Destaques, Educação

Metrópole Digital abre processo seletivo com 720 vagas em cursos de TI

O Instituto Metrópole Digital (IMD) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) deu início ao processo seletivo para os cursos de formação técnica em Tecnologia da Informação (TI), com ingresso em 2019 e aulas semipresenciais. Ao todo, são 720 vagas distribuídas entre os polos de Mossoró (80), Natal (400), Caicó (80), Angicos (80) e Pau dos Ferros (80).

As inscrições ficam abertas de 1º a 29 de outubro, e devem ser realizadas unicamente via internet, dentro do prazo estabelecido no edital do processo. Para efetuá-las, o candidato deve acessar o endereço eletrônico da Comperve, disponível em www.comperve.ufrn.br. A taxa de inscrição, no valor de R$ 30, deve ser paga até o dia 30 de outubro. Só serão efetivadas as inscrições mediante confirmação do pagamento pela Comperve.

Do número total de vagas, 70% serão destinadas a alunos que tenham cursado o ensino fundamental inteiramente em escolas públicas e, desse percentual, metade será reservada aos candidatos com renda familiar igual ou inferior a um salário mínimo e meio.

Vagas são divididas em duas faixas: I – para nascidos entre 01/01/1998 e 31/12/2003 ; II – nascidos até 31/12/1997.

Isenção e locais das provas

Metrópole Digital

Para solicitar a isenção do pagamento, o candidato deve fazer a solicitação no site da Comperve até o dia 15 de outubro. Podem pleitear a isenção candidatos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do governo federal e membros de família de baixa renda. O deferimento da solicitação de dispensa de pagamento será divulgado no dia 23 de outubro, no site da Comperve. Recomenda-se imprimir o comprovante de dispensa de pagamento.

Cada candidato tem direito a uma inscrição em um dos cinco polos destacados no edital do processo, podendo escolher o local (qual polo) em que deseja realizar a prova. Para solicitar isenção do pagamento da taxa de inscrição, o interessado deve, até o dia 15 de outubro, acessar o site da Comperve e requisitar a isenção, presente no formulário de inscrição, e enviar eletronicamente o formulário preenchido.

A prova será realizada no dia 25 de novembro nas cinco cidades citadas no edital, tendo início às 8h. Os locais de realização dos testes serão publicados na plataforma da Comperve a partir do dia 20 de novembro. A prova será objetiva, abordando cinco campos específicos do conhecimento: Criatividade e Inovação, Comunicação e Colaboração, Pesquisa e Gerenciamento de Informações e Conceitos e Procedimentos em Tecnologia.

O resultado do processo está previsto para ser divulgado no dia 11 de dezembro no site da Comperve. Para mais informações a respeito do processo, consulte o edital disponível neste link.


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Destaques, Empregos e Estágios

Profissional de TI é o mais requisitado da atualidade

Estar preparado para trabalhar nos setores de inovação e transformação digital, com habilidades que favorecem os negócios no ambiente digital, é a principal característica buscada pelas empresas no mundo atual. Profissões como supervisor de TI, gerente de canais (tecnologia), analista de Big Data, gerente de transformação digital, estão entre as mais demandadas no país nos últimos meses. Um trabalho realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) indica ainda o surgimento de 30 novas ocupações em oito áreas que devem sofrer o maior impacto da chamada Indústria 4.0, termo utilizado para a integração do mundo físico e virtual por meio de tecnologias digitais, como internet das coisas, big data e inteligência artificial.

Uma pesquisa da empresa de recrutamento Michael Pages corrobora com o trabalho do SENAI. Profissionais de TI estão entre os 17 mais requisitados pelo mercado de trabalho no primeiro semestre de 2018, ao lado também de cargos de coordenador ou gerente de Transformação Digital, como mostra levantamento da empresa. Segundo especialistas, ao mesmo tempo em que surge um novo mundo, mais tecnológico, é preciso estar preparado para viver dentro dele. Para o diretor-nacional de Operações do SENAI, Gustavo Leal, um dos desafios é, justamente, ter profissionais prontos para essa nova realidade.

“Nós precisamos muito, como País, de termos estratégias muito bem definidas em relação à preparação de uma infraestrutura adequada para isso, principalmente, no que diz respeito à conectividade, à velocidade de internet. Mas, talvez, o desafio principal seja a capacidade que o país venha a desenvolver de formar as pessoas com perfis competentes, adequados para esse novo patamar tecnológico”, pondera Gustavo. O trabalho do SENAI mostra que profissões como engenheiro de cibersegurança, técnico em informação e automação, mecânico de veículos híbridos e projetista para tecnologias 3D devem surgir e se consolidar no mercado nos próximos cinco a dez anos.

