Futebol Internacional

Trabalhadores da FCA protestam contra ida de CR7 a Juventus

Foto: Wikimedia Commons

(ANSA) – A transferência de Cristiano Ronaldo à Juventus, anunciada ontem por 112 milhões de euros, gerou protestos e pode até provocar uma greve de trabalhadores da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) na Itália.

Membros do Sindicato Intercategorias Cobas (SI Cobas) e outros ex-operários da companhia de automóveis protestaram hoje (11) em frente à fábrica da FCA em Pomigliano d’Arco, na Campânia, pelo alto valor da transferência.

A ligação entre a Juventus e a FCA é forte, pois, além do patrocínio para estampar a marca da Jeep no uniforme “bianconero”, o clube de Turim e a companhia de automóveis italiana possuem o mesmo acionista majoritário, a família Agnelli.

No protesto de hoje diante da fábrica, um ex-funcionário, que foi demitido por encenar o “suicídio” do CEO da FCA, Sergio Marchionne, através de um manequim, usou uma camiseta com a foto do mesmo boneco “enforcado” em 2014, mas com a cabeça de Ronaldo e a inscrição “400 milhões retirados dos bolsos dos trabalhadores? Não, obrigado”.

Outros cartazes foram espalhados pelas paredes da fábrica. Em um deles, está escrito que os trabalhadores que “pagam o salário” do astro português.

De acordo com a emissora italiana “Mediaset”, alguns funcionários da FCA estão incomodados pela quantia paga pela transferência do jogador à Juventus, além do salário que o clube estaria disposto a pagar ao português, que deverá ser de 30 milhões de euros anuais.

Um dos operários da empresa reclamou da contratação e afirmou que os trabalhadores da FCA não “ganham um aumento há 10 anos”. Além disso, revelou que, se dividisse o salário de CR7 com todos os funcionários, seria possível um aumento de 200 euros por mês.

Em outra fábrica da FCA na Itália, em Melfi, na região da Basilicata, a União Sindical de Base (USB) proclamou uma greve das 22h de domingo às 6h da próxima terça-feira.

“É inaceitável que uma empresa que continua pedindo enormes sacrifícios econômicos aos seus trabalhadores decida gastar centenas de milhões de euros para a compra de um jogador”, criticou a USB, em um comunicado.

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