Destaques, Universo

Nasa permitirá turistas na ISS por US$ 35 mil por noite

(ANSA) – A Nasa anunciou nesta sexta-feira (7) que permitirá turistas na Estação Espacial Internacional (ISS) a partir de 2020, ao custo de US$ 35 mil (R$ 135 mil, pela cotação atual) por noite, sem levar em conta o preço da viagem.

A medida faz parte de um plano para potencializar a exploração comercial da ISS e reduzir seus custos de operação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já indicou que pretende interromper o financiamento público da estação em 2025.

Segundo Robyn Gatens, vice-diretora da ISS, haverá duas missões privadas de astronautas por ano, com um período máximo de 30 dias cada uma.

“A Nasa está abrindo a Estação Espacial Internacional para oportunidades comerciais e divulgando essas oportunidades como nunca fizemos antes”, reforçou o diretor financeiro da agência espacial americana, Jeff DeWit.

Atualmente, a ISS, em funcionamento há cerca de 20 anos, recebe apenas astronautas de programas governamentais, embora tenha aumentado a colaboração com empresas privadas, como a SpaceX. As viagens turísticas serão feitas pela própria companhia de Elon Musk e pelo conglomerado aeroespacial Boeing, que devem cobrar cerca de US$ 60 mil por voo (R$ 231 mil).

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Stephen Hawking estava certo: ‘Buraco negro’ criado em laboratório confirma as previsões do físico

Em um artigo publicado na revista Nature, cientistas dizem que verificaram a teoria que leva o nome do cientista, Hawking Radiation, que hipotetizou que os buracos negros emitem radiação de suas superfícies devido a uma mistura de diferentes fatores relacionados à física quântica e à gravidade.

Para verificar a teoria, cientistas do Technion, Instituto de Tecnologia de Israel‎, criaram o seu próprio buraco negro.

Segundo o Gizmodo, na ausência de instrumentos capazes de observar a radiação em torno de buracos negros com grande distância, os pesquisadores se voltaram para um análogo de um material quântico chamado ‘condensado de Bose-Einstein’.

O material – criado usando um laser para prender átomos de rubídio – é semelhante a um buraco negro, pois cria um “ponto sem retorno”, exceto que, em vez de consumir luz, a matéria afeta o som.

Também como um buraco negro, o som, como um substituto para a luz, tem uma de duas opções quando se depara com o material – ele pode se afastar ou entrar no material, mas uma vez dentro dele não pode escapar.

O análogo produziu exatamente o que Hawking previra.

Embora evidências preliminares da Hawking Radiation tenham sido observadas pelos mesmos pesquisadores em 2016, seu segundo e mais recente experimento foi capaz de confirmar uma série de características sobre a radiação.

Entre as novas observações estavam leituras do espectro térmico dos análogos dos buracos negros e os comprimentos de onda produzidos, ambos correspondendo às previsões feitas por Hawking.

“Do jeito que eu vejo, o que vimos foi que os cálculos de Hawking estavam corretos”, disse Steinhauer ao Gizmodo.

Os resultados dos pesquisadores também parecem ter implicações em favor da teoria de Hawking em relação ao Paradoxo do Buraco Negro, que questiona se a matéria consumida por um buraco negro é perdida por completo.

O paradoxo coloca a relatividade geral contra as descobertas de Hawking em relação à física quântica. Embora a relatividade dita que a energia não pode ser destruída, apenas transferida, a radiação de Hawking parece sugerir que ela pode ser eliminada.

Quanto à Hawking Radiation, o experimento recente fornece a evidência mais forte de sua existência já documentada, mas ainda está aquém da prova absoluta, já que ninguém jamais foi capaz de observar o fenômeno em um buraco negro real.

Os pesquisadores dizem que planejam continuar conduzindo o experimento na esperança de obter ainda mais insights sobre como a radiação pode mudar com o tempo até que a ciência seja capaz de analisar a coisa real.

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Cientistas divulgam primeira foto de buraco negro

(ANSA) – Cientistas do projeto internacional Event Horizon Telescope (EHT) revelaram nesta quarta-feira (10) a primeira foto de um buraco negro na história.

A existência do fenômeno já havia sido comprovada em 2016, com a descoberta das ondas gravitacionais previstas pela Teoria da Relatividade de Albert Einstein, mas até então não havia uma prova material desses misteriosos objetos cósmicos.

A foto retrata um buraco negro da galáxia Messier 87 (ou M87), distante 55 milhões de anos-luz da Terra. O resultado foi apresentado em uma coletiva de imprensa simultânea em seis lugares do mundo: Bruxelas (Bélgica), Santiago (Chile), Xangai (China), Tóquio (Japão), Taipei (Taiwan) e Washington (EUA).

A imagem inédita foi capturada por uma rede de oito radiotelescópios do projeto EHT, formada justamente para tirar a foto mais sonhada da astrofísica. “Procuramos os buracos negros maiores, como aquele do centro da Via Láctea, chamado Sagitário A, ou da galáxia M87”, explicou à ANSA Luciano Rezzolla, diretor do Instituto de Física Teórica de Frankfurt, na Alemanha, que participou da análise dos resultados.

