Dia da Mulher: pandemia reduz espaço de mulheres no mercado de trabalho, mas ainda há oportunidades
Juliana Andrade, Gerente de Qualidade na Fábrica da JTI

Dia da Mulher: pandemia reduz espaço de mulheres no mercado de trabalho, mas ainda há oportunidades

No Dia Internacional da Mulher, acende-se um debate importante: dados demonstram que a pandemia de coronavírus ampliou a desigualdade das mulheres no mercado de trabalho. No Brasil, números da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), por exemplo, apontam que 8,5 milhões de mulheres ficaram fora do mercado de trabalho no terceiro trimestre de 2020, o patamar mais baixo de empregabilidade dos últimos 30 anos. Já a taxa de participação delas na força de trabalho ficou em 45,8%, uma queda de 14% em relação a 2019.

Quando os dados do terceiro trimestre de 2020 são comparados ao primeiro – anterior aos impactos da pandemia – percebe-se que sete milhões de mulheres deixaram a força de trabalho, de um total de 11,2 milhões de pessoas. Já quando são analisados dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) sobre emprego formal, nota-se que de abril a dezembro, portanto analisando o período da crise sanitária, o saldo entre as vagas criadas e eliminadas ficou positiva para os homens que ocuparam 168 mil postos de trabalho. Já para as mulheres o saldo é negativo com 94,9 mil colocações eliminadas.

Mas ainda há oportunidades

Entretanto, essa não é a realidade em todas as organizações. Empresas que apostam na diversidade de seus quadros e no potencial das mulheres como força de trabalho seguem oferecendo empregos e oportunidades, como é o caso da multinacional Japan Tobacco International (JTI). Mesmo num cenário de crise e incertezas no mercado, a empresa cresceu 30% em 2020 e abriu mais oportunidades para mulheres.

Juliana Andrade, Gerente de Qualidade na Fábrica da JTI foi contratada em 2014 como temporária e efetivada um ano depois. Ela foi a responsável por implementar a fabricação de um novo produto da empresa, lançado em fevereiro de 2020, o cigarro de palheiro Natural American Spirit (NAS). O projeto desenvolvido entre junho e dezembro foi feito em tempo recorde e precisou enfrentar uma série de desafios, já que, por ser uma novidade, foi necessário desenvolver e estabelecer padrões de qualidade e produção específicos. “Foi super importante coordenar um projeto desafiador como esse, um trabalho em equipe feito de maneira muito eficaz e com todos trabalhando em prol do mesmo objetivo. Tivemos que nos reinventar e quebrar paradigmas para colocar a operação a funcionar. Uma oportunidade que me proporcionou diversos aprendizados”, afirma Juliana.

Para ela, a JTI tem conseguido criar um ambiente de trabalho no qual o gênero não interfere no reconhecimento. “Existe um movimento da empresa de trazer o debate e ações sobre a diversidade e a inclusão das mulheres no mercado de trabalho, mas, mais do que isso, sinto que aqui as pessoas são valorizadas pelo seu trabalho e as oportunidades são oferecidas de acordo com as competências. E, assim, naturalmente, vemos cada vez mais mulheres em posições de destaque”, ressalta.

Juliana Lins é mais um exemplo. Com cinco anos de casa, ela vem alcançando posições de destaque na organização e, no final de 2020, foi promovida a Gerente de Vendas e Trade, do Estado do Rio de Janeiro. Desde que assumiu o cargo, sua equipe vem batendo as metas mensalmente. “Entrei na JTI pela oportunidade de crescer junto com a empresa, tenho mostrado meu trabalho, os resultados e o reconhecimento tem sido muito positivo”, ressalta Juliana.

Ela atualmente coordena uma equipe de 40 pessoas, ainda formada majoritariamente por homens. “De maneira geral, a área de vendas da empresa ainda tem a predominância masculina. Porém, temos feito um esforço nas nossas seleções para ampliar o número de mulheres na equipe”, destaca.

Para Valeska Gadelha, Diretora de Marketing da JTI, muito mais que discursos e intenções, a organização vem mostrando na prática seu compromisso com a inserção e promoção das mulheres no mercado de trabalho. “Ambas as Julianas são exemplos significativos das oportunidades que temos oferecido às mulheres em nossa organização, mas existem muitas outras. Além disso, temos trabalhado cada vez mais para equilibrar a contratação de mulheres e promover um ambiente de trabalho acolhedor e respeitoso”, destaca.

Ela também ressalta outras medidas da organização nesse sentido como o Comitê de Diversidade e Inclusão – que promove debates e rodas de conversa sobre pautas levantadas pelos colaboradores; a adoção da licença-família – que garante 20 semanas de licença maternidade e paternidade aos colaboradores independentemente de sexualidade, forma de concepção ou identidade de gênero; e a adesão ao Movimento Mulher 360 – que busca compartilhar boas práticas de valorização e inclusão das mulheres no mundo corporativo. Dessa forma, a empresa acredita estar caminhando para uma maior equidade de gênero.

Um dos possíveis reflexo desse movimento pode ser a melhora dos resultados da empresa. Dados da pesquisa Women in Business and Management realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), apontam que 60,2% de empresas que apostaram em uma maior diversidade de gênero relataram aumento de lucro e produtividade, outras 54,4% afirmam que isso trouxe mais criatividade, inovação e abertura para as organizações. Números que deveriam deixar em alerta as organizações que optaram por outro caminho diante da pandemia.

Employer Branding

Reconhecida globalmente como Top Employer desde 2014, a JTI é uma empresa comprometida com seus 44 mil colaboradores. Acredita que todas as pessoas que fazem parte do time devem se sentir livres para atingir seu potencial ao máximo, desenvolver-se e brilhar ainda mais. Investe em um ambiente acolhedor, flexível, que respeita a diversidade e proporciona oportunidades para que as pessoas inovem e criem seu próprio futuro. No Brasil, a JTI é Top Employer desde 2018.

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