Base aliada quer fim da obstrução para avançar com votações na Câmara

A base aliada já admite que votações hoje (8) só devem ocorrer na sessão do Congresso Nacional, marcada para 19h para apreciação de vetos presidenciais. Depois da reunião com o ministro Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo, os 14 líderes governistas que participaram do encontro deixaram o Palácio determinados a retomar as votações da Câmara apenas a partir de amanhã (9), mas a oposição promete resistir e manter obstrução nas sessões da Casa.

“A obstrução é prejudicial para o país. O melhor caminho agora não é acirrar [divergências entre governo e oposição]. O melhor caminho é chamar o Congresso para votar as matérias do país”, alertou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE).

Líderes oposicionistas querem retomar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O assunto voltou a ganhar fôlego com as últimas ações da Polícia Federal na Lava Jato.

Com a prisão do marqueteiro do PT, João Santana, a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, e a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva para depor na Polícia Federal de São Paulo, a oposição se reuniu e decidiu votar qualquer matéria somente depois que a comissão especial para tratar do impedimento de Dilma for instalada.

Guimarães afirmou que o processo foi protelado pela própria oposição, que questionou o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o líder do governo, ministros da Corte foram provocados e decidiram sobre o rito do impeachment, proibindo voto secreto e indicação de nomes por chapa avulsa.

“Por nós já tinha sido instalada [a comissão] desde o ano passado, conforme o rito definido pelo Supremo. Não podemos esperar [julgar os embargos apresentados ao STF}. O que não é razoável é a oposição, que recorreu e protelou, agora dizer que a Câmara só vai funcionar se resolver o problema do impeachment”, acrescentou Guimarães.

Integrantes da oposição marcaram para as 16h desta terça-feira uma reunião com o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski. O grupo agendou o encontro para pedir celeridade no julgamento de recursos sobre o rito do processo de impeachment.

Da Agência Brasil

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