A capacitação de recursos humanos para atender essa demanda do mercado de trabalho está entre os sete desafios listados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em estudo enviado aos candidatos à presidência da República, para incorporação e desenvolvimento da indústria 4.0 no Brasil. “Tem uma série de medidas no campo regulatório, no campo do financiamento, no campo do apoio a desenvolvimento tecnológico que precisam ser tomadas de forma coordenada. Medidas pontuais não vão dar conta do desafio que a gente tem pela frente”, explica o gerente-executivo de Política Industrial da CNI, João Emílio Gonçalves.

O estudo da Confederação trata dos benefícios que virão para o país com a incorporação da indústria 4.0; faz uma análise sobre a capacidade do Brasil em competir internacionalmente neste setor e enumera desafios pelos quais o país terá de passar para alcançar o nível de mudança tecnológica demandado pelo mundo. Entre as recomendações sugeridas pelo setor empresarial está a priorização de políticas de difusão e indução à adoção das novas tecnologias; disponibilidade de mecanismos específicos para promover o desenvolvimento tecnológico, privilegiando tecnologias digitais e a ampliação e melhora da infraestrutura de telecomunicação, em especial de banda larga.

Capacitação ‘modo on’

O SENAI 4.0 surge como uma resposta às demandas dessa nova indústria, com oferta de soluções em Educação, Tecnologia e Inovação. As empresas precisam se preparar para atender as necessidades do mercado por produtos mais inteligentes e customizados, assim como os profissionais dessas empresas devem estar familiarizados com as tendências e tecnologias requeridas, para que possam desenvolver as suas atividades de forma alinhada às novas demandas de mercado.

Para isso, foram criados cursos técnicos, de aperfeiçoamento profissional e pós graduação nas tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0 (Computação em nuvem, big data, segurança digital, internet das coisas, integração de sistemas, robótica avançada, manufatura digital, manufatura aditiva). Segundo o professor Universidade de Brasília (UnB) e especialista em inovação, tecnologia e recursos Antônio Isidro da Silva Filho, é importante que os governos estabeleçam uma política efetiva de educação profissional no país. “Então, hoje nós temos oportunidades profissionais para cargos e funções que se utiliza tecnologia digitais, mas temos escassez de mão de obra qualificada para essas funções. Isso sinaliza que se tivermos política pública de educação profissional e educação tecnológica, para que isso gere oferta de mais mão de obra, a tendência é que possa aumentar a produtividade do país”, observa.

Big Data

Um dos cinco setores que mais contrataram em 2017 foi o de Tecnologia da Informação, a TI, para o cargo de Big Data, também segundo pesquisa da empresa de recrutamento Michael Pages. O profissional precisa gerir e analisar dados com o objetivo de garantir mais eficiência e rentabilidade para a empresa, e também obter insights que contribuam com a expansão dos negócios. O salário pode chegar a R$ 30 mil, como aponta a Michael Pages. “É uma tecnologia que fez com que uma nova profissão começasse a se desenhar, nos últimos anos, que é o analista de Big Data, e sobretudo aplicasse rotinas de inteligência artificial, de aprendizagem de máquinas, por exemplo, para que se possa ajudar os processos gerenciais, científicos, profissionais, para uma melhor compreensão da realidade”, detalha Antônio Isidro.

Hoje, por exemplo, um gestor público responsável pela implementação de uma política pública consegue avaliar se a política foi bem avaliada, se trouxe impacto na realidade que se propõe a atuar, com o uso do Big Data. Pode monitorar a implementação e o funcionamento de uma política pública, tendência de mercado, pesquisa de prospecção de clientes. “Ou seja, a utilização de Big Data junto com Inteligência Artificial, aprendizagem de máquina, potencializa e muito resultados que empresas e profissionais podem gerar no mercado”, finaliza Isidro.

Profissional de TI é o mais requisitado da atualidade

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Destaques, Tecnologia

Programador: conheça o profissional ligado à Tecnologia da Informação

Imagine a seguinte cena: o despertador toca às 6h e às 6h15 você desliga o modo soneca para começar a se arrumar para o trabalho. Minutos depois, o relógio já marca 7h e então você desce de elevador até o térreo ou a garagem. No caminho, se depara com sinaleiras se estiver na pista ou aguarda pacientemente o metrô chegar ao seu destino enquanto acessa o smartphone para checar o Whatsapp, o Instagram ou o Facebook. Já no trabalho, utiliza as digitais para destravar a porta biométrica, bate o ponto eletrônico e liga o computador para dar início a mais uma jornada diária.

