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China e Rússia se unem contra guerra comercial dos EUA

Os presidentes da Rússia e China, Vladimir Putin e Xi Jinping, lançaram uma contraofensiva em resposta à guerra comercial entre os Estados Unidos e o país asiático. A reunião dos líderes, que se realizou em Moscou, buscou fortalecer a cooperação entre os países, que assinaram diversos acordos comerciais.

“Propomos resistir à imposição de restrições infundadas ao acesso aos mercados de produtos de tecnologias da informação com a desculpa de garantia de segurança nacional, assim como à exportação de produtos de alta tecnologia”, diz uma declaração assinada ontem (5) pelos dois presidentes no Kremlin, na qual Rússia e China se comprometem a ampliar a cooperação estratégica e desenvolver novas parceiras.

O documento também ressalta os planos de “se opor à ditadura política e à chantagem na cooperação comercial e econômica internacional, e condenar a aspiração de alguns países de se acharem no direito de decidir os parâmetros de cooperação entre outros países”.

Acusados de promoverem censura nas redes, Putin e Xi também prometeram “garantir o funcionamento pacífico e seguro da internet sobre a base da participação em igualdade de condições de todos os países em tal processo”.

Putin e Xi ressaltaram que “nos últimos anos” as relações entre Rússia e China atingiram níveis “sem precedentes” na história e citaram como exemplo as trocas comerciais, que já superaram US$ 108 bilhões.

A China é um dos principais alvos dos Estados Unidos numa guerra comercial. Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou sobretaxar praticamente quase todos os bens chineses importados pelos EUA. Em resposta, Pequim alertou sobre a possível falta de terras raras, matéria-prima fundamental para a indústria de alta tecnologia, smartphones e automóveis. Os americanos importam da China 80% das terras raras que utilizam.

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Mundo

Com 55 km de extensão, China inaugura maior ponte marítima do mundo

(ANSA) – O presidente da China, Xi Jinping, inaugurou nesta terça-feira (23) a ponte marítima Hong Kong-Zhuhai-Macau (HZMB, na sigla em inglês), que, com 55 quilômetros de extensão, é a maior do mundo em mar aberto.

A estrutura conecta Hong Kong, Macau e a cidade de Zhuhai, no sul do país, em uma obra que também inclui ilhas artificiais e um túnel subaquático. A construção da ponte custou cerca de US$ 20 bilhões.

“Ela proporcionará aos moradores desses lugares maior troca econômica e comercial, além de melhorar a competitividade do Delta do Rio das Pérolas”, disse na cerimônia de inauguração o vice primeiro-ministro chinês, Han Zheng.

A viagem entre Zhuhai e Hong Kong, por exemplo, que levava três horas de carro, foi reduzida para apenas 30 minutos.

Para erguer a ponte, foram utilizadas mais de 420 mil toneladas de aço, cerca de 60 vezes mais do que a quantidade usada para construir a Torre Eiffel, em Paris, na França. A obra também envolveu mais de 14 mil trabalhadores e 100 navios.

A complexa construção começou em 2009 e estava planejada para ser concluída em 2016, mas registrou diversos atrasos no cronograma. A obra também é alvo de polêmicas devido aos altos custos e à morte de 18 trabalhadores em serviço.

Engenheiros garantiram que a ponte consegue resistir a terremotos de até oito graus na escala Richter, além de ter sido projetada para durar pelo menos 120 anos.

Confira o vídeo com imagens da maior ponte do mundo

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