Para pesquisador, RN tem potencial para exportar produtos de inovação tecnológica

Especialistas alertam para a falta de planejamento estratégico na área da inovação tecnológica em saúde. O Brasil acumula um déficit de mais de R$ 300 bilhões por importar quase tudo que necessita na área de saúde – até mesmo os filtros para hemodiálise são importados. São 20 anos de baixo investimento em tecnologia e infraestrutura no país.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) têm trabalhado para dar sua contribuição para mudar este quadro. Eles integram o Laboratório de Inovação Tecnológica e Saúde (LAIS), situado no Hospital Universitário Onofre Lopes, e chamam a atenção para este déficit na balança comercial, responsável por quase 50% de toda nossa reserva financeira. O desafio é superar esse gargalo que consome parte significativa de tudo que o Brasil produz. “Este é um ponto peculiar que inquieta o Laboratório, que hoje atua de forma determinante na construção de tecnologias que têm impacto nacional e estão na pauta do Ministério da Saúde”, comenta o professor Ricardo Valentim, coordenador do LAIS.

Ricardo Valentim, coordenador do LAIS (Foto: Divulgação)
Ricardo Valentim, coordenador do LAIS (Foto: Divulgação)

O Laboratório da UFRN tem como marca resultados concretos em produção de conteúdo e produtos tecnológicos e com visão de longo alcance, que inclui a possibilidade de exportação de tecnologia e talvez o único no Brasil com a produzir um produto de Informática em Saúde que poderá ser exportado. Atualmente, há um potencial real para exportação de mais R$ 500 Milhões em tecnologia em saúde produzida no LAIS – Isso pode gerar um impacto substancial para a economia do Rio Grande do Norte.

“Hoje há um grande potencial instalado na UFRN e no RN para se produzir Tecnologia de alto valor agregado, tal como na área da Saúde e no contexto do desenvolvimento do RN é fundamental que sejam estimulado tais iniciativas que podem trazer bilhões de reais em investimento para o nosso Estado e sobretudo gerar milhares de emprego – aspecto fundamental para superar qualquer crise”, avalia Ricardo.

A missão do LAIS neste sentido é produzir conhecimento com o propósito de gerar para a área de saúde tecnologia de alto valor agregado que poderão contribuir fortemente para equilíbrio da balança comercial e assim induzir para o RN e para o Brasil uma vantagem competitiva nesta temática.

O Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN é de natureza multidisciplinar e hoje é uma referencia Nacional em Saúde e um dos principais desenvolvedores de inovação tecnológica para Ministério da Saúde, como exemplo podem ser citados os seguintes projetos que estão já sendo usados em escala nacional:

  • Plataforma Nacional de Recursos Humanos em Saúde;
  •  Ambiente Virtual para Formação dos Trabalhadores do SUS;
  •  Telediagnóstico;
  •  Telessaúde;
  •  Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ-AB;
  • Autoavaliação para Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica – AMAQ-AB.

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