Trump diz que irá resolver problema com Coreia do Norte “sem ajuda” da China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou seu perfil oficial no Twitter nesta terça-feira (11) para afirmar que está pronto para lidar com a Coreia do Norte, mesmo sem a ajuda da China. “A Coreia do Norte está procurando problemas. Se a China decidir ajudar, isso será genial. Se não, resolveremos o problema sem eles!”, escreveu o mandatário.

Trump teve um encontro com o presidente chinês Xi Jinping na semana passada. Entre os assuntos tratados na reunião esteve o programa de armamento nuclear da Coreia do Norte. No encontro, o presidente norte-americano explicou “que um acordo comercial com os EUA será muito melhor para eles se resolverem o problema com a Coreia do Norte”.

Como os chineses são os maiores parceiros dos norte-coreanos e um dos financiadores do país, os Estados Unidos esperam que a China possa interceder positivamente pelo país e pressione a Coreia para abrir mão de seu plano armamentista. A China não se comprometeu a pressionar a Coreia.

O governo norte-coreano criticou hoje (11) os Estados Unidos pelo envio de um navio porta-aviões para a península coreana. Em comunicado, o país liderado por Kim Jong-Un disse que os “movimento insensatos dos Estados Unidos para invadir a República Democrática Popular da Coreia atingiram uma fase grave”.

Além disso, o governo do país também informou estar preparado para responder qualquer “agressão” vinda dos Estados Unidos. Pyongyang “está preparada para qualquer guerra desencadeada por Washington, e a nação norte-americana será responsável pelas consequências devastadoras de seus atos”, informou o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano.

A tensão entre os países aumentou após o ataque à Síria. A Rússia também fez considerações sobre o envio do envio porta-aviões norte-americano ao mar sul-coreano. Moscou disse estar “preocupada” com a postura adotada por Washington e teme que os Estados Unidos adotem medidas unilaterais contra a Coreia do Norte.

O secretário de estado norte-americano Rex Tillerson está em Moscou para uma reunião com o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, dias depois do ataque dos Estados Unidos à Síria e no momento mais delicado das relações entre os dois países desde que Donald Trump assumiu o poder.

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