UFRN recruta voluntários que testaram positivo para Covid-19

maio 28, 2020 0 Por Rafael Nicácio
UFRN recruta voluntários que testaram positivo para Covid-19

Permitir a coleta de uma amostra de sangue e informar sobre os sintomas causados pela covid-19. É necessário apenas isso para que quem foi testado positivo para contaminação pelo novo coronavírus possa ajudar a ciência a saber mais sobre essa doença e estabelecer formas de combatê-la. Para se voluntariar a essa ação, basta entrar em contato, até o dia 15 de junho, por WhatsApp ou ligando para os números divulgados no final da matéria.

Enquanto uma parte dos cientistas espalhados em diversos centros de estudos distribuídos pelo mundo trabalha para desenvolver uma vacina para o novo coronavírus, outra busca criar um medicamento que seja eficaz no combate à Covid-19. Mas paralelo a esse esforço, há também outro grupo de pesquisadores que investiga se o desenvolvimento de formas graves dessa doença pode ser explicado pela genética.

Para tentar responder a essa questão, 45 instituições de pesquisa de 12 países se uniram em um trabalho de sequenciamento do genoma de pessoas acometidas pela covid-19, para tentar saber se há nelas características genéticas que podem indicar se a doença vai evoluir de maneira branda ou mais severa.

No RN, esse trabalho, que acontece em parceria com a Universidade de Compostela (Espanha), está sendo feito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas (DACT) do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRN) e do Instituto de Medicina Tropical (IMT/UFRN). Colaboram com a atividade estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF/UFRN). Também fazem parte dessa ação o Hospital São Lucas, em Natal, e a Secretaria Municipal de Saúde de Macaíba.

Nessa fase da pesquisa, a meta é coletar no RN, até o dia 15 de junho, amostras de sangue e informações sobre a sintomatologia de 300 voluntários que testaram positivo para a Covid-19. Até o momento, 130 pessoas já participam da amostragem. A professora do DACT e coordenadora desse trabalho, professora Vivian Nogueira Silpiger, explica que essa coleta está sendo feita aqui e em diversos lugares do mundo porque os pesquisadores querem descobrir se características genéticas dos indivíduos de determinadas regiões podem indicar uma tendência na evolução da doença, se para formas mais ou menos graves. Num futuro não tão distante, essas informações seriam importantes para que os gestores possam definir uma atuação mais adequada de combate à covid-19, considerando as tendências genéticas de determinados grupos populacionais.

A professora Vivian Nogueira destaca ainda que a Covid-19 é uma doença nova e que para combatê-la é indispensável o conhecimento científico. Essa pesquisa vai justamente nesse sentido. Na luta contra essa pandemia, toda ajuda é necessária, e quem se voluntaria para essa pesquisa tanto contribui para o desenvolvimento da ciência quanto para o combate à doença.

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