Concentração de CO2 bateu recorde em 2014, revela agência

(ANSA) – A Organização Meteorológica Mundial (OMM) revelou nesta segunda-feira (09) que a emissão dos gases do efeito estufa bateu um novo recorde em 2014. Segundo a entidade ligada às Nações Unidas (ONU) isso irá refletir “em um crescimento imparável que alimenta as mudanças climáticas e deixará o planeta mais perigoso e inóspito para as gerações futuras”.

Os cálculos da entidade apontam que, entre 1990 e 2014, houve um aumento de 36% no forçamento radioativo causado por gases como o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O) que foram gerados por atividades industriais, agrícolas e domésticas. O nível é o maior já medido pela OMM, que analisa os dados há pouco mais de 30 anos, e o mais alto dos últimos 800 mil anos. “Todo ano nós batemos um novo recorde. Todo ano nós dizemos que o tempo disponível está acabando. Devemos agir agora para cortar as emissões dos gases tóxicos se quisermos ter a possibilidade de manter o aumento da temperatura em níveis gerenciáveis”, afirmou o secretário-geral da agência, Michel Jarraud.

As concentrações atmosféricas de CO2 – o principal gás do efeito estufa – atingiu 397,7 partes por milhão (ppm) em 2014, informou a entidade em documento. Na Primavera de 2014, quando o dióxido de carbono é mais abundante, as emissões dessa concentração no hemisfério norte passaram da marca simbólica de 400ppm. De acordo com a OMM, os níveis de dióxido de carbono estão se acelerando por taxas mais altas de vapor de água, que sobem por causa do próprio CO2. “O CO2 não é visível. É uma ameaça invisível, mas muito real que se traduz em temperaturas globais mais altas e eventos meteorológicos extremos mais numerosos, como as ondas de calor e as inundações, o derretimento de geleiras e o aumento do nível do mar e da acidez dos oceanos”, ressaltou Jarraud.

Às margens da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP21), que ocorrerá entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro em Paris, cerca de 150 países já anunciaram metas para o corte de emissões de gases do efeito estufa. Porém, nenhum dos planos anunciados até o momento – incluindo dos dois maiores poluidores mundiais, os Estados Unidos e a China – irão conseguir cumprir um acordo assinado em 2010 para limitar o aumento da temperatura mundial em até 2ºC.

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