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Fátima Bernardes chora ao vivo por morte de Paulo Gustavo e faz desabafo: “Isso é um crime”

A apresentadora fez um longo desabafo

Fátima Bernardes dedicou o programa “Encontro” desta quarta-feira (05) ao humorista Paulo Gustavo, que morreu na última terça-feira (04) após não resistir às complicações da Covid-19. A apresentadora não segurou as lágrimas e se emocionou ao falar sobre o artista.

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“Era para ser um ‘Encontro’ feliz hoje, para falarmos desse fenômeno que foi a Juliette, campeã do ‘BBB 21’. Mas a vida está aí para surpreender a gente para o bem e para o mal, e então nós resolvemos abrir espaço aqui hoje para homenagear o genial, o querido Paulo Gustavo”, disse a jornalista.

Em seguida, Fátima Bernardes criticou a gestão da pandemia no Brasil e disse que “mortes poderiam ser evitadas”. “Tem sido muito difícil ver a morte de tantos brasileiros. E quando a perda é muito próxima, ela reascendo a dor de todas as outras mortes. Hoje é um dia de luto pelo Paulo Gustavo, mas também por todos os outros que se foram por conta dessa doença terrível que é a covid-19. E pela forma como essa pandemia vem sendo administrada, infelizmente, aqui no nosso país. Dói muito saber que muitas pessoas, muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas. Cadê a vacina, o respeito ao distanciamento, ao uso de máscara? Cadê uma campanha forte e firme de alerta e informação da população?”, indagou a jornalista.

Desabafo de Fátima Bernardes

Após uma conversa virtual com Fábio Porchat e Heloisa Périssé, Fátima Bernardes fez um extenso desabafo e paralelo entre a morte de Paulo Gustavo e o descaso do governo e população frente à pandemia. “Não adianta hoje você estar chorando pelo Paulo Gustavo, pela morte de pessoas queridas, e você vai para a rua sem máscara, vai para a rua aglomerar desnecessariamente. Não estamos falando do trabalhador no ônibus, nem no trem. Estamos falando das pessoas que estão fazendo festas clandestinas. Isso é um absurdo, isso é crime. Você está colaborando para esse número subir”, iniciou.

Em seguida, fez uma série de apelos. “Pelo amor de Deus, o que falta acontecer? O que falta acontecer para que você saia de casa de máscara, com duas, se possível? O que falta também para esse país distribuir máscaras para as pessoas que não têm condições de comprar? Não tem vacina, então que se distribua máscaras. As pessoas não têm dinheiro muitas vezes. A gente tem péssimas condições de higiene, a gente tem um país com um péssimo saneamento básico, a gente ainda tem pessoas e escolas que não têm água.”

Por fim, Fátima Bernardes encerrou: “O que a gente pode fazer, tem que ser feito agora, não há mais o que esperar. Nós estamos não só tristes, nós estamos indignados, revoltados. É muito ruim quando a tristeza e a indignação se misturam com a raiva, é um sentimento que eu não gostaria de estar sentindo nesse momento. Eu queria estar dando vazão apenas à tristeza, mas infelizmente não é possível sentir só tristeza nesse momento. Me desculpem o desabafo”.

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Claudio Augusto

Jornalista formado pela UFG (Universidade Federal de Goiás), com passagem pela Rádio Universitária (UFG) e TV Anhanguera de Goiânia.

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