Home Notícias Brasil RN Natal Seturn quer tarifa de R$ 2,90 ou ‘o serviço prestado pelas empresas ficará um nível pior do que já existe hoje’

Seturn quer tarifa de R$ 2,90 ou ‘o serviço prestado pelas empresas ficará um nível pior do que já existe hoje’

Seturn quer tarifa de R$ 2,90 ou ‘o serviço prestado pelas empresas ficará um nível pior do que já existe hoje’
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Após reajustar em 10% o salário de motoristas e cobradores, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município de Natal (Seturn) apresentou nesta terça-feira (23) à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) uma planilha detalhada de custos justificando o pedido de reajuste da tarifa de ônibus em Natal, que passaria de R$ 2,35 para R$ 2,90, representando 23,4% de aumento. O consultor técnico do Seturn, Nilson Queiroga, explicou que 40% do valor do reajuste pedido à prefeitura refere-se à mão de obra, 20% aos gastos com óleo diesel, e o restante diz respeito ao impacto dos gastos com manutenção e investimento.

O Seturn espera que a Prefeitura do Natal alivie nos impostos ou um aumento será inevitável, passando dos R$ 2,35 para R$ 2,90. A STTU está analisando o pedido de reajuste na tarifa do transporte público e afirma que não teremos aumento neste mês de junho. Só após uma análise técnica, esse reajuste poderá ser concedido ou não.

Nilson Queiroga ainda afirmou que caso não ocorra o reajuste da tarifa até o mês de agosto, o serviço das seis empresas de ônibus de Natal (Guanabara, Reunidas, Conceição, Santa Maria, Cidade de Natal e Via Sul), ficará comprometido. “O serviço prestado pelas empresas de ônibus ficará com um nível pior do que já existe hoje”, disse ele.

Segundo Queiroga, os reajuste para R$ 2,90 daria para renovar apenas uma pequena parte da frota. “Para ocorrer uma renovação completa, de 100 ônibus por ano, como é pedido, o reajuste iria para R$ 3,10 ou R$ 3,20”, disse.

Enquanto isso, a população que diariamente utiliza do já combalido e caro transporte público na capital potiguar, é quem sofre com o aumento. Um valor alto por um serviço de péssima qualidade. Ônibus que não oferecem o mínimo de conforto; poucas linhas circulando; atrasos e mais atrasos; paradas e os próprios transportes lotados. Essa é a realidade do transporte na capital do RN e quem paga o ‘pato’ somos nós!

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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