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Número de mestres e doutores cresce nas regiões Norte e Nordeste

Número de mestres e doutores cresce nas regiões Norte e Nordeste
Foto: Reprodução/Ministério da Ciência e Tecnologia
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Um levantamento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, apontou para o crescimento dos cursos de pós-graduações nas Regiões Norte e Nordeste.

Segundo o estudo, a formação de mestres cresceu 823,7% no Nordeste, passando de 1.116 para 9.193. No caso do doutorado, o aumento foi ainda mais impressionante. Passou de 40 em 1996 para 2.392 em 2014, um salto de 5.980%.

O levantamento do CGEE aponta que, até 1996, o Sudeste dominava a formação de pós-graduandos no Brasil, com 68% da titulação de mestres e 89% de doutores. Desde então, a pós-graduação tem se espalhado pelo País, reduzindo para 49% a formação de mestres e para 60% a de doutores na região em 2014.

“O Nordeste foi a região do País que mais avançou no período. Já tinha uma certa base, mas expandiu de forma impressionante. Isso foi importante para criar maiores oportunidades para a formação de mestres e doutores no Brasil”, disse o presidente do CGEE, Mariano Laplane.

Ritmo acelerado

A expansão dos programas de pós-graduação e do número de titulados ocorreu de maneira mais veloz na Região Norte. Isso se deve ao fato de haver poucas oportunidades na região antes do período analisado. Em 1996, havia 27 programas de mestrado e 135 titulados. No caso do doutorado, eram oito cursos e 21 titulados nos Estados do Norte.

Nos anos seguintes, os números passaram para 181 cursos de mestrado, em que 1.884 foram titulados; e 65 de doutorado, nos quais 301 pesquisadores foram diplomados.

“Ali [no Norte], os resultados estão sendo muito positivos, com a chegada de novos pesquisadores e espaços para pesquisa que se fixaram ali. O pouco que se leva para aquela região provoca uma mudança enorme no panorama”, observou Laplane.

Cursos multidisciplinares

O levantamento revela ainda que a multidisciplinaridade é a nova marca dos programas de mestrado e doutorado no Brasil. Segundo Mariano Laplane, a união de diferentes áreas do conhecimento para a solução de problemas é uma tendência mundial.

No Brasil, esse tipo de curso cresceu exponencialmente entre 1996 e 2014, tanto no mestrado (1.550%) quanto no doutorado (1.645,5%). Em 2014, a área multidisciplinar representava 14,6% do total de cursos do mestrado e 9,9% dos doutorados.

A procura pelos cursos de ciências exatas e da terra e pelas engenharias também cresceu. Na avaliação de Laplane, esse é um caminho natural, diante da vocação da economia brasileira.

Ele destacou que alguns dos segmentos mais importantes da geração de riquezas no País lidam com essas áreas do conhecimento, como o agronegócio, a mineração e a exploração de petróleo e gás, por exemplo. Além disso, os cursos dessas áreas têm sido bem avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Rafael Nicácio Editor e repórter do Portal N10. Já trabalhou na Assecom (Assessoria de Comunicação do Governo do RN) e na Ascom (Assessoria de Comunicação da UFRN).
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