Home Notícias Política Luiz Fachin, ministro do STF, defende fim de doações de empresas a partir de 2016

Luiz Fachin, ministro do STF, defende fim de doações de empresas a partir de 2016

Luiz Fachin, ministro do STF, defende fim de doações de empresas a partir de 2016
Luiz Edson Fachin, ministro do STF (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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Se depender do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fachin, a proibição da doação de empresas a partidos políticos já está valendo para as próximas eleições, em 2016, conforme a decisão tomada pelo STF no dia 17 de setembro último. O ministro Gilmar Mendes defende que a Corte retome o debate e defina a vigência da decisão.

Luiz Fachin defendeu a proibição em entrevista concedida nesta segunda-feira (28) ao programa Brasilianas.org, da TV Brasil. “Eu estou subscrevendo o entendimento de colegas ministros daqui da corte que, na sua composição majoritária, pelo menos até o presente momento, entendem que essa decisão já é aplicável para as próximas eleições. A decisão tomada aqui é uma decisão já publicada e que está já surtindo os seus efeitos”, disse Fachin.

A regulamentação da decisão está agora nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), explicou o ministro. O TSE irá decidir como será aplicada e quais serão os mecanismos de fiscalização e controle para o seu cumprimento. A decisão foi consequência de uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que questionou artigos da lei dos Partidos Políticos e da lei das Eleições.

Durante a entrevista, indagado se o STF está tomando posições mais liberais em comparação a um Congresso Nacional mais conservador, tratando de questões, por exemplo, como a descriminalização das drogas, ele disse que é importante que o tribunal atue para garantir espaços de liberdade individual em conformidade com a Constituição. Disse, no entanto, que não cabe ao Judiciário interferir no Legislativo e que questões do outro poder são tratadas quando há descumprimento, seja da lei, seja do regimento interno. “Ai o Judiciário pode e deve examinar para que a Constituição seja cumprida”.

Com informações da Agência Câmara Notícias

Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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