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O que esperar dos novos modelos de trabalho?

Antecipar e prever o futuro é algo praticamente impossível de se fazer. Mas, isso não quer dizer que não dê para observarmos mudanças no presente que nos deem diretrizes e sinais para o que iremos viver nos próximos anos. Nesse sentido, podemos destacar algumas mudanças que estão acontecendo no mercado de trabalho e na maneira como elas certamente irão influenciar o futuro das formas de contratação e das jornadas de trabalho. Muito impulsionada pelas demandas e desejos da nova geração, os modelos de trabalho e contratação estão se transformando a passos largos.

Diferentemente das gerações passadas, os jovens de hoje desejam construir a carreira para muito além da estabilidade e longevidade no emprego. A liberdade, o propósito, a criatividade, o envolvimento e engajamento com a empresa são alguns dos anseios dessas novas gerações em relação a suas carreiras. Outra grande força que têm influenciado essas relações no Brasil é a busca por tornar as empresas e as pessoas mais produtivas.

Conheça os principais modelos de trabalho vigentes atualmente e quais são os principais benefícios de cada modalidade:

  • Regime CLT: é o modelo de contratação mais antigo no Brasil. Nele, são incluídas as normas para a relação entre empregador e empregado e o cumprimento das leis trabalhistas. Apesar da segurança e estabilidade fornecidas por esse modelo, ela nem sempre agrada as novas gerações por se tratar de um processo muito engessado e nada flexível.
  • Servidor público: o sonho da geração baby boomer, como promessa de estabilidade e garantias, parece já não agradar tanto às novas gerações. O aspecto, muitas vezes, burocrático e engessado parece gerar uma comodidade em relação à atualização profissional, colocando muitos servidores em uma zona de conforto. Propósito, criatividade, meritocracia e novas perspectivas dificilmente são incçuídas nos discursos dos concursados.
  • Home-office: com o advento da tecnologia e, inclusive, das informações na nuvem, o trabalho pôde se tornar remoto e inaugurou-se uma notável crescente de ‘nômades digitais’- profissionais que aproveitam a tecnologia para realizar suas tarefas de qualquer lugar do mundo.. Essa modalidade confere mais autonomia e flexibilidade ao trabalhador. Para os profissionais que são disciplinados, essa é também uma maneira de melhorar a produtividade, já que não se perde tempo com deslocamento ou com interrupções de colegas. Em alguns casos, o colaborador só vai para a empresa em momentos pontuais. Em outros, intercala alguns dias em casa e outros na empresa.
  • Meio período: muito comum fora do Brasil, esse é um modelo que tende a ganhar mais relevância com a reforma trabalhista. Consiste em uma carga horária semanal reduzida, com turnos médios de seis horas diárias. Embora a remuneração seja menor, essa opção é bem interessante para quem precisa de mais tempo para a vida pessoal, como muitas vezes é o caso das mães ou pais de crianças pequenas.
  • Trabalho por hora: nesse modelo, o colaborador é contratado para cumprir uma determinada quantidade de horas. Geralmente, fica estipulado o número de horas e, caso seja necessário mais tempo, são cobradas horas adicionais. Essa é uma maneira de regularizar os chamados “bicos”. Nessa proposta, a contratação precisa acontecer com uma antecedência de três dias. O profissional tem direitos trabalhistas, como férias, 13º salário e FGTS. Tudo proporcional às horas trabalhadas.
  • Trabalho por projeto: esse é um modelo cada vez mais adotado por empresas de tecnologia e comunicação. Nele, o profissional é contratado para realizar apenas um projeto, com começo, meio e fim. As metodologias ágeis são bastante utilizadas nesse sistema, garantindo as entregas em cada etapa. No Brasil, ainda vemos poucas empresas adotando essa tendência, mas no exterior é muito comum esse tipo de contratação já ser adotado até por outros segmentos e áreas.
  • Trabalho autônomo: a famosa contratação PJ é muito utilizada para profissionais autônomos que prestam serviço para uma ou mais empresas. Não configura vínculo empregatício, já que o contrato é feito entre duas empresas. É um modelo muito comum para contratação de consultores e de outros perfis profissionais que não precisam estar vinculados exclusivamente à empresa.
  • Job sharing: esse parece o modelo de contratação mais disruptivo até agora. Nele, dois executivos podem compartilhar o mesmo cargo. Cada um trabalha apenas alguns dias na semana, tendo pelo menos um encontro entre os dois profissionais ao longo da semana. A Unilever estreou a modalidade na área de RH. Duas diretoras compartilham o cargo. Enquanto uma trabalha de segundas, terças e quartas, a outra vai para o escritório de terças, quartas e quintas. Às terças e quartas são compartilhadas por ambas, assim elas conseguem dar direcionamentos para a equipe e manter a comunicação sem ruídos. A sexta é livre para ambas e o restante da equipe faz home-office nesse dia.

