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Para líder do PDT, há risco de impeachments em todos os governos

Para líder do PDT, há risco de impeachments em todos os governos
Foto: Divulgação
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O líder do PDT na Câmara dos Deputados, deputado Weverton Rocha (MA), alertou para o risco de ser inaugurada uma modalidade de disputa política no Brasil, em que governos que não estão bem em popularidade sejam retirados do poder por decisões políticas. Ele alertou que prefeitos e governadores devem se preparar, porque hoje a disputa está no governo federal, mas irá para os estados e municípios.

“Temos a clareza do momento difícil político que o Brasil atravessa, sabemos e já passamos por essa situação em outros momentos da história deste País, quando o mandato do governador Jackson Lago (MA) foi interrompido, após dois anos, com argumentos montados numa farsa para arrancá-lo do governo”, disse.

O líder do PSB, deputado Fernando Coelho Filho (PE), disse que seu partido apresentou uma chapa que foi fruto de eleição interna da bancada. “A nossa postura será de respeitar o direito e a opinião de cada um, para que seja um processo o mais tranquilo possível”, disse.

O líder do PRB, deputado Márcio Marinho (BA), limitou-se a recomendar o voto sim na chapa única escolhida pelos líderes para a comissão do impeachment.

Impeachment de Dilma Rousseff

O líder do PSDB, deputado Antonio Imbassahy (BA), afirmou que a sessão que a Câmara realiza agora para escolher a comissão especial do impeachment está seguindo “rigorosamente a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”.

Ele pediu aos deputados serenidade e equilíbrio no julgamento da denúncia que pede a abertura de processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, “porque faltam poucos dias para o desfecho do processo definitivo do afastamento da presidente”. Imbassahy disse ainda que o Brasil vive um momento histórico e destacou o fortalecimento das instituições.

Para o líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP), neste momento não existe razões para aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Impopularidade não tira presidente da República, porque isso pode ser acusado de golpe”, afirmou.

Ele disse que o partido adotará uma posição de “equilíbrio e reponsabilidade” para analisar o afastamento da presidente. Valente criticou o que chamou de “saída por cima”, que seria a de criminalizar apenas alguns partidos envolvidos na Operação Lava Jato.

O líder do Psol disse ainda que o partido não concorda com a presença do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no comando da sessão de hoje. Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento apurado pela Lava Jato. Ele alega inocência.

Daniel Almeida (BA), líder do PCdoB na Câmara, disse que a saída para a crise política e econômica não é o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele alegou que não existem fatos para justificar o pedido protocolado no ano passado na Câmara. “Não há fato para o pedido de impeachment”, ressaltou. Segundo ele, “nenhum jurista sério” consideraria as pedaladas fiscais, citadas na denúncia contra a presidente Dilma Rousseff, como razões para o impeachment.

O deputado disse ainda que o pedido foi acatado pelo presidente Eduardo Cunha, denunciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como retaliação ao governo. “Que legitimidade tem Vossa Excelência para encaminhar esse pedido?” questionou.

Almeida disse também que a oposição está dando mais um passo para romper a normalidade democrática. “Este não é um processo normal”, afirmou. “A luta vai continuar. O impeachment não passará. O golpe não passará”, concluiu Daniel Almeida.

O líder do PT, deputado Afonso Florence (BA), rebateu há pouco a tese de que há motivos para o impeachment da presidente Dilma Rousseff por suposto crime de responsabilidade.

“A afirmação de que houve crime de reponsabilidade com a publicação de decretos suplementares, que foram equacionados na gestão orçamentária dentro do ano fiscal, é uma prova cabal de que não há justificativa jurídica”, declarou.

Para Florence, também no campo político a abertura do processo de impeachment não guarda nenhuma sustentação. “Mais de 100 milhões de pessoas votaram nas eleições de 2014 e a presidente Dilma teve mais de 50 milhões de votos. Haver manifestações de oposição, de tamanho reconhecível, não dá legitimidade para este pedido de impeachment”, completou.

As informações são da Agência Câmara Notícias

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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