Tempestade solar irá atingir a Terra nesta sexta-feira (13)

Fenômeno pode causar falhas em dispositivos eletrônicos de navegação ou telecomunicação

Uma tempestade geomagnética, também conhecida como tempestade solar, irá afetar a Terra nesta sexta-feira, dia 13 de outubro, segundo informou o Centro Meteorológico Russo, de acordo com a agência TASS. O fenômeno, causado pela chegada do vento solar ao nosso planeta, terá uma magnitude 4 em uma escala que vai até 10, e se estenderá até o dia 14 de outubro. Além disso, o campo magnético da Terra pode sofrer alterações entre os dias 12 e até o 15 deste mês.

Apesar de não afetar o clima, os meteorologistas alertam que a tempestade solar pode causar falhas na navegação eletrônica ou dispositivos de telecomunicações e, portanto, aumentar o risco de acidentes. Além disso, as pessoas mais sensíveis a essas condições climáticas poderão sofrer desconforto físico, que vão de dores de cabeça a nervosismo, irritabilidade, exaustão ou ansiedade.

A última série de tempestades magnéticas começou no dia 6 de setembro deste ano, quando as primeiras partículas de plasma solar escaparam da gravidade da Terra após uma sucessão de fortes flashes em sua atmosfera.

O que é uma tempestade magnética?

Uma tempestade magnética é uma perturbação temporária da magnetosfera da Terra causado por uma onda de choque do vento solar e/ou nuvem magnética que interage com o campo magnético da Terra. O aumento da pressão do vento solar inicialmente comprime a magnetosfera. O campo magnético do vento solar então interage com o campo magnético da Terra e transfere um aumento de energia na magnetosfera. Ambas as interações causam um aumento na circulação de plasma através da magnetosfera (impulsionado pelo aumento de campos elétricos no interior da magnetosfera) e um aumento da corrente eléctrica na ionosfera e magnetosfera.

A magnetosfera minimiza os efeitos deste fenômeno, de modo que esse plasma solar não produz “efeitos catastróficos” e os humanos “sempre coexistiram com tempestades magnéticas, mesmo quando não conheciam “atividade solar e campo geomagnético ” do nosso planeta, explicou o astrônomo Sergey Popov.

Popov reconhece que “é impossível prever com precisão como essa tempestade pode nos afetar” e garante que, para estar mais seguro, deve-se considerar tanto sua magnitude quanto a ” temperatura ambiente e pressão atmosférica” durante os dias em que o fenômeno dure.

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