Bolsonaro diz que auxílio emergencial não pode continuar por muito tempo

Bolsonaro diz que auxílio emergencial não pode continuar por muito tempo

Bolsonaro diz que auxílio emergencial não pode continuar por muito tempo

Rafael Nicácio agosto 5, 2020 Destaques

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 5 de agosto, em conversa com simpatizantes na saída do Palácio da Alvorada, que o governo federal não poderá continuar pagando o auxílio emergencial por muito tempo porque “a economia tem que funcionar”, e o benefício custa R$ 50 bilhões por mês aos cofres públicos.

Ele também criticou “alguns governadores”, sem citar o nome de ninguém, por manterem “tudo fechado” para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

A declaração ocorreu logo após um apoiador agradecer o presidente pelo auxílio emergencial de R$ 600, ao qual atribuiu o fato de não ter faltado comida na sua casa.

“Começou a pagar a quarta parcela e tem a quinta. Não dá para continuar muito, porque por mês custa R$ 50 bilhões. A economia tem que funcionar. E alguns governadores, alguns governadores teimam ainda em manter tudo fechado”, comentou Bolsonaro.

Ampliação do auxílio?

Integrantes do governo já cogitam a necessidade de ampliar o auxílio emergencial até dezembro deste ano, diante das incertezas em relação à duração dos efeitos da pandemia sobre a economia.

No entanto, segundo auxiliares do ministro da Economia, Paulo Guedes, o valor das parcelas adicionais teria de ser inferior aos atuais R$ 600, diante da falta de recursos no Orçamento.

No domingo (2), Bolsonaro se queixou de propostas para tornar o benefício permanente por causa do alto custo, que estimou em R$ 50 bilhões mensais para a União. O auxílio é pago a trabalhadores informais e microempreendedores individuais (MEIs) que perderam renda com a pandemia, além de beneficiários do Bolsa Família e do CadÚnico.

Uma das ideias em avaliação no governo seria pagar mais quatro parcelas extras a essas pessoas no valor de R$ 200. Este é o valor médio do Bolsa Família. Contudo, para reduzir o valor do auxílio será preciso aprovar a mudança no Congresso Nacional. O Executivo pode prorrogar por conta própria apenas se o valor de R$ 600 mensais for mantido.

Com informações do Jornal O Globo*

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