Home Notícias Economia E agora? Como ficam as empresas e a economia pós-impeachment?

E agora? Como ficam as empresas e a economia pós-impeachment?

Publicidade

E agora? Como ficam as empresas e a economia pós-impeachment?
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
0
Publicidade

A despeito da euforia que tomou conta do país após aprovação definitiva do impedimento da presidente, as perguntas que não saem da cabeça das pessoas: E agora? A economia vai melhorar? O desemprego vai diminuir? O dólar vai se estabilizar?

É difícil fazer qualquer previsão. Os problemas estruturais do país não desapareceram após o Impeachment. Ou seja, até o momento, continuamos nas últimas posições nos rankings de competitividade e nas primeiras posições nos rankings de corrupção.

O país permanece em recessão, o ajuste fiscal é um remédio amargo que tende a ocasionar ainda mais retração econômica. Uma coisa é fato, nós não recuperaremos o grau de investimento da noite para o dia. Além disso, as taxas de juros deverão permanecer altas por um tempo ainda, o que significa que os investimentos continuarão caros e, por consequência, escassos, e o dólar tende a se estabilizar, contudo dificilmente retomará aos patamares dos R$ 2,00.

Além da delicada situação econômica do País o cenário mundial também não é dos mais favoráveis. A China grande motor do mundo nas últimas décadas já não cresce com o vigor de alguns anos atrás, e atingiu o menor índice de crescimento desde 1990 (fonte: Banco Mundial) 6,9%, isto significa que o mercado externo pouco poderá nos ajudar neste momento.

No mercado interno todos os setores da nossa economia apresentaram queda em 2015, exceto o setor agropecuário, e as projeções para 2016 apontam para um cenário exatamente igual, retração geral, crescimento apenas do setor agropecuário.

De acordo com Fábio Yamamoto, sócio da Tiex – empresa de gestão e consultoria corporativa, tudo isso indica que a taxa de desemprego deve permanecer alta, ou, no melhor dos cenários deve se estabilizar – com o aumento da oferta de mão de obra, a renda dos trabalhadores deve reduzir. Yamamoto aponta também que velhas práticas devem voltar a moda, como, por exemplo, a informalidade, o que também contribui para reduzir a renda média do trabalhador registrado.

O cenário parece caótico.

Então, e agora?

Fábio Yamamoto explica que as recessões são cíclicas, retornam de tempos em tempos, e a bem da verdade “até ajudam a separar o joio do trigo, e os quem sobrevivem levantam mais fortes e preparados.”

“Os empresários dão mostras de otimismo, as projeções estão sendo revisadas para melhor ou ao menos para uma piora menor. A confiança do consumidor pouco a pouco vai sendo retomada, aquecendo a economia, gerando empregos e renda”, frisou Yamamoto.

Também na crise surgem oportunidades e do desemprego brotam empreendedores – pequenos negócios que representam uma parcela significativa da economia do país.

Yamamoto diz que “o governo dá sinais de que caminha para incentivar esse otimismo, e, ao menos no discurso, busca condições para diminuir o peso da máquina pública e dar condições para economia se recuperar e para os negócios prosperarem.”

“Agora é o momento de começarmos a mudar, é o momento de melhorarmos o que precisa ser melhorado. Agora existe uma luz no fim do túnel, e não é o trem vindo na direção contrária”, concluiu.

Publicidade

Rafael Nicácio Editor e repórter do Portal N10. Já trabalhou na Assecom (Assessoria de Comunicação do Governo do RN) e na Ascom (Assessoria de Comunicação da UFRN).
error: Conteúdo protegido, entre em contato ([email protected]) para solicitar a matéria!