Ciência, Destaques,

UFRN cria ‘Bengala 4.0’ para auxiliar na mobilidade de pessoas com deficiência visual

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolveu um sistema que calcula distâncias, identifica obstáculos e alerta sobre eventuais perigos que estejam no caminho de pessoas com deficiência visual. Sob a forma de uma bengala eletrônica (Bengala 4.0), o sistema permite o reconhecimento e identificação de objetos na linha de cintura e cabeça, bem como desníveis e pessoas. A informação é repassada por meio de mensagens de voz ou tátil que informam a que distância os obstáculos se encontram ou a que velocidade as pessoas se aproximam.

Denominado Bengala Inteligente para Auxílio à Locomoção de Deficientes Visuais, a pesquisa contou com a participação dos pesquisadores Ricardo Alexsandro de Medeiros Valentim, Antonio Higor Freire de Morais, Pablo Holanda Cardoso, Rodrigo Dantas da Silva, Sidney Soares Trindade, Philippi Sedir Grilo de Morais, Hélio Roberto Hekis, Robinson Luis de Souza Alves e Gláucio Bezerra Brandão, e rendeu à UFRN sua 20º patente, consolidando o protagonismo da Universidade na área de inovação, haja vista que, no âmbito do Norte e Nordeste, é a instituição com mais patentes concedidas, com números que a aproximam de instituições maiores de outras regiões, como a Universidade de Brasília, que possui 23 patentes concedidas. Um dos inventores, o professor e coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN (LAIS/UFRN), Ricardo Valentim, explica que a capacidade de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos deficientes visuais motivou os pesquisadores.

De acordo com o professor Valentim, a pesquisa é vinculada ao Programa de Pós-graduação de Engenharia Elétrica e ao de Computação, além de integrar alunos do mestrado em Gestão e Inovação em Saúde. “Então, ainda hoje temos alunos que, na época, eram alguns de graduação da Engenharia da Computação, que começaram esse projeto conosco juntamente com alunos de mestrado e doutorado lá da Engenharia Elétrica, no Centro de Tecnologia, e hoje estão no mestrado profissional em Gestão e Inovação em Saúde. Esses alunos estão dando continuidade ao projeto e fazendo com que o projeto se desenvolva”, disse.

O professor Ricardo Valentim explicou ainda como se deu a concepção da tecnologia. “Essa tecnologia foi muito desenvolvida e trabalhada com uma pessoa que hoje é servidora da universidade e que a gente não pode, também, deixar de mencionar, que é o Sidney Trindade, um ser humano fantástico, extremamente espiritualizado, que colaborou conosco na idealização em todo o projeto. Então, esse olho biônico é fruto de uma colaboração muito forte dessas áreas, da engenharia biomédica e da engenharia da computação. Quando a gente olha que o mundo hoje precisa de produção de bem-estar, saúde, bem-estar social, desenvolvimento de tecnologias que têm o impacto para transformar sociedades”, afirmou.

No que diz respeito à viabilização do equipamento, Valentim falou que já há uma busca por parte do setor produtivo para tornar a bengala um produto. “Nós já fomos procurados por empresas espanholas e de outros lugares. Agora, com a proteção e com a questão da patente, que é muito importante para nós, vamos começar a fazer um trabalho de divulgação disso, junto ao setor produtivo. Então, existem várias frentes que devem ser capitaneadas agora, inclusive o próprio professor Danilo Nagem, que coordena a base de pesquisa na área de tecnologias assistivas, já está providenciando novos aperfeiçoamentos para essa bengala. Estamos agora nessa fase de buscar parcerias com o setor produtivo e novas oportunidades para que mais pessoas possam ter acesso”, finalizou Valentim.

Com um sistema de GPS que possibilita aos familiares obter a localização geográfica do deficiente visual, o equipamento permite fazer denúncias sobre a ocorrência de obstáculos, que são enviadas, armazenadas e visualizadas em um sistema remoto. Ao falar sobre o alto potencial de transferência dessa tecnologia, o diretor da Agência de Inovação (AGIR) da UFRN, Daniel Pontes, ressaltou a importância de se conhecer o portfólio de patentes prontas para aplicação na indústria. Ele explicou que o desafio atual da Universidade é intensificar a transferência da tecnologia e que estratégias são traçadas por meio do desenvolvimento de estudos de prospecção tecnológica e de inteligência competitiva.

