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Cia Hering registra R$ 405,9 milhões de receita bruta no 1T18

fábrica da Cia Hering

A Cia Hering encerrou o primeiro trimestre de 2018 com receita bruta de R$ 405,9 milhões, o que representa um crescimento de 4,4% sobre o 1T17, explicado pelo desempenho positivo de todos os canais, segundo dados divulgados pela companhia. O EBITDA alcançou R$ 45,3 milhões, um incremento de 7,2%, em decorrência do crescimento das vendas e da gestão de despesas, fechando com margem de 13,2%. Já o lucro líquido declinou 9,3%, atingindo R$ 34,3 milhões, influenciado pelo menor resultado financeiro em função da queda da taxa de juros.

No trimestre, a Hering presenciou a expansão de 9,6% no mercado externo, favorecida, especialmente, pelo resultado dos clientes multimarcas. Embora a companhia tenha observado crescimento em suas vendas brutas, o período foi marcado por alta volatilidade e efeito calendário – em razão da antecipação dos feriados de Carnaval e Páscoa.

“Mesmo que a volatilidade de vendas permaneça, a companhia manterá como foco a execução das suas prioridades estratégicas e a sustentação dos pilares Produto e Loja, alicerçada no acompanhamento dos seus indicadores operacionais e na busca pela perenidade e pelo equilíbrio do negócio”, avalia o presidente da companhia, Fabio Hering.

Cia Hering

Rede de lojas

No fim de março, a companhia atingiu o número de 778 lojas – sendo 758 alocadas no Brasil e 20 no exterior; 16.613 varejistas multimarcas e cinco webstores.

Em relação ao desempenho das marcas geridas pela companhia, os destaques, comparados com o 1T17, são atribuídos à Hering, que cresceu 6,5% devido à boa oferta de produtos e experiência de loja, e à DZARM., que ampliou a sua receita bruta em 16,6%, influenciada pelos resultados das lojas flagship e pela melhora na aceitação da coleção, após ajustes de competitividade realizados nas últimas coleções. Já a Hering Kids cresceu 0,5%, com desempenho satisfatório nos canais de venda, impactado pelo fechamento de sete franquias, enquanto que a PUC declinou 10,9%, devido ao ajuste de sua rede de distribuição e da performance do canal multimarcas.

A companhia iniciou um novo ciclo de reformas, que tem o objetivo de renovar, ao longo de 2018, até 35 Hering Store, dentre lojas próprias e, principalmente, franquias. Espaços com maior exposição de produtos e flexibilidade para ajustes no layout das lojas são alguns dos avanços contemplados no projeto. Até o momento, cinco lojas já foram remodeladas nestes formatos e têm apresentado crescimento em suas vendas, sustentadas por melhores práticas de gestão.

Investimentos

No trimestre, a companhia realizou investimentos da ordem de R$ 3,2 milhões, o que representa uma diminuição de 30,4% em relação ao 1T17. Os recursos foram direcionados, prioritariamente, para instalações fabris e tecnologia, este último destinado ao projeto de omnichannel e à consequente integração e implementação de sistemas de vendas.

A Cia. Hering gerou R$ 92,7 milhões de caixa livre, R$ 20 milhões acima do 1T17, justificado pela menor necessidade de capital de giro, notadamente em fornecedores e estoques. Foram distribuídos aos acionistas R$ 30 milhões em dividendos, correspondentes à destinação do lucro líquido de 2018.

Para o ano de 2018, a companhia permanece otimista, embora acredite que a retomada da economia será mais lenta e ocorrerá de forma gradual. “A instabilidade política, combinada à volatilidade de vendas, indica um cenário ainda desafiador no curto prazo”, avalia Fabio Hering.

A estratégia da implantação do omnichannel permanecerá se fortalecendo, com a ampliação da capilaridade deste modelo. Para os próximos períodos, a companhia continuará direcionando esforços para a melhora gradual do same store sales (vendas medidas em lojas comparáveis) e a atualização das lojas, com a finalidade de melhorar a experiência de compra dos consumidores e ampliar o desempenho das vendas.

“A retomada do crescimento das vendas, a gestão austera de despesa, a otimização do capital de giro e a alta alavancagem operacional são importantes vetores para a melhora do resultado da companhia e para a geração de valor para o acionista”, conclui o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Cia. Hering, Rafael Bossolani.

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