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Ex-repórter do Ratinho processa SBT após ser demitido com doença grave

Ney Inácio foi dispensado com câncer após 23 anos de SBT

Ney Inácio, de 65 anos, ex-repórter de Ratinho, no SBT, venceu um processo que moveu contra o SBT há duas semanas. Ele, que atuou por 23 anos no “Programa do Ratinho”, foi demitido em agosto do ano passado, em plena pandemia, após diagnóstico de câncer.

Ademais, segundo informações do colunista Leo Dias, a justificativa para o afastamento foi que Ney Inácio era grupo de risco para a Covid-19. Assim, o jornalista decidiu abrir processo contra a emissora de Silvio Santos.

Vitor Kupper, advogado responsável pelo caso, disse que a Justiça do Trabalho reconheceu o vínculo empregatício e a a dispensa discriminatória, por conta da demissão durante o tratamento de um câncer de próstata. Com isso, após o reconhecimento de fraude na contratação através de pessoa jurídica, o SBT foi condenado a pagar todos os encargos trabalhistas.

“Além dos direitos trabalhistas, foi conferido ao repórter a aplicação das normas coletivas da categoria dos jornalistas, o que conferiu ainda o direito a outros benefícios normativos, tais como reajustes da categoria, multas normativas pela ofensa a convenção coletiva da categoria”, detalhou o advogado.

Ney Inácio desabafa sobre Ratinho

Ney Inácio disse que se decepcionou com Ratinho pela demissão, já que o considerava amigo há mais de 30 anos. “Ele não me deu a mão, veio falar comigo um ano depois. E nunca ofereceu trabalho em sua rede de televisão e rádio. O piloto quem fez fui eu porque o Ratinho no dia estava de licença, então fiz no lugar dele. Lógico que não foi para o ar, foi só para testar câmeras, posicionamentos, aquela coisa toda. Estava lá desde o primeiro programa dele”, disse.

Então, o jornalista disse que só foi procurado por Ratinho um ano depois. “Mesmo assim, nunca ofereceu um trabalho. Só promessa, fiquei chateado. Ele pagou seis injeções para mim, caras. Cada uma custava quatro mil reais. Ele deu do bolso dele, nunca vou me esquecer, jamais. Agradeço muito a ele por isso, mas quando fiquei desempregado, precisando realmente trabalhar, ele não abriu as portas da Rede Massa dele, no Paraná, em Santa Catarina, onde moro hoje, em uma ilha”, desabafou.

“Em rádio, nada. Ele podia ter feito isso. Ele é dono. Não tem vaga? Ele é o dono, ele faz a vaga. São mais ou menos 20 emissoras de rádio ou mais. E umas 15 de televisão. Nesse ponto, ele não me ajudou não, tenho que ser claro. Ele só me procurou para tentar fazer acordo para não desembolsar tanta grana. Quem paga a indenização… É metade o SBT, e a outra, é o Ratinho. Eles dividem lucros e despesas. Todo mundo que está saindo lá está entrando com ação. Só esse mês, quatro estão entrando com ação só do Programa do Ratinho”, completou.

Claudio Augusto

Jornalista formado pela UFG (Universidade Federal de Goiás), com passagem pela Rádio Universitária (UFG) e TV Anhanguera de Goiânia.

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