Vista do observatório do raio X de Chandra do núcleo da galáxia M87.
(Créditos: NASA / CXC / Villanova University / J. Neilsen)

A massa do buraco negro fotografado é 6,5 bilhões de vezes maior que a do Sol. Na imagem, o fenômeno aparece como um anel vermelho em volta de um centro escuro. “Nos buracos negros supermaciços que ficam no centro das galáxias, a matéria atraída se aquece e, caindo no buraco, emite luz, a qual é observável pelos radiotelescópios”, acrescenta Rezzolla.

Segundo o astrofísico, nessas condições é possível ver a chamada “zona de sombra”, ou seja, a região em que a gravidade é tamanha que nem mesmo a luz consegue escapar. “De dentro dessa superfície, nenhuma informação pode ser trocada com o exterior.

Por esse motivo, os buracos negros são importantes para a física. Seu horizonte de eventos [o ponto a partir do qual é impossível escapar da gravidade do buraco negro] é um limite intransponível para nossa capacidade de explorar o universo”, diz.

Em sua Teoria da Relatividade, publicada há mais de 100 anos, Einstein previu que a matéria atraída para o horizonte de eventos do buraco negro seria deformada, assumindo um tom avermelhado. A primeira prova da existência desse fenômeno havia sido dada em 2016, com a descoberta de ondas gravitacionais provocadas pela fusão entre dois buracos negros.

Também previstas por Einstein, as ondas gravitacionais são ondulações no tecido do espaço-tempo geradas por eventos cósmicos violentos.

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NASA vai lançar sonda espacial que ‘tocará’ o sol

(ANSA) – A NASA lançará neste sábado (11) a sonda espacial Parker Solar Probe que, após sete anos de missão, será o veículo que chegará mais próximo do Sol na história. A decolagem será feita da plataforma de Cabo Canaveral, no estado norte-americano da Flórida, e o dispositivo deve chegar a uma distância de 6 milhões de quilômetros do Sol.

Em fevereiro de 2020, será a vez da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), lançar a sonda Solar Orbiter. O lançamento estava previsto para outubro deste ano, mas foi adiado para fevereiro de 2020, a tempo de aproveitar o período tido como de menor atividade solar. O veículo europeu não deve chegar tão próximo ao Sol quanto a sonda norte-americana, parando a cerca de 43 milhões de quilômetros do astro. O objetivo da missão é observar as regiões polares do Sol, de onde saem os caminhos que levam as partículas solares ao espaço interplanetário.

“A sonda Parker será imersa na coroa solar, onde as temperaturas atingem picos de 1377º C. As imagens super detalhadas nos ajudarão a entender o que acelera o vento solar e as partículas energéticas, de forma que se permitam previsões mais precisas das tempestades solares e da meteorologia espacial”, explica Mauro Messerotti, do Observatório do Instituto Nacional de Astrofísica italiano (Inaf).

A aproximação ao Sol permitirá também uma melhor compreensão sobre as manchas solares, sobre as emissões de partículas e sobre a maneira como as regiões ativas do astro funcionam.

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Cientistas descobrem moléculas orgânicas em Marte

(ANSA) – Cientistas descobriram minerais de argila em Marte, o que pode ser um indicador de existência de vida no planeta.

O estudo foi conduzido pela missão “Curiosity”, da Nasa, e publicado na revista científica “Science Advances”. A argila é um material natural composto por alumínio, ferro e outros elementos alcalinos. Mas ela também pode conter materiais orgânicos.

Além disso, de acordo com o estudo, as partículas descobertas podem indicar a presença de água em Marte. As moléculas foram encontradas nas Crateras de Gale, local explorado desde 6 de agosto de 2012, e “estão conservadas em origem lacustre na base dos Morros de Murray há 3,5 bilhões de anos”.

O laboratório excluiu a possibilidade de contaminação do solo, mas não conseguiu chegar à origem das partículas. O que é certo é que, se a matéria orgânica foi encontrada perto da superfície de um ambiente hostil como o de Marte, as chances de achá-la no subsolo aumentam.

A perfuração do solo será realizada pela missão “ExoMars 2020”, da Agência Espacial Europeia (ESA). “Marte pode ter abrigado vida no passado”, disse Chris Webster, pesquisador da Nasa. “São tempos entusiasmantes, olhamos com esperança para o futuro”, acrescentou.

Outra pesquisa publicada pela “Science” descreveu oscilações no nível de metano no planeta, descobertas em 2004, pela ESA. No entanto, na época não se sabia de onde o gás, considerado um dos principais indícios de vida, era proveniente.

Acreditava-se que a descoberta de eventuais variações poderia representar uma nascente ainda ativa no planeta vermelho. A resposta também veio pela missão “Curiosity”: as variações no nível de metano foram observadas e “são consistentes com pequenas nascentes localizadas na superfície ou no subsolo”.

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