7 coisas que o Talibã impôs na vida das mulheres afegãs

7 coisas que o Talibã impôs na vida das mulheres afegãs

7 coisas que o Talibã impôs na vida das mulheres afegãs

Muitas estão se preparando para o pior, deixando suas universidades, seus empregos e comprando burcas

Rafael Nicácio agosto 20, 2021 Mundo

De 1996 a 2001, o Talibã, um grupo extremista islâmico, governou o Afeganistão. Sob seu governo, coisas como música e televisão foram proibidas.

Após a intervenção dos Estados Unidos no país, eles foram “derrubados”, mas em abril de 2021 o presidente Joe Biden anunciou que retiraria as tropas americanas.

Depois disso, em 15 de agosto, o Talibã retomou o poder no Afeganistão. Isso significa uma mudança radical nos direitos e liberdades das mulheres.

No dia 17 de agosto o grupo deu sua primeira entrevista coletiva, onde afirmou que os direitos das mulheres serão respeitados com base na lei islâmica.

7 coisas que o Talibã interferiu na vida das mulheres afegãs

Ainda não se sabe quais regras o Talibã estabelecerá para as mulheres, mas já surgiram vídeos onde eles encobrem imagens de modelos em salões de beleza, algo proibido durante seu regime nos anos 90.

Abaixo, listamos algumas das restrições que eles aplicaram na última vez em que estiveram no poder, de acordo com um relatório de 2001 do Departamento de Estado dos Estados Unidos:

Censura no trabalho

O Talibã forçou as mulheres a abandonar a maior parte de seus empregos, apenas algumas podiam trabalhar em circunstâncias muito limitadas.

Na coletiva da terça-feira (17), o porta-voz, Zabihullah Mujahid, disse que eles permitiriam que as mulheres trabalhassem “sob sua estrutura”, mas não explicou o que isso significa.

Educação proibida

A partir dos 8 anos de idade, uma menina não podia ir à escola, a educação em casa às vezes era tolerada, mas geralmente também era reprimida.

Saúde restrita

As mulheres só podiam ter acesso básico aos serviços de saúde. Nos hospitais, um médico não podia examinar um paciente sem roupa, o que limitava o diagnóstico. Além disso, informações de saúde pública foram destruídas.

Janelas com “cobertura”

Todas as janelas das casas tiveram que ser pintadas para evitar que um estranho pudesse ver uma mulher dentro, isolando-as e limitando sua interação com o mundo exterior.

Código de vestuário

Essa regra forçou as mulheres a usarem uma burca desde os 9 anos, uma vestimenta que cobre da cabeça aos pés. Era proibido mostrar, mesmo acidentalmente, mãos, pés e tornozelos, se isso acontecesse poderiam ser punidas.

Além disso, maquiagem e esmalte também foram proibidos. Nem os sapatos que faziam barulho eram permitidos, porque as mulheres tinham que ficar quietas.

Restrições de mobilidade

Uma mulher só podia sair acompanhada de um parente do sexo masculino; não podiam nem usar um táxi sem a companhia de um homem.

Elas tiveram que usar caminhões/ônibus especiais porque era proibido sair em veículos que tivessem homens estranhos. Se uma mulher fosse encontrada com um estranho, ela poderia ser severamente espancada e até morta.

Privadas da infância

Elas não apenas tinham que seguir um código de vestimenta rígido e não podiam estudar, mas também era proibido às meninas ter bonecas ou bichinhos de pelúcia.

O futuro das mulheres no Afeganistão ainda é incerto, mas muitas estão se preparando para o pior, deixando suas universidades, seus empregos e comprando burcas.

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