Mundo

EUA lançam ataques cibernéticos contra o Irã

(ANSA) – Os Estados Unidos lançaram na última quinta-feira (20) uma série de ciberataques contra o Irã, informou neste domingo (23) o jornal “The New York Times”.

Os ataques cibernéticos teriam como alvo agentes de segurança e inteligência do regime iraniano, quem Washington acredita que esteja por trás das explosões contra dois petroleiros no Golfo de Omã.

Os ciberataques começaram no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogitou lançar mísseis contra o território do Irã, mas desistiu. De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, os ataques cibernéticos afetaram os sistemas informáticos de lançamentos de mísseis do Irã. Mas, segundo especialistas, é difícil mensurar os danos.

Estados Unidos e Irã vivem uma escalada de tensão desde o ano passado, quando Trump abandonou o acordo nuclear assinado em 2015 com Teerã. Neste mês de junho, dois petroleiros explodiram no Golfo de Omã, e os Estados Unidos acusaram o Irã pelo ataque. Em seguida, o regime iraniano derrubou um drone de vigilância norte-americano.

Além dos incidentes, as autoridades de ambos os países têm trocado declarações de ameaças. Durante uma sessão do Parlamento iraniano, deputados entoaram palavras como “morte à América”. “A América é o verdadeiro terrorista que difunde o caos, fornece armas avançadas aos grupos terroristas e agora vem e diz: ‘vamos negociar'”, ironizou o vice-presidente do Parlamento, Masoud Pezeshkian.

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Mundo

China e Rússia se unem contra guerra comercial dos EUA

Os presidentes da Rússia e China, Vladimir Putin e Xi Jinping, lançaram uma contraofensiva em resposta à guerra comercial entre os Estados Unidos e o país asiático. A reunião dos líderes, que se realizou em Moscou, buscou fortalecer a cooperação entre os países, que assinaram diversos acordos comerciais.

“Propomos resistir à imposição de restrições infundadas ao acesso aos mercados de produtos de tecnologias da informação com a desculpa de garantia de segurança nacional, assim como à exportação de produtos de alta tecnologia”, diz uma declaração assinada ontem (5) pelos dois presidentes no Kremlin, na qual Rússia e China se comprometem a ampliar a cooperação estratégica e desenvolver novas parceiras.

O documento também ressalta os planos de “se opor à ditadura política e à chantagem na cooperação comercial e econômica internacional, e condenar a aspiração de alguns países de se acharem no direito de decidir os parâmetros de cooperação entre outros países”.

Acusados de promoverem censura nas redes, Putin e Xi também prometeram “garantir o funcionamento pacífico e seguro da internet sobre a base da participação em igualdade de condições de todos os países em tal processo”.

Putin e Xi ressaltaram que “nos últimos anos” as relações entre Rússia e China atingiram níveis “sem precedentes” na história e citaram como exemplo as trocas comerciais, que já superaram US$ 108 bilhões.

A China é um dos principais alvos dos Estados Unidos numa guerra comercial. Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou sobretaxar praticamente quase todos os bens chineses importados pelos EUA. Em resposta, Pequim alertou sobre a possível falta de terras raras, matéria-prima fundamental para a indústria de alta tecnologia, smartphones e automóveis. Os americanos importam da China 80% das terras raras que utilizam.

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Economia

Crise na Turquia apresenta risco para a economia mundial

A desvalorização da lira turca atingiu em cheio os grandes bancos europeus. Com política expansionista, inflação descontrolada, desvalorização cambial aliada aos créditos a juros baixos incentivados pelo governo do presidente Recep Erdogan, a moeda turca desvalorizou 40% e acabou contaminando a economia global.

De acordo com o operador Rafael Mendes da WM Manhattan, mesa proprietária que opera no mercado de renda variável e ensina traders atuarem na bolsa de valores, o que fez a situação se agravar mundialmente foi a crise ter atingido em cheio os grandes bancos europeus, como UniCredit italiano, BNP Paribas francês e o BBVA espanhol, onde cerca de 14% dos investimentos estão na Turquia.

“Esses bancos mantêm em seus portfólios títulos da dívida pública turca, além de posições abertas em lira. A situação cambial também afetou empresas locais alavancadas em euro e dólar, o que prejudica sobremaneira seus balanços”, analisa.

Rafael Mendes explica que a situação nos países emergentes é diferente. “Em situações de estresse, o investidor estrangeiro retira o capital de economias emergentes como um todo, com o intuito de reavaliar o portfólio e retomar os investimentos apenas em locais com menor risco associado ou após atingirem a normalidade. Assim, o rand (moeda sul afriacana), rublo russo, peso argentino, real brasileiro e demais moedas de emergentes foram depreciadas”.

