Dilma adia atuação de embaixador indonésio após execução de brasileiro

A execução do brasileiro Marco Archer por parte do governo indonésio fez a relação entre o Brasil e a Indonésia estremecer. Durante cerimônia de entrega das credenciais dos embaixadores de cinco países nesta sexta-feira (20), a presidente Dilma Rousseff informou que o governo brasileiro decidiu adiar o início da atuação do embaixador da Indonésia em Brasília, Toto Riyanto.

A cerimônia de recebimento das credenciais dos embaixadores pelo presidente da República é uma formalidade que marca oficialmente o começo das atividades dos diplomatas. Após o recebimento, o presidente passa a reconhecer que o embaixador representa o Estado no Brasil. Mas na solenidade desta sexta, o governo brasileiro optou por postergar o ato de recebimento das credenciais, o que deixa a Indonésia, temporariamente, sem embaixador no Brasil.

As credenciais dos diplomatas Edwin Emílio Vergada Cárdenas (Panamá), Maria Lourdes Urbaneja Durant (Venezuela), Diana Marcela Vanegas Hernández (El Salvador), Amadou Habibou Ndiaye (Senegal) e Nikolaos Tsamados (Grécia) foram recebidas. A própria Dilma explicou, ao final da cerimônia, o motivo de ela ter decidido “atrasar” o recebimento da documentação do embaixador. Segundo Dilma, antes de autorizar a atuação do diplomata, ela quer ter clareza sobre a situação das relações diplomáticas entre as duas nações.

“Achamos importante que haja uma evolução na situação para que a gente tenha clareza em que condições estão as relações da Indonésia com o Brasil. Na verdade, o que fizemos foi atrasar um pouco o recebimento de credenciais, nada mais que isso”, ressaltou a presidente.

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