“É muito importante situar que a AGIR está à disposição dos membros da comunidade universitária para orientar a respeito dos critérios de patenteabilidade, bem como realizar uma intermediação entre a academia e o setor produtivo. A transferência de tecnologia é o aspecto que dá ao processo de patentear a característica de inovação”, explicou o diretor. Criada em 2007, inicialmente sob a nomenclatura de Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), a Agência de Inovação (AGIR) é responsável pela gestão da propriedade intelectual, transferência de tecnologia e ambientes promotores de inovação, acompanhando e estimulando, por exemplo, as atividades das incubadoras da Universidade, bem como as atividades dos parques e polos tecnológicos. Fruto desse trabalho, a UFRN alcançou, em 2019, números proeminentes para a realidade do Nordeste. São 52 pedidos de registro de marca, 177 programas de computador registrados, 238 pedidos de patente e agora 20 cartas-patente concedidas.

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Educação,

UFRN terá novos cursos de pós-graduação em 2020

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) aprovou a criação de três novos cursos de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que serão ofertados em Natal a partir de 2020. As oportunidades contemplam o mestrado profissional em Educação Especial, o mestrado acadêmico em Ciências Aplicadas à Saúde da Mulher e o doutorado profissional em Saúde da Família.

Vinculado ao Centro de Educação da UFRN (CE), o mestrado profissional em Educação Especial tem como objetivo formar e capacitar profissionais que atuam com pessoas com deficiências, altas habilidades e transtorno do espectro autista, as quais necessitam de apoio e serviços especializados para o acesso, permanência, participação e aprendizagem nos diversos contextos educacionais.

O mestrado acadêmico em Ciências Aplicadas à Saúde Da Mulher, por sua vez, é vinculado ao Centro de Ciências da Saúde (CCS) e sediado na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), com o intuito de gerar produção de pesquisa qualificada para atuar na saúde da mulher em seus diversos aspectos, de maneira multidisciplinar.

Já o doutorado em Saúde da Família faz parte da Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (Renasf), sob coordenação da Fundação Oswaldo Cruz do Ceará (Fiocruz). A iniciativa, que constitui o primeiro doutorado profissional ofertado na UFRN, busca fomentar a pesquisa e o ensino do tema e áreas correlatas, a partir da produção de conhecimento e do desenvolvimento de atividades de ensino.

Segundo o pró-reitor de pós-graduação da UFRN, Rubens Maribondo, as conquistas são importantes para cobrir áreas que necessitavam ir além da graduação, com vistas ao seu fortalecimento e desenvolvimento. Com os três novos cursos, a UFRN expande para 95 programas e 134 cursos de pós-graduação, destes 43 doutorados.

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Ciência, Destaques,

Novo estudo revela que chá de Ayahuasca reduz risco de suicídio

O suicídio é um grande problema de saúde pública no mundo, sendo responsável por quase 800 mil mortes por ano. No Brasil, esse índice tem piorado segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que observou aumento de 7% em 2016. Estudo publicado em 2018, no periódico britânico Psychological Medicine, já havia mostrado que a ayahuasca é eficiente na redução dos sintomas da depressão. O desdobramento desse trabalho, recém divulgado na Frontiers in Pharmacology, mostra que os efeitos desse chá vão além e podem ter importantes resultados na redução do risco de suicídio em pacientes que se submeteram à sessão controlada do uso desse psicodélico.

A ayahuasca, conhecida popularmente como chá do santo daime, é uma bebida utilizada para fins de cura e rituais espirituais pelas populações indígenas da floresta amazônica. Começou a ser usada em ambientes religiosos dos pequenos centros urbanos brasileiros em 1930, expandindo-se desde então para várias partes do mundo.

