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Saiba quais informações não precisam fazer parte do seu currículo

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Saiba quais informações não precisam fazer parte do seu currículo
Foto: Reprodução
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Elaborar um bom currículo continua sendo uma tarefa passível de causar dúvidas para muitos profissionais hoje em dia. Muitos recorrem aos modelos de currículos existentes na internet; muitos acham que é suficiente “comprar” um currículo pronto; já outros acreditam que um currículo deve ter aquele padrão cansativo, caracterizado pela inclusão de informações antecipadamente desnecessárias e detalhes que muitas vez mais atrapalham do que ajudam. Mas será que existe uma fórmula perfeita para se fazer um bom currículo?

Nem sempre um candidato perfeito para a vaga consegue ser completamente feliz na elaboração do currículo. Afinal, não dá para saber com absoluta certeza o que deve necessariamente conter em um bom currículo, pois certamente isso dependerá da finalidade do mesmo. Mas há bons indicativos sobre o que não precisa constar nesses documentos. Exemplo disso é o levantamento recente divulgado pelo portal “Business Insider“, que listou pelo menos 17 informações consideradas desnecessárias para se colocar nos currículos da atualidade. Confira a lista a seguir:

1. Objetivo

Segundo analistas, o principal objetivo de um currículo está mais do que óbvio: é evidente que o candidato quer trabalhar na empresa. Salvo em casos bastante específicos (como naqueles em que um funcionário pretende mudar de colocação profissional e necessita justificar a mudança de área de trabalho), em geral, a informação do objetivo é desnecessária.

2. Experiências de trabalho irrelevantes

De que adianta o candidato ressaltar no currículo que já foi o “rei dos milkshakes” na lanchonete em que trabalhou, quando ainda era estudante? Pense seriamente em se livrar dessa “fama do passado”. Experiências em que nada irão acrescentar no possível novo emprego, devem ser deixadas de lado no currículo. Procure colocar experiências que sejam relacionadas com o emprego pretendido.

3. Seus hobbies

Concorrer a uma vaga de emprego não é um jogo de “relacionamento por afinidades”. Somente divulgue o seu hobbie pessoal se isto tiver estreita relação com o perfil da vaga a que concorre. Fora isso, tenha certeza de que o empregador não está interessado.

4. Dados pessoais

Ainda é grande a quantidade de currículos contendo informações como estado civil, religião, endereço completo, número do CPF, RG, vários telefones para contato (mas quando se procura o candidato, somente um funciona, e às vezes, nem um). Sabendo-se que é até ilegal solicitar parte dessas informações, o melhor mesmo é se concentrar em informar o essencial, como por exemplo, dados sólidos de contato e o nome completo nesse campo inicial. Imagine o problema judicial que causaria se você descobrisse que não foi selecionado para a vaga por ser adepto de uma determinada religião? Ou que você não foi selecionado por ser morador de um bairro que normalmente é atrelado a violência?

5. Informar a idade

Segundo o pessoal do Business Insider, também precisa ser evitado, para que não se corra o risco do candidato sofrer algum tipo de discriminação pela idade. Todos falam que não ligam para a idade, mas bem lá no fundo, muitos preferem escolher os candidatos mais novos, como se a idade em vários postos de trabalho fosse relevante. É um preconceito que a grande maioria tem, porém, é algo que ninguém quer assumir que tenha.

6. Referências

As referências pessoais, comerciais ou profissionais devem ser solicitadas em outro estágio do processo seletivo, e não como obrigatoriedade de um currículo no primeiro momento. Se o empregador observar a necessidade disso, tenha certeza de que ele solicitará de você.

7. Os pronomes pessoais

Seu currículo não deve incluir as palavras “eu”, “me”, “ela”, ou “meu”, segundo informa a especialista em carreiras, Tina Nicolai, consultada pela Business Insider. “Não escreva o seu currículo na terceira ou primeira pessoa. O empregador vai entender que tudo em seu currículo é sobre você e suas experiências”, conclui.

8. Uso excessivo de palavras óbvias

Quando estiver preenchendo o campo de dados pessoais, não existe necessidade de escrever a palavra “telefone” em frente ao número real, ou “e-mail”, em frente ao endereço eletrônico. Isso chega a ser bobo, dizem os especialistas.

