Ipkissia Máskarose: Na mente trapaceira de Loki, o Pai da Mentira

Ipkissia Máskarose: Na mente trapaceira de Loki, o Pai da Mentira

Algumas das melhores histórias que conhecemos começam contando o surgimento de um grande herói, mas a verdade é que uma boa história não vive apenas de heróis. E nenhum herói se torna grandioso, sem um grande vilão. Verdade seja dita, alguns destes vilões são tão bons em serem maus, que roubam até as atenções e preferências do público.

Aqui vamos falar de um desses vilões, literalmente um mal necessário, o Príncipe da Trapaça, Loki Laufeyson, ou simplesmente Loki, para os íntimos. Criado por Stan Lee, o roteirista Larry Lieber e o desenhista Jack Kirby, Loki é um antagonista para protagonista nenhum botar defeito.

Embora tenha aparecido pela primeira vez em Venus nº 06 (em agosto de 1949), foi só em Journey into Mystery nº 85 (outubro de 1962) que vimos a versão moderna do vilão pela primeira vez. Baseada na divindade da cultura nórdica, o personagem foi inserido em Asgard, sendo um grande vilão na vida de seu irmão Thor.

A Loki também é atribuída a união dos Vingadores, já que nos quadrinhos, assim como no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), também é a ameaça causada pelo vilão, que reuniu o grupo de heróis.

O sucesso de Loki como um grande vilão em várias histórias da Marvel é notória, mas sua guinada como anti-herói é menos conhecida, ou pelo menos era, até isso ocorrer também no MCU.

Atualmente o personagem é melhor explorado na série Loki, na Disney+, onde espera-se que o vilão, se torne um anti-herói, como aconteceu com sua versão de uma linha do tempo diferente, dentro dos filmes da Marvel.

Interpretado no MCU por Tom Hiddleston, ator que logo roubou a cena com suas aparições nos filmes do Thor de Chris Hemsworth, onde por vezes ofuscou o poderoso Deus do Trovão. O Pai da Mentira também teve várias adaptações que vão desde animações até jogos, para as mais diversas plataformas.

OBS: O texto a seguir se atém a fatos ficcionais, e todo o seu conteúdo faz parte de um copilado de ideias e interpretações de seus autores.

Para efeito desta análise, o foco será na versão desenvolvida pelo ator Tom Hiddleston, atual interprete do personagem Loki. Tom deu ao Deus da Trapaça um carisma incomum a um vilão. E muito do que sabemos desta versão de Loki, vem da interpretação única do ator.

Filho de Laufey, rei dos Gigantes de Gelo de Jotunheim, um dos Nove Reinos da cosmologia asgardiana, Loki é resgatado do campo de batalha por Odin (Anthony Hopkins). Sendo assim criado como um dos filhos do “Pai de Todos” e Frigga (Rene Russo), ao lado do herdeiro legítimo Thor.

Loki foi adotado por Odin como uma esperança de paz, entre os Gigantes de Gelo e os asgardianos. Porém, ao contrário do esperado pelo Pai de Todos, a ganância de Loki em desejar ser rei era grande demais e o colocou em rota de colisão com seu irmão Thor.

O Pai da Mentira sofre de um grande e poderoso complexo de rejeição, e vive acreditando que seu “pai” Odin, o rejeita em detrimento do seu irmão Thor. Essa relação conflituosa faz Loki perdurar em uma longa e contínua rivalidade com o irmão.

As diversas disputas e armadilhas sempre revelaram uma aura maligna no Deus da Trapaça. Um mestre em manipulação, ele induziu Thor a atacar os Gigantes de Gelo, quase levando o Deus do Trovão e os Guerreiros de Asgard a morte. O que para Loki, significaria ser o único na linha de sucessão ao trono.

É no filme Thor (2011) que vemos o quanto o Deus da Trapaça é maligno, com todo o seu lado vilão trazido à tona. Fácil de ver isso quando Loki mente para fazer seu irmão acreditar que Odin morreu e sua mãe, Frigga, não deseja o retorno do príncipe.

Aliás, o “Pai da Mentira” não tem essa alcunha atoa, Loki é o que pode-se chamar de mitomaníaco. Alguém que mente constantemente, independe do assunto. Mentir para ele não é apenas uma opção, mas acima de tudo, um meio de vida, seu primeiro e principal impulso natural. Ou seja, Loki mente como método.

Posterior ao primeiro filme que aparece, seu ataque junto ao exército chitauri levou Loki novamente ao centro da trama. Tendo em suas mãos não apenas uma, mas duas poderosas Joias do Infinito. E também revelou um outro grande método do vilão, a manipulação.

Em Vingadores (2012), Loki manipulou o coração de diversos personagens, entre eles o Gavião Arqueiro de Jeremy Renner. Manipular pessoas e jogar com suas vidas faz parte da personalidade do Deus da Trapaça.

Existe um dito popular que diz que “o maior erro do esperto, é achar que todo mundo é burro“, bem esse também é um erro comum nas histórias de Loki. Por vezes o ególatra acaba levando a pior por confiar no seu ego e se sentir superior a todos, sendo essa soberba uma das suas maiores fraquezas.

Isso também pode ser fruto de sua mitomania, de tão presente em sua vida, por vezes Loki não se dá conta de que está ocorrendo em autoengano, quando não só mente para os outros, mas também para si próprio. Com isso passa a acreditar em sua versão da história como sendo a real.

Com um olhar um pouco mais aprofundado para o primeiro episódio da série Loki, é possível perceber que durante sua ação no filme Vingadores, quando ataca e remove o olho de um homem, é possível vê-lo sentindo prazer naquele ato. O que mostra o lado sádico e doentio do vilão.

Assim como apenas ser demovido de suas ideias, após ver, não a morte de seus pais adotivos, mas a sua própria, revela que o maior medo de Loki é perder a si mesmo. Não que seja incapaz de sentir as outras mortes. Mas apenas diante da própria morte, ele é capaz de perceber o caminho pelo qual suas ações o conduzem, revelando um outro sentimento também já conhecido do vilão, o egoísmo.

Com todos esses comportamentos tão vívidos dentro de sua psique e sabendo bem as origens não só do deus nórdico, que serviu de inspiração para a criação do personagem, mas também do próprio mito da máscara que originou todo o Ipkissia Máskarose. É por tanto, possível afirmar que o asgardiano não apenas sofre de Ipkissia Máskarose, mas tem em si a semente de origem deste mal.

Sendo ele assim não um paciente grave, mas o paciente zero, cuja origem é anterior ao primeiro caso que abordamos e sem dúvida alguma, podemos garantir que, o Pai da Mentira, também tem paternidade na criação da Ipkissia Máskarose.

Gostou do texto? “Ipkissia Máskarose”, estará de volta na próxima semana com um novo personagem. Você pode nos ajudar a escolher ele comentando abaixo o que achou e qual personagem quer ver na próxima matéria.

Por: Augusto “Clark” Miranda, Hiago Luis e Luiz CarlosCapitão

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Redação do Dinastia N

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