Os efeitos antidepressivos da ayahuasca já tinham sido investigados anteriormente, mas é a primeira vez que um trabalho testa uma substância psicodélica em pacientes com depressão maior, usando um ensaio randomizado controlado por placebo para depressão. Outro dado importante é que, na seleção dos voluntários, não foram excluídas pessoas com transtorno de personalidade, o que amplia os resultados do estudo.

Na nova fase da pesquisa, que vem sendo desenvolvida desde 2006, foi demonstrada que a ideação suicida dos pacientes estudados diminuiu já no primeiro dia após o uso da ayahuasca, se mantendo baixo até sete dias após a intervenção. Os pacientes que beberam placebo também apresentaram alguma melhora, mas bem menos significativa do que os pacientes do grupo ayahuasca.

Patrocinado pelo Imperial College London (Reino Unido), o artigo tem como primeiro autor o pesquisador Richard Zeifman. Ele utiliza dados do estudo randomizado realizado pelos neurocientistas Dráulio Araújo, chefe do Laboratório de Neuroimagem Funcional, do Instituto do Cérebro (ICe) da UFRN, e Fernanda Palhano, também do ICe. O trabalho teve colaboração ainda dos pesquisadores Emerson Arcoverde e João Paulo Maia-Oliveira, do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL/UFRN), e Jaime Hallak, do Departamento de Neurociência e Comportamento, da Universidade de São Paulo (USP), Ribeirão Preto.

Segundo Zeifman, o ônus financeiro global em relação ao suicídio e as limitações em torno dos tratamentos atuais, faz surgir uma necessidade urgente de intervenções inovadoras para esse problema. “Uma intervenção potencialmente promissora para a suicidalidade são os psicodélicos (por exemplo, ayahuasca). Além disso, o uso psicodélico ao longo da vida está associado a menor suicídio e risco de suicídio”, contextualiza no paper.

Dráulio Araújo e Fernanda Palhano são responsáveis pela pesquisa no Brasil

Para Dráulio Araújo, a maior parte dos estudos entende que talvez substâncias psicodélicas possam ser arriscadas e o que se observa é exatamente o contrário. “Embora seja um dado preliminar, além de não aumentar o risco de suicídio, o uso da ayahuasca oferece melhoras significativas aos pacientes estudados. Nenhum deles piorou dos sintomas de depressão ou do nível de suicidalidade”, reforça o pesquisador.

Fernanda Palhano lembra também que não foram observadas, até então, prejuízos na função hepática, renal, ou mesmo no cérebro dos voluntários do estudo. Ao contrário, explica Dráulio, pesquisas realizadas pelo neurocientista Stevens Rehen, da UFRJ e Instituto D’OR, mostram que os efeitos da ayahuasca tendem a aumentar a neuroplasticidade e neurogênese do cérebro.

Rehen faz estudos com célula tronco e organoides cerebrais, os chamados mini cérebros. Tanto essa estrutura tridimensional de aglomerados neuronais, feitos em laboratórios, quanto as células troncos são expostas a substâncias psicodélicas usadas em estudos científicos. No caso da ayahuasca, além de não presenciar morte ou dano celular, o pesquisador observou que um dos seus compostos, a substância harmina, não alucinógena, pode aumentar a proliferação de progenitores neurais humanos em mais de 70%. Já o outro composto, a N,N-dimetiltriptamina (DMT), que é psicodélica, provocou ampliação da plasticidade neural.

Como medir a suicidalidade?

Reprodução de imagem do livro Olho Mágico de Leonardo Costa Braga

Ainda não é possível saber o que se passa na mente de uma pessoa. Se e quando ela pensa em cometer suicídio, por exemplo. Por isso, a ciência criou escalas clínicas que permitem aos profissionais da psiquiatria terem maior clareza na aferição do grau de severidade dos sintomas de depressão nos pacientes.

Com base nesse método, os psiquiatras aplicam questionários com algumas questões que o paciente responde diretamente e outras que os ajudam na observação clínica a partir da interação médico-paciente. Essas escalas contêm, em suas estruturas, uma parte que avalia exatamente a severidade da depressão e o risco suicida na pessoa.