Já deu para perceber que a jornada de trabalho está indo muito além da tradicional segunda à sexta, das 9h às 18h. A tecnologia e as novas leis trabalhistas estão permitindo mais flexibilidade. O ideal é que empresa e colaboradores definam o formato que mais se adéqua às expectativas de ambos. O que temos que tirar disso tudo é que não importa o modelo, desde que a qualidade e a produtividade sejam mantidas.


Por Dalton Morishitaheadhunter na Trend Recruitment, graduado em administração de empresas com especialização em Business pela Australian Professional Skills Institute.

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Sete passos para ser mais produtivo no trabalho

Tempo é dinheiro, já dizia o velho ditado. No mundo em que as mudanças acontecem na velocidade da Internet, a agilidade e a eficiência andam cada vez mais juntas. Como produzir mais e melhor em menos tempo? O segredo é a combinação de objetividade, organização e muito jogo de cintura, segundo Alex Campos, especialista em recrutamento da Wyser, consultoria especializada em recolocação de executivos para média e alta gerência, da multinacional de recursos humanos Gi Group.

Apesar da adoção cada vez maior de ferramentas tecnológicas e metodologias para ganhar rapidez e lidar com várias coisas ao mesmo tempo, as pessoas ainda não conseguem fazer tudo, observa o especialista. O problema, segundo Campos, está em estabelecer prioridades certas. “Hoje, a priorização não é mais pela lógica. Nosso lado emocional está definindo como devemos gerenciar nossas prioridades, e muitas vezes coloca no topo da lista coisas que poderiam ser deixadas pra mais tarde”, diz.

Não é possível parar ou controlar o tempo. Ele passa de qualquer maneira. Mas, de acordo com o executivo, a rotina no trabalho pode se tornar mais produtiva com alguns passos:

1- Seja objetivo em suas prioridades. Deixe de lado o emocional e saiba dizer “não”. Quando dizemos “sim” a tudo, estamos deixando de executar tarefas que de fato são significantes para dar andamento a todo processo.

2- Aprenda a selecionar. Pense no amanhã para multiplicar o seu tempo. Em vez de perguntar “qual é a coisa mais importante que posso fazer hoje”, questione “o que eu posso fazer hoje que farei melhor amanhã?”. As respostas servirão para organizar o seu cronograma, e aproveitar o seu tempo para resolver questões que realmente precisam ser priorizadas.

3- Ordene a lista de trabalho. Organize as tarefas de acordo com a ordem de importância, considerando impacto que o trabalho tem, se é fundamental para solução do problema atual, se é peça chave do projeto, etc.

4- Disciplina acima de tudo. Pare de procrastinar. Existe diferença entre esperar para fazer algo que deve ser feito de imediato e esperar para fazer algo por não ser o momento adequado. Comece a se autogerenciar, executando o trabalho que se comprometeu a fazer ao longo do dia. Coloque de lado coisas insignificantes como checar e-mail de minuto em minuto e dar atenção demais às questões que podem ser resolvidas em instantes.

5- Use a tecnologia a seu favor. Automatize suas tarefas para multiplicar o seu tempo. Exemplo: em vez de perder 1 hora pagando suas contas mensais no banco, coloque-as em débito automático e perceba o retorno no investimento de tempo que terá. Hoje existem muitos aplicativos e tecnologias que ajudam a executar tarefas mais simples, na organização da rotina, acessar arquivos e disponibilizar as informações necessárias para projeto em minutos.

6- Aprenda a delegar. Divida as atividades entre os subordinados e colegas, mesmo pensando que o outro não pode fazer com a mesma habilidade e eficiência que você faz. Dê uma chance aos outros aceitando suas imperfeições nos primeiros momentos, orientando e contornando os erros. Com tempo e prática, qualquer pessoa é capaz desenvolver as funções com as mesmas habilidades que tem, e você poderá focar a sua atenção nas demais pendências e em novos aprendizados.

7- Compartilhe as informações. Relate os problemas, esclareça dúvidas e ideias com os colegas e superiores. Dessa forma, será mais simples encontrar soluções e desenvolver um trabalho de qualidade que atenda às expectativas. Quanto mais informações detalhadas e conhecimento tiver, menos será o retrabalho e mais rápida e assertiva será a entrega.

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Segundo Dieese, mais jovens recém-formados ficam sem emprego no Brasil

Mesmo com a leve retomada do otimismo em relação ao mercado de trabalho no Brasil, o cenário para jovens recém-formados não parece tão animador.

Pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) mostra que, entre 2014 e 2018, a proporção de profissionais que saem da faculdade e não conseguem um emprego, passou de 8,2% para 13,8%.

“O índice preocupa, porque mostra não apenas que esses jovens estão tendo dificuldade em se inserir no mercado de trabalho, mas que também não estão conseguindo postos que exigem ensino superior e conhecimentos específicos naquilo que se formaram”, diz Gustavo Monteiro, técnico do órgão.

Mesmo reconhecendo que o cenário macroeconômico impacta direta e predominantemente a oferta de empregos, recrutadores afirmam que jovens recém-formados mais bem preparados têm mais chances de conquistar uma vaga.