O ponto comum entre as situações parece ser apenas a retratação de mais um dia de trabalho para milhares de pessoas, mas a semelhança reside também em outra questão: a importância da programação para o nosso cotidiano. Nesta quinta-feira, 13 de setembro, é comemorado o Dia do Programador, uma homenagem ao profissional que aplica conhecimentos de tecnologia da informação para gerar resultados esperados e facilitar o dia a dia das pessoas.

“A programação é o que você deseja que o computador faça para você. É pegar um conjunto de informações e produzir um resultado esperado. Isso pode acontecer em qualquer plataforma: desde um smartphone até um computador de mesa (desktop)”, destaca Antônio Lázaro Ribeiro dos Santos, de 42 anos, graduado em Matemática e em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Em contato com a área desde os 15 anos, quando fez o curso técnico em Processamento de Dados, o profissional já acumula diversas pós-graduações no currículo: Engenharia de Sistemas, Sistemas de Telecomunicações, além de Análise de Dados com Business Intelligence e Big Data.

A primeira homenagem oficial feita ao programador data de 13 de setembro de 2009, quando o então presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, escolheu o 256º dia do ano para decretar o feriado profissional. Por este motivo, em anos bissextos, o Dia do Programador é comemorado em 12 de setembro. A escolha não foi por acaso: 256 representa a quantidade de valores diferentes que podem ser representados em um byte, uma unidade de informação digital equivalente a oito bits.

Outro ponto curioso: o sistema de hexadecimal, muito utilizado na programação, é formado por 16 algarismos, entre números e letras, os quais permitem ao todo 256 combinações diferentes. Os números hexadecimais são regidos pela lei do sistema posicional: cada dígito tem função própria no sistema e é importante para a realização de cálculos, conversões entre outras funções.

Há aproximadamente dois anos e meio, Antônio Lázaro atua como Analista de Sistemas no Educa Mais Brasil e já integrou equipes de diversos projetos. Atualmente lida com sistemas comercias e promove a integração com centrais telefônicas. Ao analisar a própria trajetória, ressalta que o que mais chama a atenção são as possibilidades de se fazer. “Evoluímos para um estado em que podemos tomar decisões a partir da análise de dados; montamos uma planilha de resultados e fazemos projeções. Isso permite, por exemplo, saber o que será necessário comprar no supermercado no próximo mês ou torna possível criar um software para atender áreas específicas como finanças, saúde, contábil e muitas outras”, sinaliza.

Para transformar informações e alcançar resultados desejados, é utilizada uma (ou mais) linguagem de programação: Java, JavaScript, C#, Python, Delphi, PHP, SQL, Swift, Kotlin e diversas outras. “Existem linguagens que são interpretadas e outras que são compiladas, mas todas chegam ao mesmo lugar. A diferença está na produtividade e na performance, que podem trazer resultados mais rápidos. Hoje, muitas coisas são hospedadas na nuvem e tudo está voltado para a internet”, complementa Antônio.

Softwares: programação, desenvolvimento e engenharia

Entre diversas necessidades existentes no momento de criar e desenvolver softwares ou sistemas, é preciso compor equipes com profissionais habilitados para exercer funções diferentes e complementares na área de computação. Programadores, desenvolvedores, analistas, engenheiros e gestores são apenas alguns dos profissionais presentes nas equipes. Apesar de estarem envolvidos na execução do projeto, qual o papel de cada um?

O programador mantém contato direto com a estruturação do software: é o responsável por escrever o código de forma organizada e entregá-lo em funcionamento. Em geral, possui atuação individual, precisa conhecer ao menos uma linguagem e escolher a forma mais adequada de escrever o código para o perfeito funcionamento do sistema.

O desenvolvedor também pode atuar com programação, mas é responsável por verificar a execução do projeto e interagir com outros membros da equipe, profissionais de setores diversos da empresa, além de clientes e patrocinadores. Conhecer a parte técnica é importante sobretudo para tomar as decisões adequadas quando necessário.

O engenheiro de software pode programar e desenvolver, mas precisa também ser capaz de verificar a qualidade do software, o nível de confiabilidade e a capacidade de ser utilizado de forma sustentável pelo cliente. É necessário também conectar os requisitos do projeto com a codificação e a manutenção do código, o design do sistema e os testes.