9. Endereço da conta de e-mail pessoal incompatível com o perfil profissional esperado

Esqueça aquele seu endereço “gatinha2001@….”, ou “wesleysafadão2015@….”. Escolha um endereço de e-mail que inspire nos empregadores mais seriedade ou profissionalismo em você.

10. Informações do trabalho atual

Você está empregado e pretende que seu futuro empregador entre em contato com a sua atual empresa? Para quê? Trata-se de uma informação perigosa e até mesmo estúpida. Isso pode levar até mesmo o seu atual empregador a monitorar seus contatos, através de sua conta de e-mail ou números de telefone. Salvo naqueles casos em que você quer mesmo ser demitido, evite a inclusão desse tipo de informação.

11. Links de redes sociais ou páginas pessoais não relacionadas com a vaga de interesse

Links para seus blogs de opinião, página do Pinterest, Facebook, Twitter, Instagram, entre outros, devem ser mencionados se realmente tiverem relação com a vaga pretendida. Nem sempre tais informações são realmente valiosas. Por vezes, divulgar suas redes sociais no currículo pode ser um tiro no pé, a depender do que você curte, posta e compartilha.

“Mas você deve listar URLs relevantes, tais como a sua página LinkedIn ou quaisquer outros que são profissionais e se relacionam diretamente com a posição que você está tentando adquirir”, diz Tina Nicolai.

12. Informações de salário

Pretensão salarial e antigo salário são informações dispensáveis. Amy Hoover, presidente da Talent Zoo, diz que um bom currículo deve “mostrar a sua experiência e competências profissionais. Salário vem mais tarde, no processo de entrevista.”

13. Fontes desatualizadas

Uma fonte padrão bem aceita atualmente é a Arial, embora esse detalhe pode mudar com o tempo. Evite usar Times New Roman, apesar de ser tentador. Além disso, preste atenção ao tamanho da fonte, pois é preciso que as informações sejam visualmente agradáveis e elegantes para quem for ler o seu currículo.

14. Uso irritante de palavras do senso comum

É comum vermos palavras/expressões como “proativo”, “motivado”, “possuo espírito de equipe”, “dinâmico”, “responsável”, “pontual”, “assíduo”, entre outras. Porém, essas expressões já passaram o nível do aceitável e chegaram ao rol das coisas irritantes. Se não for possível evitar algumas dessas palavras, pelo menos, procure usá-las com moderação.

15. Motivos que levaram a deixar uma empresa ou cargo

Os candidatos muitas vezes pensam: “se eu explicar por que deixou o cargo no meu currículo, talvez minhas chances vão melhorar.”

“Errado”, diz Nicolai. “A lista de razões pelas quais você deixou o antigo emprego é irrelevante em seu currículo. Use sua entrevista para resolver esta questão”.

16. Suas notas do tempo da escola/faculdade

Se a vaga a que está concorrendo não é para alguma posição na escola ou faculdade de onde você saiu, qual o motivo de mencionar as notas do histórico escolar em seu currículo? Deixe essas informações de lado.

17. Colocar foto

Analistas consultados pela Business Insider consideram a inclusão de foto no currículo como algo desnecessário, pois chega a ser “estranho”, “duvidoso” e “perturbador”. Porém, algumas empresas exigem que o currículo venha como foto. Lembre-se: colocar foto ou não, vai depender da exigência da empresa.

Currículo ou Curriculum?

Para finalizar este artigo, é bom esclarecer uma dúvida comum a muita gente: Currículo ou Curriculum, qual nome é o correto? As duas palavras existem e estão corretas. A palavra curriculum é uma palavra em latim utilizada na expressão curriculum vitae e significa principalmente um documento onde constam os dados pessoais, acadêmicos e profissionais de um candidato a uma vaga de emprego. A palavra currículo, com acento agudo na segunda sílaba e vogal final o, é a forma aportuguesada da palavra em latim curriculum.

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Romário Nicácio Administrador de Redes. Redator e co-fundador do Portal N10. Redator de sites desde 2009.
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