De acordo com Dahra Quintella, coordenadora de seleção da 99jobs, um bom português, capacidade de comunicação, pontualidade, cuidado com a postura e cordialidade são essenciais para o êxito do candidato.

Saber se posicionar e usar sua bagagem numa entrevista é outro ponto fundamental, aponta Dahra.

“Antes de chegar, você precisa saber dizer quais experiências teve, quais são as principais informações sobre você mesmo que são as mais relevantes. Tenha clareza e não deixe para pensar em quem você é ou o que você fez apenas na hora que chegar na entrevista”, explica.

“O profissional tem que entender que faculdade não é só um campo de estudo: ele tem que transformar essas plataformas em momentos de experiência que o aproximem do campo profissional que deseja”, diz Dahra.

De acordo com ela, essa inserção pode se dar através de uma empresa júnior, instituição social, associação a uma atlética, entre outros. “O importante é ir procurando um interesse enquanto carreira.”

“Se ele precisa realmente trabalhar, ele deve pensar em como transformar essa oportunidade de trabalho. O ideal é não se limitar aos sites de busca de vagas. É preciso buscar pessoas que são referência na área: podem ser aquelas que trabalharam com você, pessoas que você conheceu em um evento, no LinkedIn, enfim, pessoas que você tem como referência”, diz.

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Destaques, Empregos e Estágios

Mentir no currículo coloca a vaga do seu futuro emprego em risco

A medida desesperada de conseguir um emprego pode parecer inicialmente inofensiva, mas mentir no currículo é muito sério. E pode acarretar diversos problemas ao longo do tempo, até mesmo envolvendo a Justiça. Mesmo não tendo uma Lei estabelecendo que mentir no currículo é crime, a descoberta de divergências de informações no documento pode prejudicar a imagem do profissional e ainda resultar em demissão por justa causa.

Há 6 anos, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados rejeitou um projeto de lei que tinha como proposta tipificar como crime a falsificação de currículos. A justificativa utilizada é de que a falsificação de currículo poder ser enquadrada no artigo 298 do Código Penal, que prevê reclusão, de um a cinco anos, para quem falsificar documento particular.

Diante disso, decisões recentes da Justiça sobre mentiras no currículo têm dado parecer favorável a demissão do funcionário por justa causa quando são identificadas mentiras sobre conclusão do ensino médio, por exemplo.

Como fazer um currículo mesmo sem experiência profissional

Competir com profissionais mais experientes pode levar o candidato a inventar cargos, experiências ou até mesmo qualificações em seu currículo. Para evitar ter que enfrentar maiores problemas posteriormente, uma dica é criar um currículo de recém-formado para profissionais sem experiência que impressione os recrutadores e auxilie na busca pela vaga desejada.

Uma dica para aqueles que já possuem uma graduação é investir no maior número de especializações e cursos. Para isso, é possível contar com a ajuda do Educa Mais Brasil. Acesse o site (veja aqui) e confira todas as oportunidades, é possível conseguir descontos de até 70%.

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Destaques, RN

Número de microempreendedores cresce no Rio Grande do Norte

O saldo do emprego celetista no Rio Grande do Norte está negativo, segundo os últimos dados divulgados em maio pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Porém, ao mesmo tempo que o estado fecha com menos 496 empregos em relação ao mesmo período de 2018, o número de microempreendedores individuais cresceu consideravelmente e, de maio de 2018 para maio de 2019, novos 16.639 MEI’s surgiram no RN.

“O crescimento de abertura de MEI’s reflete uma necessidade das pessoas a se adequarem ao momento econômico, utilizando o conhecimento adquirido com seus trabalhos para empreender em uma nova oportunidade”, analisa Daniel Carvalho, contador e sócio da Rui Cadete Consultores.

Essa mudança no cenário do mercado aponta a movimentação dos fluxos de trabalho, principalmente após a reforma trabalhista. “A reforma trouxe essa flexibilidade para as empresas, com isso está aumentando esse tipo de relação de trabalho, como a terceirização, trazendo vantagens, em vários casos, para ambas as partes”, aponta o especialista.

Adequar-se a essa realidade é, portanto, essencial para quem quer se manter dentro do mercado. Muitas das empresas optam pela contratação via pessoa jurídica e, atualmente, a forma mais fácil de adquirir esse status é tornando-se Microempreendedor Individual. Essa transição de empregado para prestador de serviços traz benefícios ao novo empreendedor, como flexibilização do horário de trabalho, menor burocracia e possibilidade de trabalhar com mais de uma empresa.

Apesar das facilidades, as empresas que pretendem apostar neste tipo de contratação devem ficar atentas às atividades que podem estar inscritas no MEI – a lista delas encontra-se no Portal do Empreendedor. Além disso, o novo empreendedor que presta serviço a uma empresa precisa atentar-se aos seus direitos como pessoa jurídica, para não desempenhar um papel de trabalhador celetista.

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