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Bolsonaro e ministro do Meio Ambiente atacam Greenpeace

O Esperanza em águas da Guiana Francesa, durante a expedição científica para documentar o recife dos Corais da Amazônia, este ano © Pierre Baelen / Greenpeace

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro fez uma crítica à ONG Greenpeace, dizendo que a entidade “só atrapalha” o governo e que o vazamento de óleo no nordeste é “terrorismo”. “Esse Greenpeace só nos atrapalha. Não sei o que ele [ Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente] falou, tenho que conversar com ele para entrar em detalhes, mas o Greenpeace só nos atrapalha, não nos ajuda em nada”, afirmou Bolsonaro, em viagem oficial à China.

Salles atacou ontem (24), nas redes sociais, a organização ambiental, insinuando que o Greenpeace poderia estar envolvido no vazamento de óleo na costa brasileira, que vem afetando diversas praias nordestinas. “Tem umas coincidências na vida né…Parece que o navio do #greenpixe estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano”, tuitou o ministro, usando, porém, uma foto antiga, de 2016. A imagem mostra o navio “Esperanza”, da ONG, em uma missão no litoral espanhol.

Em nota, a ONG disse que o ministro vem tentando criar uma “cortina de fumaça” e atacou a entidade como uma “mentira”. O Greenpeace também informou que tomará medidas legais após as acusações de Salles. “Enquanto o óleo continua atingindo as praias do Nordeste, o ministro Ricardo Salles nos ataca insinuando que seríamos os responsáveis por tal desastre ecológico. Trata-se, mais uma vez, de uma mentira para criar uma cortina de fumaça na tentativa de esconder a incapacidade de Salles em lidar com a situação”, escreveu a ONG.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nas redes sociais que Salles fez uma “ilação desnecessária” em sua acusação contra o Greenpeace.

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De acordo com um balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o óleo já atingiu pelo menos 229 localidades em 87 municípios do nordeste, entre eles as praias do Forte (BA) e Areia Preta (RN). Ponta Negra (RN), Porto de Galinhas (PE) e Ilhéus (BA) também foram atingidas pelo petróleo.

Em Pernambuco, por exemplo, 17 pessoas foram atendidas no Hospital Municipal Osmário Omena Oliveira com sinais de intoxicação pelo contato com o óleo.

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