Celina Amaral, de 55 anos, está livre do cigarro há um ano e sete meses. Ela comemora a conquista e diz que a ida à academia foi um fator primordial para a mudança. “Eu achava que as pessoas aposentadas tinham o hábito de manter os vícios pela ociosidade da situação. Estava enganada. No meu caso eu aumentei minha frequência de exercícios e vi que se não parasse de fumar meu desempenho não iria progredir. Foi aí que decidi parar de forma radical, sem ajuda de medicação nenhuma. Meu foco foi a atividade física”, conta.

Algéria e Celina estão saindo agora da meia-idade e os exercícios físicos nessa hora trazem benefícios físicos e psicológicos, como explica Mylena Melo, profissional de educação física e instrutora na academia Bodytech Tirol, em Natal. “O hábito de fazer exercícios trabalha a mente dessas pessoas e as tornam ainda mais saudáveis, com uma qualidade de vida melhor, tirando-as do sedentarismo. Assim, conseguimos ótimos resultados como a diminuição no uso de medicamentos em hipertensos, diabéticos e idosos com depressão, por exemplo”, afirma

A profissional lembra ainda: nessa idade em que o aposentado está chegando, é normal a perda de massa magra e consequentemente potência. “Por isso, a musculação para idosos é uma excelente ferramenta para o ganho de massa magra. E, ao contrário do que muitos pensam, eles ganham massa, potência muscular e força, evitando possíveis quedas – que sabemos que são um perigo para o público da terceira idade. Nosso objetivo é fazer com que eles fiquem mais independentes para realização de tarefas do cotidiano e criem, assim, autoconfiança”, enfatiza Mylena.

Na Bodytech Tirol, onde Algéria e Celina realizam os seus treinos, há um plano voltado para quem chegou na faixa da terceira idade, o BT Care. “Os treinos são voltados para mobilidade, resistência e equilíbrio. Na academia, os clientes contam com toda a atenção necessária para o desempenho do treino. Lembrando que cada prescrição é individual e respeita as limitações pessoais de cada indivíduo”, reforça Mylena Melo.

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