Mundo

Na ONU, Bolsonaro ataca Macron, Cuba e Venezuela

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas ao socialismo, aos governos anteriores do PT e aos países estrangeiros que questionaram o Brasil sobre as queimadas na Amazônia, ao discursar nesta terça-feira (24) na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

“Apresento aos senhores um novo Brasil, que ressurge após ter estado à beira do socialismo”, disse Bolsonaro, iniciando seu discurso. “No meu governo, o Brasil vem trabalhando para reconquistar a confiança do mundo, diminuir o desemprego e a violência”.

Bolsonaro citou explicitamente Cuba e Venezuela e fez referências às gestões de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. “Meu país esteve muito próximo do socialismo, que nos levou à corrupção generalizada, recessão, alta criminalidade e ataque ininterrupto aos valores familiares que formam as nossas tradições”, afirmou.

“Em 2013, um acordo do PT com ditadura cubana trouxe ao Brasil 10 mil médicos sem comprovação profissional, sem poder trazer suas famílias. Um verdadeiro trabalho escravo respaldado por entidades de direitos humanos do Brasil e da ONU”, criticou Bolsonaro, cujo governo encerrou o programa Mais Médicos.

O presidente também criticou o Foro de São Paulo, dizendo ser “uma organização de partidos de esquerda que trabalha para implementar o socialismo na América Latina, que continua vivo e tem que ser combatido”. “Trabalhamos para que outros países da América do Sul não experimentem esse nefasto regime”, disse.

A questão do meio ambiente, envolvendo a polêmica das queimadas na Amazônia, também esteve presente em boa parte do discurso de Bolsonaro na ONU, que reafirmou que a floresta faz parte da soberania do Brasil. “Em primeiro lugar, meu governo tem o compromisso solene com a preservação do meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável do Brasil e do mundo”, ressaltou.

“Nossa Amazônia é maior que toda a Europa Ocidental e permanece intocada, prova que somos um dos países que mais protege o meu ambiente”, garantiu Bolsonaro, acusando a mídia de publicar “mentiras” sobre o assunto.

O presidente justificou os incêndios como eventos “naturais ou criminosos” que ocorrem “nessa época do ano”, com “os ventos que favorecem as queimadas”, e disse que o Brasil sofre “ataques sensacionalistas de grande parte pela imprensa internacional”.

“É uma falácia dizer que o Amazônia é patrimônio da humanidade”, criticou. Sem citar diretamente o presidente da França, Emmanuel Macron, Bolsonaro disse que “outros países, em vez de ajudar”, “questionaram aquilo que nos é mais sagrado, a nossa soberania”.

“Um deles, por ocasião do encontro do G7, ousou sugerir aplicar sanções ao Brasil sem ao menos nos ouvir”, alfinetou Bolsonaro, referindo-se a Macron, ao mesmo tempo em que elogiou o norte-americano Donald Trump, que conseguiu evitar que a Amazônia aparecesse na declaração final da cúpula de Biarritz.

“Hoje, 14% do território brasileiro está demarcado como território indígena. Eles querem e merecem usufruir dos mesmos direitos que todos nós. Mas o Brasil não vai aumentar para 20% a área demarcada, como alguns chefes de Estado gostariam”, rebateu.

Bolsonaro também minimizou o ativismo do cacique Raoni Metuktire, alegando que “a visão de um líder indígena não representa a de todos os outros líderes. “Muitas vezes, alguns, como o cacique Raoni, são usados por outros países para seus interesses na Amazônia”. O presidente brasileiro leu uma carta de lideranças indígenas e elogiou a youtuber Ysani Kalapalo, que apoia as ações do governo na Amazônia.

“O Brasil hoje tem um presidente que se preocupa com o povo que lá estava antes da chegada dos portugueses, em 1500. Os que nos atacam não estão preocupados com o ser humano índio, mas com suas riquezas”.

Em outro momento do discurso, Bolsonaro disse que foi “covardemente esfaqueado por um militante de esquerda”, fez menção a Deus à Bíblia, e disse que seu regime não tolerará “terroristas”.

“Cesare Battisti foi preso na Bolívia e extraditado à Itália. “Terroristas sob o disfarce de perseguidos políticos não mais encontrarão refúgio no Brasil”, exclamou.

Bolsonaro foi o primeiro presidente a discursar na Assembleia da ONU, mantendo uma tradição diplomática. Desde 1949, graças ao diplomata brasileiro Oswaldo Aranha, o Brasil é o primeiro país a discursar na Assembleia Geral da ONU. Em seguida, é a vez dos Estados Unidos.

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Mundo

Bolsonaro recua sobre Venezuela para não polemizar com Putin

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro admitiu neste sábado (29) que desistiu de cobrar a Rússia sobre a crise na Venezuela para “não polemizar” com Vladimir Putin.

Moscou é a principal aliada do regime de Nicolás Maduro, considerado ilegítimo pelo Brasil, que apoia o autoproclamado presidente Juan Guaidó. “Nós sabemos que quem decide o futuro do mundo são as potências nucleares, então não quis polemizar com o senhor Putin, e tocamos o barco”, disse Bolsonaro.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, um rascunho do discurso do presidente na reunião dos Brics durante a cúpula do G20 previa uma cobrança de ajuda para a transição de governo na Venezuela – além da Rússia, a China também apoia Maduro.

“Eu estava na presença do presidente da Rússia e vi que não era o momento de ser mais agressivo na questão”, acrescentou Bolsonaro. O Brasil é o atual presidente rotativo dos Brics, que também reúne África do Sul e Índia, e sediará a cúpula anual do grupo, em novembro, em Brasília.

