Variante brasileira do coronavírus pode ‘driblar’ sistema imunológico, diz estudo
Transferência de pacientes com Covid-19 do Pará (Foto: Pedro Guerreiro/Ag Pará)

Variante brasileira do coronavírus pode ‘driblar’ sistema imunológico, diz estudo

O Brasil vivenciou nesta terça-feira (2) o seu pior dia desde o início da pandemia do coronavírus, registrando 1.726 mortes em 24 horas. Tal fatalidade pode estar associada com a variante P.1 do SARS-CoV-2, conhecida como ‘variante brasileira do coronavírus‘, que pode ser até 2,2 vezes mais contagiosa que a cepa original, além de ter até 10 vezes a carga viral e conseguir escapar do sistema imunológico, segundo estudo conduzido por cientistas britânicos e brasileiros, publicado na Imperial College de Londres.

Este primeiro estudo, ainda preliminar e a ser revisado por seus pares, conclui que esta variante identificada pela primeira vez no estado do Amazonas, é entre 1,4 e 2,2 vezes mais contagiosa do que a cepa original, então seria provável que estivesse por trás da intensa segunda onda que o Brasil vem sofrendo desde o final de dezembro.

Além disso, os pesquisadores descobriram que o P.1 pode ‘driblar’ o sistema imunológico reinfectando entre 25 e 61% das pessoas que já haviam sofrido de COVID-19.

Leia também:

Nova cepa do coronavírus capaz de “escapar de anticorpos” é detectada em dez países

Conass pede toque de recolher das 20h às 6h e mais rigor nas restrições

Variante brasileira da Covid-19 pode virar ‘monstro’, diz governadora italiana

Eles também descobriram que P.1 está associado a um aumento de 1,1 a 1,8 vezes no risco de mortalidade, embora não esteja claro se é devido à variante ou ao colapso do sistema de saúde sofrido durante esta segunda onda em Manaus.

O estudo é baseado em um modelo matemático implementado pelo Imperial College de Londres, que analisa o genoma de 184 amostras de secreção nasofaríngea de pacientes com diagnóstico de COVID-19 em um laboratório de Manaus entre novembro de 2020 e janeiro de 2021.

Além disso, outro estudo divulgado em 26 de fevereiro, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, revela que a carga viral de indivíduos infectados com essa variante seria até 10 vezes maior.

Variante P.1 ao redor do mundo

Coronavirus – Covid-19 (Imagem: Pixabay)

Embora se tenha considerado que após a primeira onda, mais de 70% da população da capital do estado do Amazonas, Manaus, já teria contraído covid-19, portanto estaria muito próximo da imunidade de rebanho, uma segunda onda entre dezembro e janeiro abalaram com força a região e, principalmente, sua capital.

Agora, considera-se que essa segunda onda estaria relacionada à variante P.1 do SARS-CoV-2, que teria circulado na área desde o início de novembro e teria capacidade de superar os anticorpos da população que já se curou da covid.

Essa variante foi relatada em mais de 20 países ao redor do mundo e continua a se espalhar.

Até agora, até 17 mutações foram identificadas nesta nova cepa, ou seja, um número incomumente grande em comparação com as variantes circulantes anteriormente.

Desde o início da pandemia, o Brasil ultrapassou 10,5 milhões de positivos e 255 mil mortes , ocupando o segundo lugar no ranking de óbitos, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro em número de infecções.

Esta notícia foi interessante para você? Compartilhe com seus amigos!

One thought on “Variante brasileira do coronavírus pode ‘driblar’ sistema imunológico, diz estudo

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: