Mundo

Turquia desafia EUA e anuncia chegada de mísseis russos

(ANSA) – Apesar das pressões dos Estados Unidos, a Turquia anunciou nesta sexta-feira (12) o início da entrega do primeiro lote do sistema de defesa antiaérea russo S-400.

A aquisição irritou o governo americano, que ameaçou impor sanções a Ancara e bloquear a venda de mais de 100 caças F-35 às Forças Armadas turcas. “A entrega do primeiro grupo de equipamentos do sistema S-400 à base aérea de Murted, em Ancara, começou com sucesso”, diz uma nota do Ministério da Defesa da Turquia.

O acordo com Moscou foi fechado em 2018, e o presidente Recep Tayyip Erdogan diz que a compra tem como objetivo “garantir a segurança nacional” e respeita a soberania do país.

A Turquia é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que estaria “preocupada” com o fornecimento de mísseis russos ao país. “Cabe aos aliados decidir quais equipamentos militares comprar, mas estamos preocupados com as potenciais consequências da decisão da Turquia”, disse uma fonte anônima da OTAN.

A Turquia é o primeiro membro da aliança militar a assinar um contrato do tipo com a Rússia, consolidando uma relação bilateral que chegou a estar em crise há três anos e meio, quando Ancara derrubou um caça de Moscou na fronteira com a Síria.

A Rússia também está construindo uma central nuclear em Akkuyu e o gasoduto Turkish Stream, que levará gás para a Europa.

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Destaques, Economia

Situação envolvendo Turquia e Argentina serve como alerta para o Brasil

A aversão ao risco segue impactando os mercados emergentes. Após a crise cambial da Turquia, agora é a vez da Argentina. Na última semana, o dólar rompeu a marca de 42 pesos argentinos. Como medida de contenção, o Banco Central Argentino elevou a taxa básica de juros para 60%.

No momento, a inflação da Argentina ultrapassa 30% e as contas públicas são alvo de críticas por parte de analistas. Estima-se que a dívida pública chegue a 70% do PIB. Nesta condição caótica, o governo buscou auxílio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e acertou pacote de auxílio sem precedentes na história: U$50 bilhões.

De acordo com o CEO da WM Manhattan, Pedro Henrique Rabelo, o anúncio da elevação da taxa de juros na semana passada gerou críticas por não ser precedida de coletiva de imprensa para conscientizar o mercado acerca das novas medidas.

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Mauricio Macri (Foto: taringa.net)

Por isso, nesta segunda-feira (3/9), o presidente Maurício Macri e o ministro da fazenda Nicolás Dujovne apresentaram em público o plano de combate a crise. Pedro Henrique Rabelo explica que a crise, de acordo com o presidente, veio a partir do aumento da taxa de juros dos EUA e das incertezas geradas pela guerra comercial entre EUA e China.

“O plano de Macri envolve a instituição de impostos de 4 pesos por dólar sobre a exportação de produtos primários. Para o restante dos produtos e serviços, será cobrado imposto de 3 pesos por dólar. Do lado fiscal, o Dujovne anunciou que será cortada metade dos ministérios a fim de zerar o déficit fiscal no ano de 2019. Quando da negociação com o FMI, havia sido estipulada uma meta de déficit fiscal de 1,3% do PIB em 2019”, explica Pedro.

Impactos da crise argentina no Brasil

Pedro Henrique Rabelo alerta que a redução da atividade econômica na Argentina traz reflexos diretos para o Brasil. “Dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior e Serviços mostram que de janeiro a junho de 2018 o Brasil exportou em torno de US$10 bilhões para a Argentina, o que representou uma alta de 2% em relação a 2017. Em julho, no entanto, foram exportados produtos e serviços que equivalem a US$1,15 bilhões, representando uma queda de 24% com o mesmo período de 2017”.

A situação envolvendo Turquia e Argentina serve como alerta para o Brasil. Com uma queda nas projeções de crescimento mundial após os atritos entre EUA e China, o investidor está mais seletivo quanto a investimentos em países emergentes. Os exportadores, por exemplo, relatam que clientes argentinos já suspenderam pedidos, indicando queda nas exportações.

“Com o período eleitoral se aproximando, torna-se necessário que o cidadão cobre dos candidatos uma postura mais clara quanto às contas públicas para que, em 2019, consigamos manter o crescimento retomado em 2017. Até o momento, o que tem mantido o real em uma situação menos ruim perante o dólar são as reservas cambias que superam os US$300 bilhões. Mas elas não segurarão sozinhas a percepção sobre a economia do país, caso seja eleito um candidato avesso às reformas estruturais que o país tanto precisa”, finaliza.

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Economia

Crise na Turquia apresenta risco para a economia mundial

A desvalorização da lira turca atingiu em cheio os grandes bancos europeus. Com política expansionista, inflação descontrolada, desvalorização cambial aliada aos créditos a juros baixos incentivados pelo governo do presidente Recep Erdogan, a moeda turca desvalorizou 40% e acabou contaminando a economia global.

De acordo com o operador Rafael Mendes da WM Manhattan, mesa proprietária que opera no mercado de renda variável e ensina traders atuarem na bolsa de valores, o que fez a situação se agravar mundialmente foi a crise ter atingido em cheio os grandes bancos europeus, como UniCredit italiano, BNP Paribas francês e o BBVA espanhol, onde cerca de 14% dos investimentos estão na Turquia.

“Esses bancos mantêm em seus portfólios títulos da dívida pública turca, além de posições abertas em lira. A situação cambial também afetou empresas locais alavancadas em euro e dólar, o que prejudica sobremaneira seus balanços”, analisa.

Rafael Mendes explica que a situação nos países emergentes é diferente. “Em situações de estresse, o investidor estrangeiro retira o capital de economias emergentes como um todo, com o intuito de reavaliar o portfólio e retomar os investimentos apenas em locais com menor risco associado ou após atingirem a normalidade. Assim, o rand (moeda sul afriacana), rublo russo, peso argentino, real brasileiro e demais moedas de emergentes foram depreciadas”.

Em meio à crise econômica, iniciou-se uma disputa comercial entre Estados Unidos e Turquia. A Casa Branca exige a soltura do pastor evangélico Andrew Brunson, acusado pelos turcos de terrorismo. O governo Trump anunciou a elevação das tarifas cobradas sobre aço e alumínio provenientes da Turquia. Em contrapartida, o governo turco anunciou retaliação sobre veículos, álcool e tabaco, além de prometer um boicote à entrada de produtos da Apple.

Impacto no Brasil e as eleições

De acordo com Rafael Mendes, a disputa eleitoral à presidência, que permanece indefinida, aliada à situação das contas públicas do Brasil parece não oferecer um porto seguro para o investimento externo. O dólar chegou novamente na região de R$ 3,90 após passar praticamente boa parte do mês de julho entre R$ 3,70 e R$ 3,80. O IBOV, que recuperava boa parte das perdas após a greve dos caminhoneiros, registra perdas aproximadas de 5% desde a eclosão da crise turca.

Em ano eleitoral, nada melhor que uma amostra do que a falta de zelo pelas contas públicas e as políticas ortodoxas podem fazer com a economia do país. O novo presidente terá que enfrentar a questão das reformas estruturais que o país tanto precisa logo no início de seu mandato para alavancar a economia.

“As urnas e as decisões tomadas pelo novo presidente terão o condão de decidir se o Brasil seguirá o caminho de Argentina e Turquia ou se mudará de patamar com políticas sérias que tornem o país atrativo a investimentos, gerando oportunidades e retomando o crescimento”, finaliza Rafael.

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Mundo

Turquia prende mais de 100 pessoas em atos do Dia do Trabalho

(ANSA) – A polícia turca prendeu mais de 100 pessoas nos eventos que comemoravam o Dia do Trabalho em Istambul, informa a mídia internacional.

As prisões ocorreram quando o grupo de manifestantes tentou realizar um evento na praça Taksim, célebre lugar de protestos contra o presidente Recep Tayyip Erdogan. Policiais ainda informaram que prenderam coquetéis molotov e granadas com o grupo.

Desde 2007, o governo proíbe as manifestações do dia 1º de maio no local por conta das dezenas de confrontos já registrados no local. No entanto, as prisões ocorrem uma semana após Erdogan mandar para a prisão mais de três mil pessoas acusadas de conspirar contra o Estado.

Paris: Já em Paris, ao menos, quatro pessoas foram presas nos confrontos.

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Mundo

Erdogan sanciona lei que impõe presidencialismo na Turquia

(ANSA) – O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, sancionou nesta sexta-feira (10) a reforma que introduz o presidencialismo no país, hoje uma república parlamentarista, e que será submetida a referendo popular.

A mudança do sistema político é uma promessa antiga de Erdogan, que foi primeiro-ministro entre 2003 e 2014. Seu objetivo é unificar na figura do presidente os cargos de chefe de Estado e de governo, o que lhe dará ainda mais poder e força para continuar no posto até 2023, quando completam-se 100 anos da fundação da República da Turquia por Kemal Ataturk.

Segundo o primeiro-ministro Binali Yildirim, o referendo sobre o presidencialismo deve ser no próximo dia 16 de abril, mas a data ainda precisa ser confirmada pelo Supremo Conselho Eleitoral. A consulta ocorrerá sob estado de emergência, que está em vigor desde a tentativa fracassada de golpe de julho passado.

Com isso, a autoridade nacional para as telecomunicações não será obrigada a fazer as emissoras privadas respeitarem as regras de paridade de divulgação, que distribuiriam igualmente o tempo de propaganda entre os partidários do “sim” e do “não”. De acordo com a oposição, o objetivo é favorecer Erdogan.

“Nunca houve um governo tão assustado pela livre vontade do povo”, declarou Kemal Kilicdaroglu, líder do social-democrata Partido Republicano do Povo (CHP), principal força adversária do presidente.

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