No caso da pesquisa com ayahuasca, os profissionais do HUOL aplicaram o mesmo questionário um dia antes do tratamento, e o repetiram um dia, dois dias e sete dias depois para comparar os dados. O estudo aproveitou ainda para realizar exames, antes e depois, a fim de entender qual a origem da depressão.

Em parceria com os professores Nicole Galvão Coelho e Bruno Lobão Soares, ambos do Centro de Biociências (CB/UFRN), foi possível observar que houve modulação significativa no cortisol dos pacientes observados. Antes do tratamento com a ayahuasca, o nível desse hormônio na saliva era baixo e voltou a ter um valor semelhante ao de voluntários saudáveis após a ingestão do chá, o que não aconteceu com os pacientes do grupo placebo. O mesmo foi observado em relação ao Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF). “Essas duas mudanças que encontramos são mudanças que se esperam observar após o tratamento com antidepressivo”, disse Dráulio.

No geral, para verificar o grau de depressão no grupo estudado, foram selecionados marcadores biológicos de sangue, de ressonância magnética e eletroencefalografia (EEG), além dos psicológicos, todos associados, de alguma maneira, de forma consistente à depressão. Também foram observados o sistema imunológico, o sono e outros marcadores, sempre comparando o antes e o depois da submissão do paciente ao tratamento.

O passo a passo do experimento

Antes de dar ayahuasca às pessoas, foi preciso um trabalho minucioso e detalhado da escolha dos pacientes. Inicialmente, 218 foram avaliados, dos quais apenas 35 atenderam aos critérios de inclusão e exclusão. Desses, metade recebeu ayahuasca e outra metade, o placebo, que possuía substâncias que provocavam alguns efeitos conhecidos da ayahuasca – náusea, vômito e diarreia.

Equipamento de EEG usado por pacientes

Para participar da pesquisa, era necessário ser maior de idade, nunca ter bebido ayahuasca, não estar grávida, não ter transtorno psiquiátrico relacionado à esquizofrenia ou transtorno bipolar. Também era importante estar fazendo uso de medicamento antidepressivo, sem resultados aparentes. Ou seja, ser resistente ao tratamento.

Uma vez atendidos os critérios, o paciente entrava na fase do desmame da medicação antidepressiva. 15 dias depois da suspensão da medicação convencional, os selecionados retornavam ao hospital, no caso o HUOL, onde está o laboratório dos pesquisadores Dráulio Araújo e Fernanda Palhano, para iniciar o protocolo da pesquisa.

Nesse protocolo, que tinha uma agenda muito rígida, o paciente chegava em uma terça-feira, por volta do meio-dia, encontrava a equipe e após as avaliações dos sintomas da depressão e dos marcadores associados à depressão, era preparado para o EEG. Jantava por volta das 19h e ia dormir em um ambiente preparado no próprio laboratório.

Dráulio Araújo mostra local onde pacientes dormem e fazem experimento

Às 5h da manhã do dia seguinte, quarta-feira, era acordado para colher saliva e sangue, tomar café, descansar um pouco e só então ser preparado para ingerir a ayahuasca, ou o placebo, no caso do grupo de controle, o que acontecia por volta das 10h. Durante todo o efeito do chá, o paciente era monitorado por eletroencefalografia, eletrocardiografia e eletromiografia e, a cada hora, feitas avaliações com psiquiatra.

Por volta das 16h, a equipe do projeto conversava com os pacientes que relatavam a experiência com a bebida, respondiam mais alguns questionários e só depois eram liberados. No dia seguinte, quinta-feira, retornavam para fazer toda a bateria de exames novamente do meio-dia até o dia seguinte. Sete dias após ter tomado a dose de ayahuasca ou placebo, os pacientes voltavam para uma consulta com o psiquiatra. Após essa consulta, os pacientes voltavam a receber um tratamento tradicional regular contra a depressão. As avaliações dos pacientes passaram a ser realizadas a cada 30 dias para verificar a situação dos envolvidos durante um período de seis meses.