Graduações

Em 16 de novembro de 2016, o Ministério da Educação (MEC) instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação na área da Computação por meio da Resolução nº 5 da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (Resolução CNE/CES nº 5/2016). O documento trouxe as principais orientações acerca dos cursos de graduação nas formas de licenciatura em Computação e de bacharelado em Ciência da Computação, em Sistemas de Informação, em Engenharia de Computação e em Engenharia de Software.

Também em 2016, o MEC lançou a terceira edição do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, com graduações ligadas ao eixo de Informação e Comunicação. No documento, constam 14 formações tecnológicas ligadas à infraestrutura, aos processos de comunicação além do processamento de dados e informações. Estão inclusas: Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Banco de dados, Defesa Cibernética, Gestão da Tecnologia da Informação, Jogos Digitais, Redes de Computadores e Segurança da Informação.

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Destaques, Educação

UFRN investe no desenvolvimento tecnológico para as Ciências Agrárias

Criar um curso de Tecnologia da Informação voltado para o desenvolvimento tecnológico para as Ciências Agrárias foi a inquietação inicial de um grupo de professores do Curso Técnico em Informática da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), Unidade Acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A união do TI e das Ciências Agrárias, áreas de conhecimento desenvolvidas na EAJ, fez surgir o curso superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS). “Sendo um grupo de Tecnologia da Informação, funcionando dentro de uma unidade de Ciências Agrárias, entendemos que essa aproximação era necessária”, comenta o professor Max Lacerda, um dos idealizadores do curso.

Apesar de ser um curso novo, a procura está aumentando. “Essa é uma realidade que está mudando muito rapidamente devido ao trabalho realizado pelos professores com a divulgação das nossas ações”, conta o coordenador do TADS, Taniro Chacon. Segundo ele, os novos estudantes entram no curso com uma outra visão acerca do potencial e do nicho de mercado no qual está inserido.

A taxa de empregabilidade é animadora. “Todos os alunos formados estão com atividades que demonstram a aplicação das habilidades adquiridas. Temos alunos trabalhando com desenvolvimento, realizando mestrado na UFRN, realizando residência de software na UFPE, e até atuando como professor”, comemora o coordenador.

Para Taniro Chacon, a formação dos alunos com foco na integração entre TI e as Ciências Agrárias pode impactar positivamente as comunidades e o mercado. “O nosso mercado possui uma carência enorme de tecnologia, principalmente na área das Ciências Agrárias. Muitas produções agrícolas ainda usam técnicas custosas em recursos como espaço, energia, água. Com a aplicação da tecnologia, de ferramentas apresentadas no nosso curso, é possível mudar essa realidade beneficiando produtores, meio ambiente e comunidade”, afirma.

O curso possui atualmente Nota 5 na avaliação realizada pelo Ministério da Educação (MEC). Um dos fatores que contribuíram para a avaliação é o projeto político pedagógico moderno, alinhado com propostas de aplicação da TI nas Ciências Agrárias e compatível com outros cursos de TADS do país; a qualificação do corpo docente, além da infraestrutura com laboratórios para aulas práticas e pesquisa.

Pesquisas beneficiam a comunidade

As aplicações dessa integração estão a pleno vapor. O professor de Agronomia da EAJ, Márcio Dias, reúne alunos das Ciências Agrárias e do curso de TADS para trabalhar com análise de sementes. “Hoje temos uma base de pesquisa, mas começamos como uma disciplina. Na época, existiam poucas universidades no mundo que trabalhavam com isso. No Brasil, apenas duas”, lembra.

O professor conta que a Universidade de Ohio nos EUA havia desenvolvido um software para analisar o vigor de sementes a partir da avaliação de imagens de plântulas – primeiro estágio da planta que surge com a germinação da semente, mas o alto custo inviabilizava o uso por grande parte dos produtores e de pequenas universidades. “Então pensamos em desenvolver um software livre e de fácil uso, que desde as instituições até o agricultor pudessem ter acesso”.

Alunos da Escola Agrícola de Jundiaí trabalham com análise de sementes

Alunos da Escola Agrícola de Jundiaí trabalham com análise de sementes

Para isso, o grupo utilizou uma plataforma livre, desenvolveu uma técnica de captação de imagens a partir da câmera de um smartphone – que garantisse a leitura correta pelo software – e, com a ajuda de uma pedaço de EVA azul, o trabalho que seria feito em 2 dias, pode ser feito agora em alguns segundos.

Já registrado, o software SAPL – sigla para o Sistema de Análise de Plântulas, começa a ser disponibilizado para utilização. “Estamos na fase em que as pessoas começam a utilizá-lo, trazendo feedbacks para possíveis melhorias e até o ano que vem uma segunda versão deve ser liberada”, comemora Márcio Dias.