Em meio à crise econômica, iniciou-se uma disputa comercial entre Estados Unidos e Turquia. A Casa Branca exige a soltura do pastor evangélico Andrew Brunson, acusado pelos turcos de terrorismo. O governo Trump anunciou a elevação das tarifas cobradas sobre aço e alumínio provenientes da Turquia. Em contrapartida, o governo turco anunciou retaliação sobre veículos, álcool e tabaco, além de prometer um boicote à entrada de produtos da Apple.

Impacto no Brasil e as eleições

De acordo com Rafael Mendes, a disputa eleitoral à presidência, que permanece indefinida, aliada à situação das contas públicas do Brasil parece não oferecer um porto seguro para o investimento externo. O dólar chegou novamente na região de R$ 3,90 após passar praticamente boa parte do mês de julho entre R$ 3,70 e R$ 3,80. O IBOV, que recuperava boa parte das perdas após a greve dos caminhoneiros, registra perdas aproximadas de 5% desde a eclosão da crise turca.

Em ano eleitoral, nada melhor que uma amostra do que a falta de zelo pelas contas públicas e as políticas ortodoxas podem fazer com a economia do país. O novo presidente terá que enfrentar a questão das reformas estruturais que o país tanto precisa logo no início de seu mandato para alavancar a economia.

“As urnas e as decisões tomadas pelo novo presidente terão o condão de decidir se o Brasil seguirá o caminho de Argentina e Turquia ou se mudará de patamar com políticas sérias que tornem o país atrativo a investimentos, gerando oportunidades e retomando o crescimento”, finaliza Rafael.

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Mundo

Agentes do FBI tentaram impedir vitória de Trump, afirma jornal

(ANSA) – Um relatório referente ao inquérito do FBI contra Hillary Clinton revelou que funcionários da polícia federal dos Estados Unidos queriam impedir Donald Trump de chegar à Presidência.

A informação é do jornal norte-americano “The Washington Post“, que obteve um documento de 500 páginas do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

De acordo com o veículo, o agente Peter Strzok, um dos que investigavam Hillary pelo uso de e-mails privados em comunicações oficiais no Departamento de Estado, trocou mensagens com a advogada do FBI Lisa Page para impedir a vitória de Trump.

“Trump não virará presidente, certo?”, escreveu Page a Strzok. “Não. Não se tornará. Nós o impediremos”, respondeu o agente, que também atua no “caso Rússia”.

O mandatário dos EUA criticou duramente a postura do FBI contra Hillary, que acabou não sendo indiciada. Na época, a polícia era comandada por James Comey, que viria a ser demitido por Trump.

Segundo a “Associated Press“, que também teve acesso ao relatório da Justiça, Comey “não respeitou o protocolo, mas, ao mesmo tempo, não foi politicamente partidário”.

Hoje o inquérito que apura supostas interferências da Rússia nas eleições é comandado por Robert Mueller, também antigo membro do FBI e criticado por Trump. Recentemente, o mandatário classificou a investigação como “inconstitucional”.

No entanto, o “Washington Post” ressalta que o documento é “significativamente pequeno para apoiar a alegação do presidente e seus aliados de que a investigação foi manipulada em favor de Clinton”.

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Mundo

Trump propõe criação de “força espacial” dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs a criação em seu país de uma Força Espacial, um novo ramo militar que usaria o espaço exterior como um “campo de batalha” . Além disso, ele prometeu que os americanos logo chegarão à Marte.

“Minha nova estratégia espacial e nacional, reconhece que o cosmos é um campo de batalha como são terra, ar e mar. Poderíamos até ter uma Força Espacial”, disse o presidente em um discurso realizado na base aérea de Miramar, Califórnia. “Nós temos a Força Aérea, teremos uma Força Espacial “, disse ele.

Embora Trump tenha promovido a ideia de militarização espacial em outras ocasiões, não está claro se suas palavras podem ser literalmente consideradas: o próprio presidente reconheceu que suas primeiras propostas para a ideia “não eram realmente sérias” .

A reação da Rússia a essas palavras tem sido uma grande consternação. Dmitri Rogozin, vice-primeiro ministro encarregado da indústria de defesa do país, acredita que, se esta declaração significa colocar armas no espaço, “os EUA abriram uma caixa de Pandora” .

O país norte-americano faz parte de acordos internacionais como o Tratado do Espaço Exterior de 1967, que proíbe a militarização do espaço. Até agora, nenhum país tem um ramo militar fora da Terra; Por exemplo, as Forças Aeroespaciais Russas recentemente criadas estão limitadas à gestão de satélites, alertas e administração de cosmódromos.

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