Próximo passo da pesquisa

Apesar do avanço e do pioneirismo, pois foi o primeiro grupo no mundo a dar uma substância psicodélica para pacientes com resistência ao tratamento dentro de um hospital, e o primeiro a fazer a mesma coisa utilizando um ensaio randomizado controlado por placebo, o projeto ainda é considerado piloto. O próximo passo da pesquisa é aumentar o número de participantes e aplicar um esquema de tratamento, com a ingestão de doses regulares do chá a cada 15 dias para que os sintomas de depressão sejam avaliados no longo prazo.

No longo prazo, é difícil dizer que a ayahuasca deva chegar aos pacientes pelas vias tradicionais da indústria farmacêutica. Os pesquisadores apontam que outras substâncias psicodélicas com propriedades aproximadas já estão sendo testadas e, talvez, consigam ser introduzidas primeiro. É o caso da psilocibina, substância extraída do chamado “cogumelo mágico”, que tem uma vantagem inicial por ser uma única substância, enquanto a ayahuasca é um coquetel.

Contudo, segundo Dráulio Araújo, apesar de a psilocibina apresentar efeitos parecidos com os da ayahuasca, não há, até o momento, nenhum ensaio randomizado como o realizado na UFRN em pacientes com depressão resistente.

Dráulio também não imagina a ayahuasca virando comprimidos ou sendo envasada em frascos para serem vendidos em farmácia. Em seu entendimento, a ideia segue mais a linha de um procedimento médico, como é caso da quimioterapia ou da anestesia. Ou seja, a psiquiatria poderá usar essa substância em um futuro tratamento como parte de um procedimento a ser realizados em pacientes selecionados.

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Destaques, , RN

Hospital Universitário investirá R$ 1 milhão em unidade de oncologia

O Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), investirá R$ 1.027.299,32 em um novo espaço para a sua Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), ampliando a capacidade do serviço e tornando a estrutura mais eficiente, moderna e confortável para pacientes e profissionais de saúde. O contrato da obra foi assinado este mês e os recursos são provenientes do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), do Ministério da Educação.

De acordo com o chefe da Oncologia do HUOL, Elio Barreto, o impacto na assistência será o benefício mais importante, pois “além de aumentar a capacidade de atendimentos ambulatoriais e tratamentos quimioterápicos, o projeto irá liberar 6 leitos adicionais, ampliando a disponibilidade de internações”, explica.

O gestor ainda acrescenta que as doenças e agravos não transmissíveis são a principal causa de adoecimento e morte da população, sendo o câncer a segunda causa mais prevalente desses óbitos. “O INCA estima 600 mil casos novos/ano em 2018 e 2019 no país. Até 2040, é estimada uma ampliação de casos em quase 80% e aumento da mortalidade em torno de 95,5%. E isso ocorre diariamente! Então, é indispensável que os serviços de saúde se fortaleçam e ampliem suas ofertas, pois há uma avalanche oncológica diante dessa terrível perspectiva de dobrar o número de mortes”.

A gerente administrativa, Zilmar Fernandes, destaca que a governança do hospital vem acompanhando os indicadores de crescimento dos casos de câncer. “A Unacon reiteradamente nos transmite dados da necessidade de ampliação da área de atendimento, de modo que nos mobilizamos para viabilizar essa demanda”.

“O projeto é fruto da soma de forças de diversas áreas, tanto assistenciais quanto administrativas. A Ebserh sede teve papel fundamental na contratação, pois foi a via do apoio financeiro, entendendo prontamente a necessidade prioritária e estratégica da ação no âmbito do HUOL”, encerrou Zilmar.

O prazo de entrega da estrutura é de 6 meses, sendo a AC Engenharia Ltda responsável pela reforma e a Arplan Engenharia Térmica encarregada da climatização.

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Concurso Público, Destaques

Rede Ebserh divulga editais de concurso público; há 64 vagas para o RN

Foram publicados, nesta segunda-feira, dia 4 de novembro, editais para dois concursos públicos da Rede Ebserh, que oferecem um total de 2.464 vagas para todo o país. “Essa é uma iniciativa voltada para a absorção de talentos em uma rede de fundamental importância para dois segmentos sensíveis para a sociedade brasileira: a educação e a saúde”, declarou o diretor de Gestão de Pessoas da Rede Ebserh, Rodrigo Barbosa.