Outros softwares estão sendo desenvolvidos pela equipe. Um deles, analisa as sementes através de raio-x, uma vantagem para sementes que não podem ser destruídas por razões diversas – como custo e raridade. Outro, simula peneiras para soja e milho, técnica que poderá ajudar produtores a medir os tamanhos das sementes também por fotos, uma informação importante para os produtores porque impacta diretamente o preço do produto.

Da universidade para o mercado

“O TADS não era minha primeira opção, acho que é assim com muita gente. Acabei me encontrando lá dentro e deu tudo certo”, lembra o hoje analista de desenvolvimento de sistemas na Rede e-Tec Brasil, Renan Farias, egresso do TADS.

Sua primeira experiência profissional foi resultante do conhecimento adquirido no curso e ele avalia positivamente essa experiência e as conquistas proporcionadas por ela, mesmo antes de ter se formado. “Conseguimos desenvolver muita coisa boa dentro do curso, tanto que, na nossa turma, tivemos a oportunidade de sair com um registro de software no nosso nome. Isso foi muito valioso, porque não é uma coisa que você consegue da noite para o dia”, comenta.

Renan Farias é um dos alunos que participaram da elaboração do SAPL e é otimista sobre as contribuições do curso para o desenvolvimento tecnológico local: “O curso contribui de forma grandiosa. As outras turmas têm muitos outros sistemas interessantes e os trabalhos de conclusão estão sendo muito benéficos para as Ciências Agrárias, que carecem de informações. Nada te impede de atuar em outras áreas da Informática, mas é um acréscimo que você tem, uma oportunidade de trabalhar com um campo maior”, comenta.

O Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas tem duração de seis semestres. Para ingressar, o estudante concorre a uma das 40 vagas disponibilizadas semestralmente, por meio do SISU. Ao formar-se adquire o título de Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

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Natal

Natal recebe pela primeira vez evento da Google voltado para mulheres

Elas têm apenas 15 e 16 anos, mas já se destacam na área de Tecnologia da Informação, um setor que tem participação predominantemente masculina. Estamos falando, respectivamente, das irmãs Emmanuelle e Isabelle Richard, estudantes do Curso de Ciências da Computação da Universidade Potiguar (UnP) e organizadoras do Women Techmakers (WTM), projeto da Google que promove visibilidade, fortalecimento e empreendedorismo feminino na área tecnológica, e que será realizado pela primeira vez em Natal no dia 3 de março, às 13h, na Unidade da Roberto Freire.

O 1º WTM Natal tem entrada gratuita e é aberto, exclusivamente, para mulheres de todas as idades. As vagas são limitadas e as inscrições pode ser feitas através do link no final da matéria.

Presente em mais de 50 países, o evento promove um ambiente saudável para o aprendizado e a troca de experiências e ideias. O objetivo é estimular a participação feminina em todos os setores através da reunião de pessoas que atuam nessas áreas, além de inspirar e trazer conhecimento, visando debater a importância da presença e envolvimento das mulheres nesses campos de trabalho e apoiá-las em seu desenvolvimento e aperfeiçoamento dentro desses espaços que são, na maioria, dominados por homens.

“Queremos compartilhar informações e mostrar que temos mulheres trabalhando em altos cargos no Brasil e pelo mundo”, afirma Emmanuelle Richard. A exclusividade para mulheres na primeira edição de Natal tem um propósito: atrair o público feminino interessado em tecnologia, esportistas, artistas, estudantes, empreendedoras, empresárias, desenvolver novos negócios, adquirir conhecimento e fazer bastante networking. “O WTM vem para estimular um movimento que mostre que as meninas podem (e devem) conquistar seu espaço, seja este qual for”, reforça Isabelle Richards.

SOBRE AS ORGANIZADORAS

Isabelle Richard tem 16 anos e cursa Ciências da Computação na UnP e Ciência e Tecnologia na UFRN. Já palestrou em diversos eventos de tecnologia como Expotec, PyLadies e Rails Girls. Emmanuelle Richard tem 15 anos, cursa Ciências da Computação na UnP. Já palestrou em diversos eventos de tecnologia como Campus Party, Flisol, PhP Experience, RubyConf, DevFest Nordeste, Roadsec e outros. Ambas trabalham com programação de computadores em uma empresa de desenvolvimento de softwares em Natal.

SERVIÇO

Women Techmakers Natal 2018
Data: 3 de março
Local: UnP Roberto Freire
Horário: 13h
Inscrições: bit.ly/wtm2018natal

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