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Rússia alerta EUA para não interferir na Venezuela

(ANSA) – O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alertou nesta quarta-feira (1) os Estados Unidos sobre os riscos de uma possível intervenção militar na Venezuela. Por telefone, Lavrov conversou com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que mais cedo tinha dito que era “possível” que o país tomasse alguma ação militar na Venezuela.

Para Moscou, “uma ingerência dos EUA nos assuntos internos da Venezuela” representaria uma violação do direito internacional e geraria “consequências graves”. “É uma violação flagrante do direito internacional que não tem nada relacionado com democracia”, criticou, em nota, o governo russo.

Os Estados Unidos apoiam o autoproclamado presidente e deputado opositor da Venezuela, Juan Guaidó, enquanto a Rússia defende o regime de Nicolás Maduro. No telefonema com Lavrov, Pompeo, por sua parte, acusou a Rússia e Cuba de “desestabilizarem a Venezuela”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também aumentou o tom contra Cuba. “Se as tropas e milícias cubanas não pararem imediatamente as operações militares e de outros gêneros que causam a morte e a destruição da Constituição venezuelana, colocaremos um embargo total sobre toda a ilha de Cuba, junto com mais sanções”, escreveu o republicano em seu perfil no Twitter.

Desde ontem, Caracas é palco de protestos convocados por Guaidó, que chegou a anunciar a intenção de retirar Maduro do poder. O opositor disse contar com o apoio das Forças Armadas, porém Maduro garante que o Exército ainda está ao seu lado. Ao menos 59 pessoas ficaram feridas e uma morreu nas manifestações.

Nações Unidas

O escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH) disse estar “extremamente preocupado” com as notícias do uso excessivo da força contra manifestantes na Venezuela. “Diante dos protestos em massa na agenda de hoje, fazemos um apelo a todas as partes de moderação, e a todas as autoridades para respeitarem o direito às manifestações pacíficas”, disse uma nota do alto comissariado.

Redes sociais

O governo da Venezuela acusou o Twitter de suspender contas institucionais e de ministérios do governo de Nicolás Maduro, como o da Mulher, da Educação e de Energia. Caracas acusou a rede social de “violar mais uma vez a liberdade de expressão para defender seus próprios interesses”. Outras entidades, como a agência de notícias AVN, o Ministério do Petróleo e os jornais “El Correo del Orinoco”, também teriam sido afetados, além de contas de embaixadas e consulados venezuelanos pelo mundo.

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Venezuela começa a vender sua criptomoeda, a ‘Petro’

(ANSA) – O governo da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro, lançou oficialmente sua criptomoeda, a “Petro”, que é lastreada ao petróleo. No primeiro dia de pré-venda, a moeda arrecadou US$ 753 milhões, informou Caracas.

A “Petro” tem como lastro 5,342 bilhões de barris de petróleo e, de acordo com Maduro, pretende gerar um “sistema financeiro mais justo”.

O governo tinha decidido que o total de ativos virtuais emitidos seria 100 milhões de petros, sem emissões extraordinárias, e dos quais 82,4 milhões estariam disponíveis para a pré-venda, realizada ontem. “São 20h32 de 20 de fevereiro e alcançamos uma intenção de compra na pré-venda da ordem de 4,777 bilhões de iuanes, 596 milhões de euros, US$ 735 milhões”, afirmou Maduro.

O presidente alega que a criptmoeda pode ajudar a Venezuela a sair da crise econômica na qual se encontra, além de burlar restrições sofridas por sanções internacionais. No entanto, especialistas alegam que a “Petro” não deve atrair tantos investidores quanto o governo da Venezuela espera devido à baixa confiança no país.

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ONU pede que Venezuela respeite liberdade de manifestação de seus cidadãos

O Escritório do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ONU) pediu nesta sexta-feira (28) às autoridades da Venezuela que respeitem o direito dos seus cidadãos à liberdade de expressão, assembleia e manifestação pacífica. A Informação é da Agência EFE.

“Estamos muito preocupados pela proibição dos direitos básicos de expressão e manifestação, especialmente no contexto do processo eleitoral de domingo”, afirmou em coletiva de imprensa a porta-voz do escritório, Liz Throssell.

O governo venezuelano proibiu “reuniões e manifestações públicas, concentrações de pessoas e qualquer outro ato similar que possa perturbar ou afetar o normal desenvolvimento do processo eleitoral” a partir de hoje e até 1º de agosto para, segundo sua versão, permitir a votação de uma nova Assembleia Constituinte.

Throssell lembrou que a Venezuela deve respeitar a lei internacional de direitos humanos e, por isso, reiterou sua “preocupação” pelo fato de todas as manifestações terem sido proibidas.

“É por isso que fazemos uma chamada às autoridades para que respeitem o direito dos cidadãos à liberdade de expressão, associação e assembleia pacífica”, afirmou.

A porta-voz acrescentou que o escritório da ONU está “profundamente preocupado com o risco de mais violência na Venezuela no marco das eleições de domingo” para a Constituinte.

Throssell especificou que devem respeitar-se “os desejos” dos venezuelanos a participar ou não nas eleições e que, ainda que ninguém deva ser obrigado a votar, aqueles que queiram participar no processo devem poder fazê-lo.

Nesse sentido, a porta-voz fez um apelo àqueles que se opõem à eleição da Constituinte para que o façam de “forma pacífica.”

A respeito do processo da nova Constituinte, Throssell disse que o escritório das Nações Unidas não se posicionaria e que se limitava a denunciar o tumultuoso “contexto” em que estas eleições são realizadas.

No entanto, a porta-voz acrescentou que “uma modificação constitucional só pode ser realizada com um amplo consenso e a participação de todos os setores da sociedade.”

Da Agência Brasil

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