Um dos concursos é o primeiro certame da Ebserh destinado ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) – que oferece 804 vagas para a unidade – e o outro trata-se de reposição nacional – que oferece 1.660 vagas para 36 unidades hospitalares da rede distribuídas nas cinco regiões do país, além da administração central da instituição.

“Cada um desses concursos será realizado por uma banca organizadora diferente. As provas para o concurso nacional ocorrerão em 2 de fevereiro e as provas para o HC-UFU serão realizadas no dia 9 do mesmo mês. Como as datas são diferentes, os interessados em fazer os dois concursos poderão se inscrever em ambos”, explica Rodrigo Barbosa.

Para o HC-UFU, são 216 vagas para médicos em 58 especialidades, 475 vagas para a área assistencial e 113 para a administrativa. As inscrições podem ser realizadas de amanhã, 5 de novembro, até 10 de dezembro, exclusivamente pelo site da Vunesp, instituição que organiza esse concurso.

No caso do concurso público nacional, são 533 vagas para médicos em 63 especialidades, 998 vagas para a área assistencial e 129 para a área administrativa. As inscrições podem ser realizadas de 6 de novembro, próxima quarta-feira, até 10 de dezembro, exclusivamente pelo site do IBFC, banca organizadora do concurso. “Nesse concurso nacional, no momento da inscrição, o candidato poderá escolher o local de trabalho e ainda onde quer fazer a prova, dentre as cidades que possuem unidades da Rede Ebserh”, ressalta o diretor.

Para ambos os concursos, as remunerações variam de R$ 2.451,00 a R$ 10.350,00, dependendo do cargo. Para se inscrever, o candidato deve, após o preenchimento da ficha de inscrição, imprimir o boleto bancário e pagá-lo. A inscrição só se efetiva com o pagamento.

Concurso público Ebserh – vagas para o Rio Grande do Norte

Concurso público Ebserh – vagas para o Rio Grande do Norte

As três unidades da Rede Ebserh no Estado – o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOLUFRN) e a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJCUFRN), em Natal, e o Hospital Universitário Ana Bezerra (HUABUFRN), estão ofertando 64 vagas.

No Edital nº 04 – Área Administrativa, a oportunidade única é para o cargo de Assistente Administrativo. A vaga dispõe de um salário de R$ 2.451,14 + benefícios e uma carga semanal de trabalho de 40 horas. Vaga é para o HUOL-UFRN. Interessados devem possuir ensino médio completo. O valor da inscrição será de R$ 80,00.

No Edital nº 03 – Área Assistencial, existem 34 oportunidades para o HUAB-UFRN, sendo 33 para o cargo de Técnico em Enfermagem (salário de R$ 3.255,32 e 36h semanais de trabalho); e uma vaga para Fisioterapeuta – Terapia Intensiva Neonatal (salário de R$ 4.725,21 e 30h semanais de trabalho).

Além disso, existem outras 19 vagas para o HUOL-UFRN, sendo 16 para o cargo de Técnico em Enfermagem (salário de R$ 3.255,32 e 36h semanais de trabalho); uma vaga para Técnico em Análises Clínicas (salário de R$ 3.617,48 e 40h semanais de trabalho) e duas vagas para Enfermeiro (salário de R$ 6.690,39 e 36h semanais de trabalho). O valor da inscrição será de R$ 80,00 para os cargos de nível médio/técnico e R$ 180,00 para os cargos de nível superior.

Por fim, o Edital nº 02 – Área Médica, chega com oportunidades para o Hospital Universitário Ana Bezerra e o Hospital Universitário Onofre Lopes. Vagas são para Médico – Anestesiologia (03), Médico – Diagnóstico por imagem/ultrassonografia geral (01), Médico – Endocrinologia e Metabologia (01), Médico – Endocrinologia Pediátrica (01), Médico – Ginecologia e Obstetrícia (01), Médico – Mastologia (01), Médico – Pediatria (01), Médico – Radiologia e Diagnóstico por Imagem (01). Para todos os cargos da área médica, o salário é de R$ 8.647,57 com 24 horas semanais de trabalho. O valor da inscrição será de R$ 240,00.

Clique aqui e confira os editais completos.


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