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O Google não possui mais vínculos com alguns dos grandes  anunciantes dos Estados Unidos na semana passada. Na quarta-feira, a companhia de telecomunicações AT&T e a Johnson & Johnson, e além de  outras empresas, comunicaram que não vão mais veicular vídeos promocionais no YouTube e em outras plataformas do da empresa Google, por afirmarem  que a descomunal da tecnologia não tem tomado medidas cabíveis para impedir que sejam exibidos conteúdos que incita o terrorismo ao lado de propagandas.

A decisão das empresas, que não interfere na ferramenta de busca do Google, toma como exemplo das  medidas adotadas na Europa, o  governo britânico, a farmacêutica GSK, o jornal The Guardian e a multinacional francesa de publicidade Havas também já retiraram suas propagandas. A decisão se concretizou após o jornal The Times divulgar  uma reportagem que mostra que propagandas apareceram próximas a materiais extremistas e de conteúdo ofensivo no YouTube e em sites vinculados ao Google.

Por meio de  nota, a Johnson & Johnson informou  que leva o “assunto muito a sério” e que continuará determinando medidas para garantir que suas propagandas estejam de acordo  com seus valores.

A AT&T informou estar “profundamente preocupada” ao saber que  sua publicidade tem aparecido ao lado de conteúdo que promovia terrorismo e ódio. “Removeremos nossos anúncios das plataformas que não são de busca do Google até que a empresa possa garantir que isso não aconteça novamente”, esclarece uma nota da AT&T. A companhia de telecomunicações é considerada uma das cinco maiores anunciantes dos Estados Unidos no ano passado, gastando quase US $ 1 bilhão até novembro, segundo a Kantar Media.

Motivo de debate

O anúncio de que as marcas estão rompendo com o Google colocou em destaque o  debate sobre os perigos que as empresas enfrentam com publicidade programática (compra e venda, através de ferramentas eletrônicas, de espaço para propaganda digital). A verdade é que  empresas como o Google e o Facebook lidarem com uma vasta quantidade de sites torna difícil o controle de conteúdo de todos eles. E ainda, as páginas onde são colocadas os anúncios são determinadas por algoritmos, o que torna serviço de verificação ser mais complicado.

Conforme as políticas do Google, há proibição de anúncios em vídeos de conteúdos pornográficos ou que promovem comportamentos ilegais. A empresa também utiliza  um software que mostra quando o  conteúdo potencialmente impróprio, mas as denúncias apontadas  na semana passada indicam que o sistema ainda apresenta falhas.

O Google é atualmente  o maior vendedor de espaço para publicidade na internet. Somente em  propaganda a companhia lucrou US$ 22,4 bilhões no último trimestre de 2016. Grande parte desse montante ainda é de anúncios que aparecem em pesquisas na internet, mas executivos da empresa já afirmaram estar animados com a capacidade do YouTube e da mídia programática.

 

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