Política

Alegando “foro íntimo”, advogado criminalista renuncia defesa de Maurício Fanini

Com a justificativa de que é “exclusivamente por motivo de foro íntimo”, o advogado criminalista René Dotti e toda sua equipe, renunciaram, nesta sexta-feira (15), à defesa do ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná (Seed) Maurício Fanini, réu em processo que investiga fraudes na construção e reforma de escolas do estado e tramita na 9ª Vara Criminal de Curitiba, liderada pela Operação Quadro Negro.

De acordo com informações do Ministério Público, o ex-diretor foi o principal beneficiário do dinheiro, recebendo, sozinho, R$ 3 milhões que deveriam ir para as obras. O prejuízo ao cofre público é estimado em R$ 20 milhões.

Operação Quadro Negro

A operação investiga autoridades governamentais paranaenses, dentre os quais deputados estaduais e o chefe da Casa Civil Valdir Rossoni (PSDB). Devido ao desfalque do cofre, o Ministério Público requereu, no mês passado, indenização por danos morais na ordem de R$ 41 milhões visando o ressarcimento do erário.

Segundo as investigações, a fraude contou com a ajuda de Fanini, que se dizia amigo pessoal do governador Beto Richa (PSDB). A equipe chefiada por ele era responsável por produzir relatórios sobre o andamento das obras contratadas junto à construtora Valor.

Os técnicos preparavam documentos falsificados, indicando que as obras estavam em andamento avançado, quando na verdade seguiam a passos bem mais lentos. Durante delação premiada, Eduardo Lopes de Souza, dono da construtora Valor, afirmou que Fanini mandava fazer as medições falsas porque não poderia faltar dinheiro para a campanha de Richa.

A partir de hoje, Fanini dispõe de mais 10 dias para nomear novos advogados no processo.

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